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Publicado em: 23/10/2017

História Interativa para crianças tocarem e cantarem juntamente com enredo da canção. CLIQUE AQUI E RECEBA O MATERIAL EXCLUSIVO DESSE VÍDEO: https://www.cantinho...ia/landing/lpage.php (Faixa etária: 2 a 10 anos) .

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Publicado em: 12/08/2017

História cantada que trabalha o gestual e o esquema corporal acompanhando uma narrativa. Para adquirir o CD, acesse: https://www.facebook...homusicalprofDebora/ Demais materiais: https://www.cantinho...ca.com.br/loja/index Para receber conteúdos exclusivos e noticias de cursos presenciais e online cadastre-se neste link: https://www.cantinho.../identifique-se.html Para receber um EBOOK ( gratis ) deixe seu email: https://www.cantinho...newsletters/cadastro

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Publicado em: 28/07/2017

História sonorizada com percussão corporal e instrumentos musicais.

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Publicado em: 23/04/2017

Exercícios práticos para aquecimento vocal e trabalhar sua voz Leia o artigo/entrevista: https://www.cantinho...alima_guimaraes.html

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Todos os artigos 21 Artigos Disponíveis
Publicado em: 19/11/2017 NOVO ARTIGO

Tudo o que você quis saber sobre MUSICALIZAÇÃO INFANTIL

Tudo o que você quis saber sobre MUSICALIZAÇÃO INFANTIL Hoje teremos um assunto que interessam à muitas famílias e educadores: musicalização infantil para bebês. Estudos mostram o quanto os bebês demonstram uma aptidão musical muito grande e o quanto eles se envolvem com as atividades propostas nas aulas, desenvolvendo habilidades cognitivas, motoras e emocionais através da música.  Selecionei 5 perguntas importantes sobre o assunto:   Musicalização para bebês   1. Porque apresentar a música para a criança desde cedo?   Porque a música tem o poder de atrair e captar a atenção necessária para que a criança queira interagir com as propostas, sejam elas com o objetivo de trazer um momento de afeto entre o adulto e a criança (desenvolvimento emocional) ou para estimular os aspectos cognitivos e motores. Estudos mostram que quando o bebê nasce ele já foi estimulado através dos sons (dentro da barriga da mãe), pois o sistema auditivo está apto para receber informações a partir do quinto mês de vida intrauterina. Nos primeiros meses de vida, as pessoas que cuidam do bebê, geralmente interagem com ele através da música, com brincadeiras e canções que também provavelmente foram significativas para estes adultos na infância, ou seja, estas interações entre o adulto e a criança possuem alto grau de afetividade. Desde muito cedo o bebê cria memórias positivas com essa linguagem. Existem especialistas renomados que comprovaram o poder da música, como o neurologista e neuropediatra Mauro Muszkat da Universidade Federal de São Paulo, que revelou em uma entrevista para o jornal O Estado de São Paulo, que estudos científicos mostram que crianças que praticam música desde cedo de forma contínua e prazerosa, desenvolvem habilidades que vão além das músicas, como maior concentração, aumento positivo da autoestima e desenvolvimento nas funções executivas cerebrais. É importante ter em mente, que o brincar não acontecerá automaticamente sem uma intermediação inicial de um educador, pai, mãe ou outra criança. As primeiras brincadeiras e jogos são construídos na relação com o outro e a criança se desenvolve e se expressa brincando. Na aula de música, a criança vivencia e trabalha diversas coordenações ao mesmo tempo. Cantam, tocam, dançam, ouvem música, brincam com os sons, dramatizam histórias e canções. Brincando com a música, a criança conhece melhor a si mesma, ao outro, os instrumentos musicais, amplia seu repertório de mundo e o ambiente que a cerca. A música também tem o poder de modular nossas emoções, inclusive nas crianças. Quando ouvimos músicas que gostamos, o nosso cérebro produz neurotransmissores (substância química que conduz transmissor de um neurônio para o outro no cérebro) como a dopamina, que traz aquela sensação de prazer e a serotonina, que traz bem-estar e relaxamento. Por isso é uma linguagem tão utilizada nas escolas, porque ela traz uma energia de alegria e entusiasmo que contagia a todos. Mas para que a criança possa usufruir de tantos benefícios, é importante que o professor ofereça um repertório de canções e brincadeiras específicas à faixa etária, além de um espaço seguro e arejado, material sonoro rico e ao mesmo tempo, próprio para ser manipulado sem oferecer perigo ao bebê. 2. A partir de qual idade posso levar meu bebê para as aulas de música?   Quanto antes à criança iniciar nas aulas de musicalização infantil com um especialista, melhor. É aconselhável principalmente a partir dos 8 meses, quando a criança já senta sem apoio e deve ser acompanhada pelo pai ou pela mãe. 3. Quais as atividades geralmente são desenvolvidas em uma aula de música para bebês?   As aulas de música com os bebês geralmente são em grupo, pois um dos objetivos é o desenvolvimento da socialização. Para começar, são utilizadas canções que falam o nome de cada criança e cada um tem sua vez. Assim a criança aprende a perceber o outro e ao mesmo tempo demonstram muita alegria quando todos cantam o seu nome na roda. Ao começar a primeira música da aula, geralmente os bebês já ficam mais calmos e receptivos as atividades. Logo em seguida, são trabalhadas algumas canções que exploram diferentes estímulos, como por exemplo, as canções gestuais. Desta forma, o bebê vai aprendendo a relação do gesto e da fala e vai ampliando seu vocabulário e expressividade. Nestas canções, o professor geralmente utiliza brinquedos com efeito visual que atraem ainda mais a atenção dos pequeninos. Pequenas histórias cantadas ou histórias sonorizadas explorando uma temática (explorando sons do corpo, da casa, dos animais e da rua), também podem ser utilizadas, pois estimulam a atenção, a concentração e a percepção auditiva, o chamado “ouvido musical”, que é desenvolvido principalmente até aos 6 anos. Atividades explorando movimentos locomotores (andar, pular, galopar, saltitar) acompanhando diversos andamentos da música, brincadeiras de roda, também fazem parte das aulas, pois com o movimento, através de um repertório rico e diversificado, a criança brinca com seu corpo e interioriza os ritmos de forma natural, desenvolvendo não só a musicalidade e o vínculo afetivo com quem está dançando com ela, mas também seu raciocínio espacial-temporal. Brincadeiras de colo, jogos musicais com parlendas (brincadeiras com as palavras), atividades em duplas são sempre um momento de diversão, onde a criança recebe o carinho e afeto no colo do adulto e ao mesmo tempo, vivencia a pulsação e o ritmo da música. As crianças têm a oportunidade de acompanharem as canções com instrumentos musicais (chocalhos, tambores, clavas, sinos, etc.), vivenciando a pulsação e o senso rítmico, intensidade (tocar forte ou fraco), percepção ao estimulo sonoro e o silêncio, lateralidade (lado esquerdo, direito, para cima e para baixo), estimulando também o desenvolvimento psicomotor da criança. O canto (linguagem musical) sempre é a viga-mestra de todo o processo, contribuindo para melhorar a articulação de diversos sons da fala. Depois de tanto estímulo e tantas atividades divertidas, as crianças necessitam de um momento de relaxamento, onde acompanhados por uma música apropriada, recebem carinho do adulto, com instrumentos de massagem. Ou seja, em uma aula de geralmente 30 minutos, o bebê é estimulado com diversas atividades através de seus sentidos e brincando. 4. Hoje, a maioria das escolas apresentam aula de música no currículo escolar. Qual a vantagem de matricular a criança em uma escola de música?   Felizmente as escolas da Educação Infantil na sua grande maioria apresentam um currículo musical e isso é maravilhoso, pois a música tem este poder de trazer mais alegria, diversão, entusiasmo e muita aprendizagem através dela. A grande vantagem de também matricular a criança em uma escola de música, é que geralmente um familiar pode acompanhar essas aulas e acompanhar as reações, as interações e aprendizagens do bebê, além de seus progressos nas atividades propostas. Depois de cada aula, é comum os pais relatarem que seus filhos reproduzem as atividades em casa em alguns momentos. O familiar que vivenciou a aula poderá praticar as  brincadeiras e repertórios de canções aprendidas, motivando seus filhos com a música desde cedo, de forma prazerosa e lúdica. 5. Quais os benefícios da música a longo prazo?   Quem vivencia música desde pequeno, através de experiências de qualidade, se torna um adulto mais seletivo, com maior discernimento para escolher seu repertório musical e isso é muito importante, porque cada música faz parte de uma cultura, que pode influenciar no comportamento e na vida das pessoas. Além disso, poderá utilizar essa linguagem de forma saudável para descarregar o stress do dia-a-dia. A música, como nos envolve em nossas emoções, na razão e no nosso corpo, estimula muitas áreas cerebrais, trazendo muitos benefícios inclusive às crianças especiais. A música faz bem para qualquer idade, então é bom que comecemos desde cedo, brincando e aprendendo, contribuindo assim para que a criança, além de desenvolver-se integralmente, tenha uma vida mais plena e feliz.       Prof. Débora Munhoz Barboni   Professora de música com formação em Artes, Psicopedagogia e Educação Infantil. Escreveu artigos para Revista Pais e Filhos, Iberian Neurocience, Pediatra online e diversos blogs. Participou também da TV Pais e Filhos, falando sobre a importância da música para crianças e como podemos estimulá-las.  

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Publicado em: 22/10/2017

​História Interativa Folclórica - Lá no Pantano

História Interativa Folclórica   Lá no Pântano   Uma história bem contada sempre traz diversão e encantamento. Melhor ainda se as crianças puderem interagir com a história, pois este fato oportunizará a participação e integração dos alunos O professor ao escolher a história deve ter sempre claro qual é o objetivo (para que, e porquê) ? A quem vamos dirigir essa proposta? Utilizarei quais recursos? Depois de esclarecidos os objetivos, o grupo forma-se, incluindo pessoas que cantarão, manusearão os fantoches, tocarão instrumentos sonorizando em alguns momentos. Sempre leve em conta também a faixa etária para refletir sobre o que já são capazes de fazer. Geralmente conto a primeira vez a história sozinha, para que as crianças possam entender todo o enredo. O lugar da contação deve estar bem iluminado e perto dos espectadores. Os lugares fechados são os melhores para que as crianças possam se concentrar mais e ouvir melhor a voz do contador da história. Aliás, volume, entonação, clareza, dicção, são requisitos que fazem toda a diferença para trazer “vida” a história. Gosto muito de utilizar fantoches, recursos visuais, pois através deles podemos dar animação, movimento e voz e podem ser utilizados para desenvolver a história ou dialogar com as crianças. Os bonecos são manejados com as mãos e estes se movimentam através dos movimentos de braço. Os fantoches devem se mover como se fossem atores, tendo coordenação, ritmo, escondendo, aparecendo, levantando, subindo, conforme o enredo. Sempre reflita sobre o tema da história, o enredo, o ambiente, os personagens, as cenas e os recursos que você irá utilizar. Quero compartilhar com vocês, uma história que faz o maior sucesso com as crianças de todas as idades. Elas podem interagir tocando, cantando, sonorizando com a voz os sons da história, etc. Se você quer receber mais dicas de como trabalhar a história "Lá no Pantano" clique neste link ( https://www.cantinhodamusica.com.br/media/landing/lpage.php ) e receba o material exclusivo deste video. Com isso voce também fará parte da minha lista de e-mails, receberá brindes, dicas e saberá em primeira mão quando será o lançamento do meu curso online, que acontecerá em 2018, com o tema: Musicalização Infantil e contação de histórias para crianças de 2 a 8 anos. Será um curso prático onde você vivenciará propostas com o objetivo de ajudar a criança em seu desenvolvimento cognitivo, emocional e motor, através da música e das histórias. Teremos um módulo especial e prático também sobre música e psicomotricidade, além de módulos com conteúdo inéditos e exclusivos para cada faixa etária. O curso também disponibilizará mp3, material de apoio, embasamento teórico das atividades, dicas com fotos dos recursos visuais utilizados, partituras das canções e histórias. Vamos agora assistir a história!   CLIQUE AQUI E RECEBA O MATERIAL EXCLUSIVO DESSE VÍDEO: https://www.cantinho...ding/lpage.php  Se gostou, curta, compartilhe e deixe seu comentário. Essa atitude me incentiva muito a produzir material para vocês, curtidores do Cantinho da Música. Fanpage: https://www.facebook...homusicalprofDebora/ Site: https://www.cantinhodamusica.com.br Canal: https://www.youtube....93e4IvBDdy0iIvX2yp-g Prof. Débora Munhoz Barboni Formação em Arte com ênfase em Musica, Pós Graduação em Educação Infantil e Psicopedagogia.

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Publicado em: 22/10/2017

Histórias utilizando as mãos para crianças pequenas

A criança é um ser em pleno desenvolvimento. Tudo que ela vivência hoje, fará diferença na forma como ela enxergará o mundo amanhã. A Neurociências (conjunto de ciências que estudam como podemos aprender de forma mais eficaz) cita a primeira infância como a “fase de ouro”, onde o cérebro aprende e apreende em uma velocidade fantástica. Porém essa aprendizagem é uma construção. A criança percorre etapas que devem ser respeitadas e trazem pré-requisitos que a capacitam para lidar com situações, conflitos, aprender novas habilidades, etc. Porém para aprender, é preciso querer e as histórias são ferramentas poderosas para trazer a motivação e ajudar a criança no seu desenvolvimento. Com crianças de 1 a 3 anos, as narrativas devem ser curtas, pois as crianças nesta fase não possuem uma concentração tão longa e ao mesmo tempo não compreendem um enredo muito complexo. Os assuntos mais interessantes são cenas cotidianas da criança, como família, elementos da natureza como a chuva, o sol, animais como cachorrinho, pintinho, etc. Histórias utilizando dedinhos são simples porém muito ricas para esta faixa etária, pois possuem um enredo com começo, meio e fim, tem compreensão bem fácil, trabalha a musicalidade da nossa fala com rimas e melodias e permite com que a criança memorize, e conte a narrativa utilizando os gestos, que é o precursor da fala. Logo, brincando a criança amplia seu vocabulário de uma forma natural, amplia sua concentração, além de ampliar seu contato afetivo com o contador, que pode ser o pai, a mãe, o avô, a babá, a professora, etc. Muitas vezes queremos estimular as crianças com muitos brinquedos, porém temos que levar em conta que para a criança menos é mais. O importante é fornecer o estímulo adequado, de acordo com os interesses e necessidades da criança pequena. Se prepare para repetir muitas vezes a mesma história, pois a criança gosta de ouvir e pede para contarmos muitas vezes. Repetir histórias, proporciona novas vivências e permite com que ela entenda o todo com uma dimensão especial. Antes de começar, crie um clima para o momento. Desligue celular, TV e dedique um tempo exclusivo para a criança. Você se surpreenderá ao ver depois da contação de histórias, a mesma criança recontando para suas bonecas e para seus amiguinhos. As histórias de mãos têm essas vantagens:   São fáceis de memorizar Só precisam de mãos Podem ser contadas em qualquer lugar Auxiliam o pensamento da criança na medida que ela interage seguindo a narrativa com os gestos Seguem 4 exemplos de histórias de mãos para você utilizar com sua criança, ainda hoje, se quiser: Tommy Seu José e seu Mané Dois Passarinhos Pom Pom Pom quem será?!   Quer ficar sabendo de todas as notícias em primeira mão?!!! Se cadastre e receba brindes exclusivos se cadastrando em nossa lista de email: https://www.cantinhodamusica.com.br/newsletters/cadastro  

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Publicado em: 22/04/2017

Como manter sua Saúde Vocal? (Entrevista com Andréa Costalima Guimarães)

1. A voz é sem dúvida uma das principais ferramentas de trabalho do professor. Quando perdemos a voz, fica muito difícil de realizar nosso trabalho. Como podemos evitar a rouquidão?   Os principais hábitos nocivos à boa voz, que põem em risco a sua saúde são: Pigarrear ou “raspar a garganta”, tossir, gritar, competição sonora (falar mais alto quando há barulho), poluição, ingestão de álcool, uso de fumo e drogas, “receitas milagrosas para cura de rouquidão” (conhaque com mel, comer cebola, bala de gengibre, de hortelã...). Para se preservar a voz, pequenos hábitos fazem diferença como: cuidar da saúde - evitar resfriados, gripes, alergias e todo tipo de doença que comprometa o aparelho vocal, pois o uso da voz num período de convalescença provoca sobrecarga ao trato vocal. O melhor é prevenir contra qualquer infortúnio físico: alimentando-se corretamente (dieta equilibrada, com vitaminas e sais minerais), praticar exercício físico, ingerir muita água, dormir bem. Beber água é de fundamental importância, pois uma hidratação correta (8 copos de água no mínimo, por dia) permite boa flexibilidade e vibração das pregas vocais. O sono descansa as pregas vocais e esse repouso é necessário para que a voz se “refaça”.     2. O que é saúde vocal?   Para se ter uma boa saúde vocal, algumas normas devem ser seguidas por todos, em especial por aqueles usam mais a voz ou que tem predisposição a adquirir alterações vocais. Uma voz saudável possui aspecto limpo e claro, emitida sem esforço e agradável ao ouvinte. A saúde vocal permite ao indivíduo variar quanto a frequência, qualidade, modulação e intensidade, de acordo com o contexto da comunicação.     3. O muco (secreção na garganta) incomoda muito tanto ao falante quanto ao cantante. Como ele é formado e como evitá-lo?   A produção de muco é uma defesa do organismo contra antígenos, impedindo-os de entrar no corpo através dos orifícios naturais. Geralmente ele é formado quando algo está em desequilíbrio na saúde como: atuação de vírus e bactérias, cansaço e sobrecarga física. A melhor maneira de evitá-los é cuidar da saúde, evitar baixa de imunidade, repouso restaurador e manter-se muito hidratado. Pigarrear é nocivo, provocando efeito rebote. Para limpar a secreção beba muita água e mantenha as vias respiratórias higienizadas com soro fisiológico.     4. É verdade que existem alimentos que podem evitar a rouquidão?   Não. Nenhum alimento evita a rouquidão. Existem alimentos que favorecem a saúde vocal como a maçã, que é rica em antioxidantes, combatendo os radicais livres e favorecendo a restauração das celulas, evitando envelhecimento precoce. A maçã ainda possui ação adstringente, ajudando na higienização da garganta.     5. Muitos dizem que a maçã e o gengibre auxiliam na saúde vocal. Até onde estes alimentos contribuem com nossa voz?   A maçã como já foi dito é uma fruta completa, auxilia toda a saúde do organismo. O gengibre tem ação anti-inflamatória, descongestionante e é termogênico (eleva a temperatura). Pensando em saúde o gengibre é ótimo, porém não há relação comprovada do uso do gengibre para a saúde vocal.     6. Andréa, nos ensine 5 hábitos que todo educador deve adotar para melhorar sua saúde vocal.   As cinco premissas são: hidratar, aquecer, alongar, tonificar e repousar. Uma voz com esses hábitos dificilmente tem algum problema.     7. Agora na prática: Vamos aprender exercícios para fazer antes das aulas para evitar a rouquidão: Alogamento: • Deve-se alongar o corpo em todas as direções, em especial a área do pescoço e face. • Estique a língua (sentindo alongar a base da língua). • Bocejar.   Aquecimento: • Vibração de língua (ou lábios) subindo a escala, começando dos tons médios (região natural de fala).   Desaquecimento (este para o final da aula): • Vibração de língua (ou lábios) descendo a escala, começando dos tons agudos.   Segue um vídeo com exercícios práticos para aquecimento vocal e trabalhar sua voz:   PARA SABER MAIS SOBRE SAÚDE VOCAL:   BEHLAU, Mara; PONTES, Paulo. Higiene Vocal – Cuidando da voz. 4ª ed. São Paulo: Revinter, 2009 BEHLAU, Mara; REDHDER, Maria Inês. Higiene Vocal Para o Canto Coral. 2ª ed. São Paulo: Revinter, 2009. BEHLAU, Mara. O livro do especialista. Volume II, 2005. Rio de Janeiro: Revinter, 2005. PINHO, S. M. R. Fundamentos da fonoaudiologia – tratando os distúrbios da voz. 2ª ed. Rio de Janeiro: Nova Guanabara, 2003. PINHO, S. M. R. Manual de higiene Vocal para profissionais da voz. 1ª ed. São Paulo: Pro-Fono, 1997.   Prof. Débora Munhoz Barboni Formação em Arte com ênfase em Musica, Pós Graduação em Educação Infantil e Psicopedagogia.

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Publicado em: 05/04/2017

Escuta Ativa na Educação Musical

Todos os dias, somos bombardeados por sons vindos de todos os cantos. Só não ouve quem apresenta um problema auditivo, mas e o escutar? Quando estamos falando sobre o “escutar” estamos refletindo sobre o ato de ouvir com atenção, compreender a informação internamente. Um dos objetivos da educação musical é proporcionar a criança vivências onde ela poderá escutar ativamente , onde ela se envolverá com a canção ou a música instrumental gradativamente, levando-a à identificação dos elementos da música de uma forma lúdica de modo que ela desenvolva afeição pelo estilo musical apresentado e possa construir boas memórias, o que fará toda a diferença no futuro gosto musical dela, além de ampliar seu padrão musical cerebral. Precisamos fazer primeiro com que ela escute atentamente essa música e perceba nela suas características – se é alegre, triste, rápida, lenta, quais instrumentos a executam, quantas partes tem, etc. Essa escuta dirigida deve ser ativa, pois a criança demonstra muito interesse por movimento. Portanto, o professor observando estes interesses, poderá aproveitá-los nas suas aulas. A criança pode em determinadas partes da música bater palmas, bater os pés, girar o corpo, fazer uma grande roda com os amigos, ou seja, fazer movimentos que correspondam a estrutura da música. O professor como facilitador de experiências sugerirá ideias, porém deve dar a oportunidade para que o aluno também seja protagonista de sua aprendizagem, sugerindo movimentos , se expressando livremente em alguns momentos, para que ele participe de tal maneira, que a música se torne lúdica e assim ele se aproprie dela. Essa pesquisa musical ampliará o desenvolvimento integral desta criança e fará com que seu ouvido seja ativo diante de qualquer estilo musical. Para que este objetivo seja concretizado, temos que pensar que a educação musical é um processo gradativo, construído e que oferece diversas propostas. Em uma aula, as crianças vivenciam a música através de movimentos, em outra ela poderá desenhar ouvindo a mesma música, em outro momento podemos fazer uma brincadeira com instrumentos musicais utilizando a música, ou seja , o professor deve proporcionar atividades diversificadas para que tudo se torne divertido e rico de estímulos. Segue um vídeo com alguma ideias para serem aplicadas na Sonata em C (Mozart). Link do Vídeo: https://www.cantinho...tiva_com_mozart.html Trabalhamos uma produção sonora com bolinhas, explorando a iniciativa de gestos e movimentos corporais, reagindo ao discurso sonoro "Sonata em C, W.A.Mozart - primeiro movimento". Se quer mais artigos com vídeos práticos como este, curta e compartilhe para ajudar na divulgação e para que eu perceba seu interesse neste tipo de formato. Para mais informações sobre cursos presenciais, clique aqui: Link do curso: https://www.cantinho...ncas_ate_8_anos.html   Prof. Débora Munhoz Barboni Formação em Arte com ênfase em Musica, Pós Graduação em Educação Infantil e Psicopedagogia.

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Publicado em: 02/04/2017

Musica e autismo, uma dupla que dá certo

O autismo é um universo desconhecido por muitas pessoas. É um transtorno que desafia a ciência, por ser complexo, ter causa desconhecida, diferentes graus que apresentam tanto crianças que não conseguem falar, quanto outras que apresentam habilidades extraordinárias. Geralmente, quando os pais descobrem que tem um filho autista, se sentem bem confusos e temerosos, principalmente em relação ao grau do transtorno. Os estudos mostram que a rede de neurônios que coordenam no cérebro a comunicação e os contatos sociais, são organizados de uma forma diferente em autistas. O transtorno afeta quase todos os aspectos do comportamento humano: a fala, o interesse por amizades e vida social, os movimentos do corpo, as emoções e interações. O autismo deve ser diagnosticado precocemente, por meio de testes de comportamentos e questionários respondidos pelos pais. Sabemos que a plasticidade cerebral (estrutura cerebral que é capaz de se modificar de acordo com os estímulos recebidos) é muito intensa dos 0 à 6 anos. Nesta fase inicial, o tratamento apresenta melhores resultados. Depois disso, as deficiências são agravadas, portanto, é essencial buscar ajuda caso a família perceba índicos de autismo no seu filho, que são eles:    •  Atrasos na fala;    •  Olhar distante. Muitas vezes não responde quando é chamado pelo nome;    •  Não interage a estímulos afetivos como um olhar, um abraço ou um sorriso.    •  Atitude ausente;    •  Quando bebezinho, não estica os braços para ser tirado do berço. Muitas vezes para chamar atenção prefere fazer movimentos repetitivos;    •  Brinca de forma sistemática, não lúdica. Ex: Em vez de interagir com o boneco (mundo da imaginação), prefere alinha-lo a outros brinquedos, enfileirando-os;    •  Na presença de outras crianças se isola, por falta de interesse. Ao perceber estes indícios, os pais devem procurar ajuda de um especialista, pois só ele poderá dar o diagnóstico. O tratamento do autismo é multidisciplinar (envolvendo psicólogas, psicopedagogos, terapeutas comportamentais, etc) e deve ser iniciado o mais rápido possível, pois o autismo traz uma série de fatores aliados. É importante a união e colaboração de todos que tem contato com a criança autista, principalmente da família, além de muita paciência e amor pela criança durante o processo, que muitas vezes, dependendo do grau do transtorno, é lento. Respeitar o tempo e o limite da criança é muito importante, mas sem deixar de trabalhar as dificuldades. É importante ensinar a criança autista, que para um relacionamento funcionar, são necessários pequenos gestos de gentileza (contato visual, cumprimentar as pessoas, conversar,etc.). Indivíduos autistas não possuem estas habilidades, mas é algo que pode ser aprendido, apesar de para eles, não ser algo natural e prazeroso. Apesar de ser um transtorno incurável, as pesquisas mostram que existem muitos autistas que por terem boa assistência durante a infância, cresceram, se desenvolveram muito bem e muitos inclusive apresentaram inteligência superior em certas áreas, se destacando no mercado de trabalho. O fato de pensar de uma forma muito lógica, faz com que muitos autistas tenham muita facilidade em matemática e em música. Aliás, cada vez mais estudos apontam a música como ferramenta poderosa para desenvolver habilidades, inclusive em crianças autistas. Somos estimulados através dos sons (matéria-prima da música), desde o quinto mês de vida intra-uterina, quando nosso sistema auditivo está apto para receber informações. A música é interessante para a criança desde sempre e isso é maravilhoso, porque a motivação (vontade e interesse em querer aprender o conteúdo) é essencial para a construção da aprendizagem. Os pais dos autistas geralmente recebem orientações, para que estejam atentos aos interesses do seu filho, porque ao descobri-los, poderão utiliza-los como links para desenvolver diversas habilidades. A música é sem dúvida uma destas pontes, que atraem a atenção da criança autista e que é uma facilitadora de aprendizagens. Estudos de ressonância magnética funcional, apontam que a música causa um efeito único em pessoas autistas, principalmente como intervenção terapêutica. A música, quando utilizada de forma adequada, é capaz de relaxar, trazer sensação de bem-estar, o que pode auxiliar de forma natural, no tratamento em conjunto com outras terapias. Outro fato importante, é que pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista), apesar de terem grande dificuldade em perceber sentimentos nas expressões faciais, são capazes de perceber sentimentos de alegria e tristeza em uma peça musical, ou seja, os sentimentos de uma peça musical torna-se mais claro para um sujeito com TEA do que a visualização de expressões faciais. A música tem o poder de ser uma facilitadora de comunicação, mas para que o autista seja realmente beneficiado, com resultados à longo prazo, é necessário que a música seja utilizada de acordo com os interesses da criança, com um professor que realmente conheça as especificidades do transtorno e que saiba utilizar técnicas de musicoterapia (terapia alternativa que utiliza a música como ferramenta para desenvolver habilidades e objetivos pré-estabelecidos no indivíduo). Nas aulas, são utilizadas atividades que promovem um vínculo de respeito e confiança entre o aluno e o professor, que planeja as interações de acordo com a maturação biológica do aluno. O espaço onde as aulas acontecem deve ser seguro, livre de distrações e o material oferecido não deve oferecer qualquer perigo. Nas aulas de música para autistas, as atividades são diversificadas, com metas bem definidas. Os exercícios são lúdicos, com diversos objetivos, como socializar a criança (através de brincadeiras de roda, brincadeiras em dupla onde o contato visual é estimulado e valorizado), desenvolver sua psicomotricidade (através de jogos psicomotores, pedagógicos, canções utilizando sons do corpo, manuseando instrumentos musicais), a linguagem (através de jogos cênicos, contação e organização de histórias cantadas com figuras associadas, jogos de tabuleiro), dentre outros. Brincando, a criança associa gestos e movimentos a conceitos musicais mais abstratos, aprende regras sociais, aumenta sua expressividade e descobre o mundo de forma agradável. Além disso, descobrimos através das brincadeiras, os interesses e necessidades individuais da criança, o que é de suma importância, pois através destas descobertas, as pessoas que interagem com o autista poderão utilizar estes interesses como temas para desenvolver conteúdos específicos. Exemplo: muitos autistas demonstram interesse por animais, dinossauros, outros preferem carrinhos, trens, etc. O professor geralmente percebe estes interesses e utiliza nas aulas, pois a motivação é essencial para a construção da aprendizagem de diversos conteúdos. A música é uma arte extremamente acessível a todas as classes sociais. As famílias também podem estimular seus filhos em casa através da música. Existem músicas sobre qualquer tema, para trabalhar diversos conteúdos. É necessário, porém, muita pesquisa, dedicação e muita observação por parte da família em relação à criança, no sentido de descobrir os interesses dela, para fazer com que ela se interesse em interagir com as propostas. Se a criança gosta de pular, procure músicas que estimulem os movimentos corporais. Se a criança demonstra interesse por instrumentos musicais, compre tamborzinhos, clavas, chocalhos e toque com ele, acompanhando diversos estilos musicais. Se ele gosta de brincar com a bola, ligue o som com uma música que ele gosta e brinque de bola com ele olhando nos olhos e toda vez que ele olhar nos seus olhos, comemore com muita animação. Sabemos o quanto é difícil para o autista o contato visual, portanto, devemos criar atividades que estimulem o desenvolvimento desta habilidade. Brincar com a música, é muito mais do que diversão. É uma linguagem essencial, onde a criança aprende a se expressar melhor e descobrir o mundo. Ela pode ser a ferramenta que fará grande diferença no desenvolvimento e na qualidade de vida da criança autista. A música está disponível a todos e é muito poderosa. Que tal experimentar?   Prof. Débora Munhoz Barboni Formação em Arte com ênfase em Musica, Pós Graduação em Educação Infantil e Psicopedagogia.

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Publicado em: 19/03/2017

Como trabalhar a Páscoa com as crianças

Hoje vamos falar sobre um dos posts mais pedidos por vocês curtidores do Cantinho da Música: "Como trabalhar a Páscoa com as crianças" Analisando o perfil das pessoas que curtem a página, noto que tenho muitos seguidores que são professores de sala de aula, pais e educadores musicais também. Portanto, escrevi este post pensando com carinho em todos vocês, com propostas que todos vocês irão gostar de fazer com suas crianças em casa ou em sala de aula (de acordo com os interesse de cada uma). Em relação a abordagem da temática na escola, alguns fatos devem ser levados em conta. Acredito que primeiramente, o contexto do colégio deve obviamente ser analisado, ou seja, se é um colégio religioso ou laico, pois isso fará toda a diferença no tipo de postura que a escola assumirá diante desta comemoração. Como professora de música e educadora, acredito que a Pascoa é uma oportunidade de enfatizar com meus alunos a importância do compartilhar. Muito mais importante do que ganhar ovos, é o sentido de partilha e solidariedade. Vamos conhecer algumas curiosidades históricas. Os historiadores encontram provas que demonstram que a páscoa já era comemorada há milhares de anos por civilizações antigas, sempre com o objetivo de comemorar uma passagem. Os europeus comemoravam a chegada da primavera, os judeus comemoravam a festa da colheita (para agradecer o alimento e bênçãos recebidas) e mais tarde para comemorar o fim da escravidão do Egito. Os cristãos comemoram a Ressurreição de Cristo; ou seja, a páscoa é uma data para comemorarmos uma transformação boa, a vida (por isso o ovo a representa), a chegada de algo melhor que está por vir.... o estar e comemorar juntos. A Páscoa é comemorada no mundo de diversas formas. Veja este artigo: http://nomadesdigita...a-pascoa-pelo-mundo/ Em relação ao trabalho na sala de aula utilizando a páscoa como temática. Segue um artigo bem interessante que achei: http://educarparacre...-escola-624397.shtml Para enfatizar a importância de compartilhar entre as pessoas, segue um vídeo que preparei com muito carinho para vocês cantarem com suas crianças. É uma história cantada que faz parte do meu CD "Vai começar". Ela se chama "Bolo de Cenoura" (autoria: Débora Munhoz Barboni e Carla Calabria). Para adquiri-lo, clique aqui: Para assistir este vídeo clique na figura acima. (Caso não seja possível cole este link em seu navegador: https://www.cantinho...olo_de_cenoura.html) Depois de contar a história, sugiro uma roda de conversa com as crianças para identificar os conhecimentos já adquiridos sobre a temática. Algumas sugestões de perguntas:     1. Como sua família comemora a páscoa?     2. Como podemos ajudar os outros?     3. A Páscoa é o único dia que devemos compartilhar? Aliás, vamos trabalhar o "compartilhar" na prática? Que tal propor a produção do bolo de cenoura para ser partilhado entre todos? O professor poderá trabalhar a escrita da receita, dialogar sobre pesos e medidas de cada ingrediente e juntos fazerem o bolo. Sugestão de atividade antes da culinária: CAÇA AO TESOURO Uma sugestão divertida é fazer uma caça ao tesouro com as crianças. Conforme elas desvendam as pistas, um ingrediente do bolo deve ser encontrado. Exemplo de pistas que podem ser propostas (você pode também utilizar desafios musicais se preferir): http://www.tempojunt...m-criancas-pequenas/ (para crianças da educação infantil) http://www.tempojunt...ivertir-as-criancas/ (para crianças do ensino fundamental) Depois, de encontrarem todos os ingredientes, chegou a hora de construir e depois comer o bolo juntos!!! Certamente será um dia divertido que pode ser feito na escola, em casa, entre os amiguinhos, etc. Um dia onde passaremos um tempo de qualidade juntos, cantando, brincando, ampliando os conhecimentos, desenvolvendo a amizade e compartilhando. E este é o objetivo da pascoa. Feliz pascoa!!! Prof. Débora Munhoz Barboni

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Publicado em: 11/02/2017

Como trabalhar marchinhas de carnaval em sala de aula? ( Dicas Práticas )

Ó Abre alas que eu quero passar!!! É impossível ouvir essa música e não sentir alegria ou vontade de dançar; e foi essa a intenção que Chiquinha Gonzaga teve ao compor sua primeira Marcha Carnavalesca, há 118 anos atrás para o cordão carnavalesco Rosas de Ouro. É uma marchinha animada que passa de geração em geração e que deixam as crianças motivadas a dançar, cantar e se divertir nos “bailinhos de carnaval”. Aliás, o carnaval (essa festa popular) é uma boa oportunidade para contextualizar e apresentar às crianças este gênero musical que faz parte das comemorações carnavalescas: As marchinhas de Carnaval. Muitas possuem letras inocentes, arranjos animados e foram feitas por grandes compositores da época, como é o caso de Chiquinha Gonzaga. Uma sugestão para iniciar o projeto é fazer uma roda de conversa com as crianças, onde o professor perguntará o que é o carnaval, quais são as atrações, etc. O professor pode apresentar fichas com fotos de máscaras, trio elétrico, fantasias, confetes e serpentinas para apresentar ás crianças alguns itens carnavalescos. Pergunte aos alunos se eles sabem cantar alguma música tocada em carnaval (proponha uma pesquisa em casa com os pais, sobre quais músicas eles gostam de ouvir no carnaval). Anote o que as crianças falam e depois mostre uma marchinha (ex.: Ó abre alas - Chiquinha Gonzaga). Informe que a MARCHINHA é um gênero musical feito para facilitar o desenvolvimento dos desfiles e no caso do “Abre Alas”, Chiquinha Gonzaga ao ouvir os ensaios do cordão (Escola de Samba) da Rosas de Ouro, resolveu compor no piano uma canção que trouxesse bastante alegria no momento que a escola desfilasse. Os cordões eram geralmente constituídos por pessoas sem poder aquisitivo para possuir instrumentos musicais, a não ser os de percussão e liderados por capoeiristas, onde cantavam juntos apenas estribilhos e quadrinhas soltas, com ritmo batucado. Era tudo muito simples e Chiquinha Gonzaga resolveu trazer mais “cor” para o momento do desfile através de sua música. Ó Abre Alas de Chiquinha Gonzaga, foi a primeira marcha feita para o Carnaval e desde então, a música carnavalesca foi ocupando cada vez mais seu espaço. Para saber mais sobre Chiquinha Gonzaga, clique neste link: http://chiquinhagonz...ga.com/wp/biografia/ É muito interessante neste momento, trabalhar além da letra da canção, a história do compositor que a criou. Indico a coleção “Crianças Famosas” (Callis Editora), que nos ensina de uma forma prática e lúdica, a história do artista desde criança, o que é muito interessante para fazer a criança se identificar e gostar do personagem. Segue o link: https://chiquinhagon...as-por-edinha-diniz/ Você não precisa contar a história inteira do compositor em uma única aula! Trabalhe aos poucos, para que as crianças acompanhem o passo-a-passo. Sempre esteja atento ao interesse da criança. Tenha essa sensibilidade de parar e mudar quando necessário. Ouça novamente com as crianças a música escolhida (ex.: Ó Abre alas), comente sobre a letra da canção e peça para as crianças desenharem o que mais lhe chamou a atenção. Em uma outra aula, cante novamente com as crianças, e faça uma dramatização, utilizando os elementos que foram contados na história. Que tal criarem juntos uma coreografia coletiva para a marchinha? Em uma outra aula, proponha uma brincadeira: Passe a bola. A brincadeira é simples: Ao som da marchinha escolhida, as crianças sentadas em roda passarão a bola para o amigo enquanto ouvir a canção tocada no rádio. Quando a música parar, a criança que estiver com a bola deverá lembrar de algum item carnavalesco (ex.: máscaras, música, fitilhos, etc.). Outra brincadeira que trabalha a criatividade é o “Siga o mestre”. Faça uma fila com crianças que marcharão ao som de uma música. Ao ouvir o apito, quem está na frente deverá criar um movimento que deve ser imitado por todos. Depois, a criança que criou o movimento irá se encaminhar ao final da fila para a brincadeira recomeçar. Agora, quem estiver em primeiro lugar da fila deverá criar o próximo movimento. Que tal gravar as crianças cantando e depois todos ouvirem juntos? Depois disso, o professor pode sugerir que cada uma construa um chocalho para depois tocarem juntos acompanhando diversas marchinhas de carnaval, no “grande baile”, que será o fechamento do projeto. O chocalho pode conter pedacinhos de EVA coloridos de tamanhos diferentes e arroz, por exemplo. Na minha página do facebook “Cantinho da Música” existe um vídeo feito pelo professor Marcos L. Souza onde ele nos ensinou o passo-a-passo para a construção de um chocalho. Em uma outra aula, entregue os chocalhos para todos tocarem e cantarem juntos ao som das marchinhas. Depois do momento “exploração”, subdivida o grupo em dois e combine o momento que um dos grupos irá cantar e o outro realizar as “pontuações sonoras” com os instrumentos. Depois inverta os papéis para que todos possam ter a oportunidade de cantar e de tocar juntos. Com os maiores, criem juntos um arranjo coletivo para a marchinha escolhida. O professor pode contextualizar com vídeos e apresentar não só a marchinha escolhida “Ó abre alas”, como também outras marchinhas carnavalescas. Ex. de vídeo: https://www.youtube..../watch?v=k9mxcYOFt4A Aproveite para conversar com os alunos sobre os instrumentos musicais presentes nos arranjos dos vídeos. Com as crianças do Ensino fundamental, o professor pode sugerir que cada aluno crie uma paródia com a marchinha escolhida e com um tema que a criança goste; que pode ser brincadeira, futebol, família, etc. Faça uma exposição das paródias criadas pelos alunos no dia do fechamento do projeto (Grande Baile). Se for possível, organize um portfólio com fotos documentando todas as etapas do projeto para que as crianças levem para casa todo registro das atividades. Para o grande dia (Grande Baile), todos poderão trazer fantasias, máscaras confeccionadas, chocalhos e muita alegria para dançarem juntos e cantarem marchinhas carnavalescas. Outras brincadeiras que podem ser feitas no dia do “ Grande Baile” para tornar tudo mais divertido são: “Siga o chefe”, “Corre Cotia”, brincadeiras de roda, dança das cadeiras, etc. O importante é promover atividades lúdicas que estimulem a compreensão da festa como cultura brasileira e, ao mesmo tempo, promover a socialização e a diversão entre as crianças nestas primeiras semanas de aula. Notem que todas as atividades não acontecem na mesma aula. É um processo gradual, construído de acordo com os interesses da criança e de forma lúdica. Desta forma, desenvolvemos o canto, a concentração, criatividade, prática de conjunto, conhecimento da história da cultura brasileira, conhecimento de instrumentos musicais e compositores brasileiros como Chiquinha Gonzaga, compreensão de texto, etc. Espero que este artigo tenha lhe ajudado! Deixe nos comentários, sua opinião sobre as atividades propostas neste artigo, e como você costuma comemorar o carnaval com seus alunos e/ou filhos. Aproveite também para dar sugestões sobre outros temas de seu interesse no site “Cantinho da Música”, e não esqueça de fazer seu cadastro para receber notícias, promoções e ter acesso exclusivo a área de downloads através do link: https://www.cantinho...br/novo-usuario.html E para terminar, seguem outras sugestões de marchinhas interessantes para que pesquise e trabalhe com suas crianças: 1. Allah-la-ô (Haroldo Lobo- Nassara) 2. Me dá um dinheiro aí (Ivan Ferreira- Homero Ferreira) 3. Mamãe eu quero (Vicente de Paula e Jararaca) 4. A Jardineira (Benedito Lacerda) 5. Cidade Maravilhosa (André Filho)   Prof. Débora Munhoz Barboni Prof. de Música www.cantinhodamusica.com.br

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Publicado em: 06/08/2016

Entrevista para Nestlé Começar Saudável: 5 temas que toda família precisa saber sobre música para crianças

Profa. Débora Munhoz Barboni possui formação em Música e Artes, além de Pós-graduação em Psicopedagogia e Educação Infantil. Atualmente trabalha no Colégio Visconde de Porto Seguro em São Paulo/Capital. É mãe, tem uma filha de 8 anos (Ana Beatriz) para a qual ministra aulas de música desde dos 9 meses de idade. 1. Débora, nós sabemos que a música interessa a todos e pode trazer mais qualidade de vida, inclusive às mulheres grávidas. Quais os benefícios da música na gravidez? Os benefícios são muitos, tanto para a mãe, quanto para o bebê. Durante a gravidez, muito do que a gestante tem contato (a comida e bebida que consome, o ar que respira, as químicas as quais se expõe, as emoções que sente, etc) são compartilhadas da mesma forma pelo feto, que incorpora estes elementos no seu corpo. A música tem o poder de acalmar e relaxar a grávida, que naturalmente está em uma fase mais sensível. Definitivamente a música possui grande influência em nossas emoções. Ela pode trazer mais ânimo nas tarefas do dia-a-dia, fazendo a grávida se sentir mais disposta. Fazer ginástica ouvindo música, por exemplo, ajuda e muito na performance, especialmente quando o ritmo acompanha a freqüência cardíaca máxima. Recentes pesquisas mostram que melodias agradáveis induzem a liberação de sustâncias em nosso corpo, que causam sensação de bem-estar e podem inclusive aliviar a dor crônica. Pesquisas científicas mostram que quando ouvimos ou praticamos uma música que gostamos, o cérebro produz a dopamina, que é o neurotransmissor que traz sensação de prazer; dentre outros. Hoje temos cursos de música específicos para grávidas, onde elas experimentam o poder dos sons, através de atividades envolvendo a musicoterapia, e recebem dicas para aplicar a música em casa de maneira saudável. Isso é maravilhoso, porque a grávida se sente com mais energia, feliz, com maior auto-estima e isso afeta diretamente o bebê em seu bem-estar. Outra razão para utilizarmos a música na gravidez, é que pesquisas recentes da psicologia e biologia afirmam que muitas aprendizagens importantes acontecem antes de nascermos. O sistema auditivo do feto está apto para receber informações a partir do quinto mês de vida intra-uterina. Pelo fato dos sons do mundo exterior entrarem pelo tecido abdominal da mãe e pelo líquido amniótico que envolve o feto, ele é capaz de ouvir e reagir ao que escuta (apesar dos sons serem abafados). Muitas mães relatam que os bebês reconhecem depois de nascidos, as músicas que elas costumavam ouvir quando estes estavam ainda na barriga. As mães ensinam seus filhos mesmo antes de nascerem e as pesquisas mostram que o feto capta estas dicas do ambiente intra-uterino e molda sua psicologia de acordo. É como disse em entrevista, o neurologista infantil Mauro Muszet, da UNIFESP: “Quanto mais precoce os pais apresentarem a música como forma positiva, relaxante (e isso começa a ser trabalhado na gravidez), maior é a tendência de a criança valer-se dela para desenvolver a linguagem e o aprendizado”.Ou seja, é muito importante o ambiente que a grávida oferece a si mesma e ao seu filho, mesmo antes dele nascer e a música pode auxiliar, no sentido de oferecer um ambiente mais tranqüilo e estimulador. 2. Ouvimos cada vez mais sobre os benefícios da música para crianças, inclusive bebês. Como a música pode auxiliar no desenvolvimento infantil? A música desenvolve diversas habilidades, porque ela é interessante para o bebê desde sempre. Estudos mostram que quando o bebê nasce ele já foi estimulado através dos sons (dentro da barriga da mãe) e das pessoas que cuidam dele (depois do nascimento), que geralmente brincam com ele utilizando a música. Desde muito cedo o bebê cria memórias positivas com essa linguagem. É importante enfatizar que a fase de 0 a 6 anos é de extrema importância para o desenvolvimento infantil. A neurociência (ciência que estuda como aprendemos e nos desenvolvemos) chama este intervalo de período receptivo, onde a criança, através dos órgãos do sentido (audição, visão, olfato, paladar, tato) explora e pesquisa o mundo, construindo suas aprendizagens. As aulas de musicalização infantil são muito úteis nesta idade, pois unem duas ferramentas muito significativas para a criança: canções e brincadeiras; ou seja, através de histórias sonorizadas, brincadeiras de roda, brincadeiras de mãos, tocando ou construindo instrumentos musicais, etc, a criança interage em um ambiente de sensibilização, reflexão e prática musical e vai desenvolvendo habilidades que irão auxiliá-la em seu desenvolvimento integral, como desinibição, maior expressividade, desenvolvimento psicomotor mais consolidado, maior criatividade, etc, além de vivenciar os elementos musicais de forma prazerosa, o que irá facilitará e muito a aprendizagem de um instrumento musical, caso surja esse interesse por parte dela no futuro. Um estudo realizado na Universidade McMaster, no Canadá, por exemplo, comparou crianças entre 4 e 6 anos e constataram que as que tinham aulas de música se saíram melhor em testes de memória, alfabetização e matemática. O fato é que a música estimula diversas áreas cerebrais ao mesmo tempo e através dela, desenvolvemos outras inteligências, além da musical. 3. A partir de qual idade a criança pode participar das aulas de musicalização infantil? As crianças podem começar a frequentar as aulas a partir de 8 meses, quando geralmente podem sentar sem apoio. As aulas de musicalização infantil, são voltadas especialmente para a faixa etária de 0 a 6 anos, e muitos professores de instrumentos musicais utilizam técnicas de musicalização para que crianças, jovens e adultos aprendam a ler uma partitura, através de jogos e brincadeiras. A pedagogia musical evoluiu muito, felizmente. Muitos colégios hoje oferecem aulas de música na grade curricular, inclusive para o bebê, o que é maravilhoso! A vantagem porém, do curso dado pela escola de música para os bebês, é que os pais muitas vezes podem participar, aprender diversas brincadeiras para praticar com seus filhos em casa e acompanhar de perto o desenvolvimento e progresso dos mesmos, interagindo com as outras crianças. 4. Como os pais podem estimular a inteligência musical dos seus filhos? É muito importante que os pais ofereçam experiências significativas e prazerosas com a música para a criança desde muito cedo. As famílias devem estar atentas também à qualidade destas experiências, seja levando o filho em um show cultural musical, dançando com seu filho, comprando CDs de diversos estilos diferentes e pedindo ajuda à um professor de música sempre que possível. A criança que tem contato com música de qualidade desde pequena, além de desenvolver o gosto pela música, será um adulto com maior sensibilidade e aprenderá a utilizar a música para descarregar o stress do dia-a-dia de maneira saudável. Além disso, poderá se tornar um apreciador da boa música, pois conviveu desde pequeno com este repertório, com experiências agradáveis e provavelmente se identificará com pessoas do mesmo nível cultural. Outro aspecto importante que deve ser enfatizado: As famílias precisam estar atentas aos gostos pessoais de seus filhos em relação à música, pois uns gostam de cantar, outros de dançar, outros de tocar instrumentos musicais, etc. Se a crianças estiver em sua área de interesse (seja cantando, dançando ,tocando um instrumento musical) terá mais prazer em estudar e praticar; e sabemos o quanto a prática é fundamental para o desenvolvimento da inteligência musical. 5. Como perceber se meu filho tem aptidão musical? As crianças que apresentam uma aptidão natural para a música, demonstram interesse pela linguagem desde cedo. Gostam de dançar, de cantar, ficam atentas aos sons ao redor, são expressivos quando dramatizam histórias cantadas e naturalmente, crescendo neste ambiente estimulador, irão demonstrar cada vez mais interesse por canções, dramatizações, instrumentos musicais, shows que envolvem música, etc. Quando começam a aprender a tocar um instrumento musical, apresentam uma boa percepção, um bom ouvido musical, e sentem prazer em estudar. Porém, apesar de existirem graus de talento, as pesquisam afirmam que todos podem desenvolver a inteligência musical, se tiverem experiências positivas com a música e praticarem bastante. Todos os estudos mais atuais apontam na mesma direção: a genética contribui mais não é decisiva. Agora, é importante salientar que, as palavras de incentivo por parte das pessoas mais próximas da criança, são de suma importância. Os pais que elogiam pequenos sinais de progresso valorizam cada música aprendida, investem tempo ouvindo seus filhos tocarem, naturalmente fazem os fazem valorizar a prática do instrumento e perceberem o quanto a dedicação e a disciplina são importantes. Os pais devem ter consciência que a educação musical é um processo gradativo e que é necessário dominar a ansiedade de ambos os lados (pais e filhos). A criança de um modo geral deseja resultados imediatos e, ensiná-las a persistir, a não desistir quando surgem os desafios, são treinos importantes para o ser humano e para sua educação global. Independente de percebermos ou não uma aptidão natural em nossos filhos, investir na educação musical deles é uma forma de desenvolver não apenas sua musicalidade, mas outras áreas de inteligência, inclusive em crianças especiais, que demonstram grande interesse por música. Todos podem se beneficiar desta linguagem tão acessível, pois podemos desenvolver a inteligência musical em qualquer idade. Nunca é tarde para aprender música! Prof. Débora Munhoz Barboni Prof. de Música www.cantinhodamusica.com.br

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  Data: 27/01/2018        Local: São Paulo      Faltam 64 dias para o Evento


WorkShop de Férias 2018 - Musicalizando crianças de 1 a 3 anos

O curso é voltado a Educadores da Infância, Terapeutas, Estudantes, Pais e demais interessados em música para crianças e desenvolvimento humano. Tem por objetivo apresentar aos participantes conteúdos e atividades práticas interativas utilizadas com bebês e crianças da primeira infância durante o processo de sensibilização e estimulação musical. Conteúdo: • Princípios da Metodologia Pikler Lóczy e Magda Gerber; • A atitude do professor: Observação, interação e comunicação; • Como construir um plano de aula de atividades de estimulação e desenvolvimnento da autonomia na criança; • Estratégias didáticas utilizadas etapas da aula. O curso oferecerá mais de 50 propóstas práticas e voce receberá o CD com todas as canções utilizadas, Apostila e Certificado. Para reservar sua vaga: É necessário fazer o depósito minimo de 50% do valor. O restante deverá ser pago na data do evento ( Caso deseje, é possível pagar á vista também! ). Valor em Novembro    - R$ 180,00 Valor em Dezembro    - R$ 190,00 Valor em Janeiro         - R$ 200,00 Na semana do curso - R$ 210,00 No dia do curso           - R$ 220,00  ATENÇÃO: Ao se inscrever EM NOVEMBRO, além de pagar o  PREÇO PROMOCIONAL, você irá concorrer a uma BOLSA INTEGRAL DO CURSO que será sorteada no dia do curso (27/01/18 - SÁBADO). BANCO ITÁU - AGÊNCIA 9634 CONTA CORRENTE: 02083-9 (Roberto Barboni e/ou) - CPF: 167.777.418-52 Depois,..é só  ENVIAR O COMPROVANTE  para dbarboni1@hotmail.com e PRONTO!  Sobre a Palestrante: Débora Munhoz Barboni Professora de música com formação em Artes e pós graduação em Educação Infantil e Psicopedagogia. Compositora dos materiais: "Brincando com a música"- vol. 1, 2, Canções para brincar e Vai Começar vol.1. Escreveu artigos e participou de entrevistas para a Revista Pais e Filhos, Iberian Neurocience, Pediatra online e Nestlé. Ministra oficinas para professores da Educação Infantil e Fundamental, Participou de entrevistas e escreveu artigos para a Área de musicalização e desenvolvimento infantil para revista Pais&Filhos, Iberian Neurocience e empresas como a Nestlé. Local: São Paulo - End.: Rua Jesuíno Maciel 445 - Campo Belo - Data: 27/01/2018 - Horário: 10:00 as 17:00 (c/ intervalo p/ almoço das 13:00 às 14:00)  

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