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Publicado em: 16/09/2018

A clave é um instrumento de fácil acesso e extremamente útil para todas as idades na aula de música. Segue um arranjo simples que criei explorando as possibilidades sonoras e formas de manusear as clavas. Proposta criada especialmente para crianças de 4- 5 anos (Educação Infantil)

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Publicado em: 28/07/2018

O vídeo apresenta uma proposta que trabalha as notas musicais, movimentos sonoros, altura do som utilizando recursos sonoros e visuais. A música é da compositora Meire Martins : https://ww...rtins.1232 Notas Musicais Letra e Música: Meire Martins (www.academiademusicos.com.br) (Brinde) Posso tocar as notas musicais Dos sons agudos para os graves tanto faz Com a sequência de sons posso fazer Com sete notas uma escada musical Do, Re, Mi, Fa, Sol, Lá, Si, Do. O xilofone faz blim blim blim, blim, blim É de madeira e faz blimblimblimblimblim Uma escada também posso fazer Bem devagar você pode aprender Do, Re, Mi, Fa, Sol, Lá, Si, Do.

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Publicado em: 09/07/2018

Para trabalhar as características de cada estação do ano, faremos uma atividade rítmica! Utilizaremos o ritmo das palavras, através dos sons do corpo/da voz/ da expressão corporal e depois aplicaremos a proposta com o xilofone. Meus contatos: Instagram: https://ww...odamusica/ Site: www.cantinhodamusica.com.br Facebook: https://ww...rofDebora/ Grupo do whatsapp: https://ch...vdRw2PPWWi

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Publicado em: 07/07/2018

INSCREVA-SE JÁ: https://pa...outMode=10 SITE: www.cantinhodamusica.com.br Meu whatsapp: bit.ly/whatsappcantinhodamusica Curso voltado para educadores, terapeutas, estudantes e demais interessados em ampliar o repertório de histórias e práticas musicais para crianças da educação infantil. Objetiva apresentar conteúdos e atividades práticas da primeira infância durante o processo de socialização e estimulação musical.

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Publicado em: 06/10/2018 NOVO ARTIGO

Caça ao Tesouro Musical (passo-a-passo)

Caça ao Tesouro Musical Na semana da criança, na aula de música, gosto de planejar algo diferente para sair da rotina, que seja divertido e que trabalhe elementos musicais, canções e brincadeiras de uma forma lúdica. Neste ano, para a Educação Infantil, decidi criar um “Caça ao Tesouro” musical. Para preparar um caça ao tesouro você precisa refletir sobre os interesses de seus alunos, o espaço que você tem disponível, os materiais que serão necessários, as pistas que irão levar as crianças ao grande prêmio e o que será o tesouro. Tudo deve ser planejado com antecedência para que as crianças se divirtam e para que a aventura neste jogo seja um sucesso.  Tenha em mente que na caça ao tesouro, as crianças precisam encontrar o tesouro e, para isso, vão precisar decifrar pistas. Essas pistas podem ser mais fáceis ou difíceis conforme a faixa etária e devem ser interativas, para captar a atenção da criança do começo ao fim. Como sou professora de música, foquei as pistas e tarefas em elementos musicais simples, porém do conhecimento do universo dos meus alunos nas aulas e do interesse deles.   Um ponto muito importante a ser levado em conta, é o espaço físico que você tem disponível para fazer o caça ao tesouro. Em quais locais você deixará as pistas? Onde estará o tesouro? No meu caso, no colégio que eu trabalho, temos uma fazendinha para as crianças, que tem uma lagoa cheia de bichinhos. É uma paisagem que "alimenta os olhos" de tão linda!!! Então pensei em fazer o fechamento do encontro do tesouro neste lugar maravilhoso.    Vou compartilhar as propostas e pistas que escolhi para levar as crianças ao tesouro, mas não se esqueça: minha intenção aqui não é passar “receita de bolo”. Leve em conta os interesses de seus alunos, o ambiente, materiais que você tem disponível, propostas que tenham sentido para seus alunos e crie sua caça ao tesouro.   As crianças foram recebidas pelo fantoche “Aninha” que disse que aquela era uma semana muito especial (semana das crianças) e que um pirata tinha deixado um tesouro de presente para as crianças em algum lugar do colégio. Os convites: (fechado e aberto) Após a leitura do convite, as crianças aceitaram o desafio de encontrar o tesouro. Para isso teriam que encarar desafios (pistas) até chegar ao tesouro. Através destas pistas e tarefas, os jogadores avançam de esconderijo em esconderijo, até o encontro final com o tesouro.     O formato escolhido para levar as crianças ao tesouro, foram pistas. Cada pista foi a figura de um instrumento musical que as crianças já conheciam das aulas de música. Após mostrar a pista, toquei um tambor para que eles relembrassem o nome e o timbre do instrumento. A missão era se guiar pela direção do som de outro tambor que seria tocado em um local que nos levaria a outra pista. Enquanto fomos procurar pelo som do instrumento musical, uma auxiliar foi até o local seguinte que iríamos e começou a tocar o tambor. Quanto mais perto do local onde estava a próxima pista, mais forte era o som do instrumento musical que eles tinham que encontrar (neste caso, o tambor).   Ao adivinharem o local da próxima pista, as crianças encontram um espaço que preparei e onde eles tinham que cumprir uma tarefa: identificar canções tocadas no xilofone e acompanhar tocando os chocalhos de tampinhas. Após cumprirem a primeira tarefa, receberam a outra pista: encontrar o som do triângulo que estava tocando no próximo local onde estaria a próxima pista. Vejam o próximo espaço que preparei para as crianças neste terceiro momento: Utilizei um fantoche de sapo que conversou com as crianças e disse que o pirata tinha entregado a pista do próximo local (cada vez mais próximo do tesouro), porém antes ele queria contar sua história e gostaria que as crianças participassem. Vejam a história interativa que utilizei: Obs.: Se no caça ao tesouro tiverem muitas crianças, sugiro que ao invés de entregar as clavas para as crianças, o professor toque as clavas e peça para as crianças baterem palmas. Após mais uma tarefa cumprida, uma nova missão: Identificar o som do chocalho de metal! Após caminharem até o som do instrumento, encontraram mais um espaço planejado com a temática “passarinhos”. Deixei muitos instrumentos variados no chão para que eles escolhessem e tocassem livremente, com a canção: “Dois passarinhos”. Vejam a proposta aqui: Clique na forto a assista o Video - Dois Passarinhos   Próximo desafio: Encontrar o som do pandeiro! Após encontrarem o som do pandeiro (caminho sonoro), chegamos no espaço com a temática: fundo do mar! Avisei as crianças que o tesouro estava pertíssimo, que aquele era o último desafio! Piratas passam muito tempo em alto mar e por isso a última tarefa estava naquele espaço que fazia referência ao mar.   Muitos materiais que fazem timbres que nos remetem ás ondas do mar foram utilizados, além de bolinha de guizos. Trabalhamos a canção “Peixinhos lá do mar” (faz parte do meu curso online de 20 horas) e criamos uma paisagem sonora com os recursos que foram disponibilizados.  Cenário do fundo do mar: Conchinhas no fundo do mar:   Após muitas brincadeiras, canções e experiências com os sons e instrumentos musicais, avisei as crianças que o grande momento havia chegado. Para trazer um ambiente de suspense, liguei a música do tema do filme de Indiana Jones e caminhamos ao momento mais esperado: a descoberta do tesouro!!!  https://www.youtube.com/watch?v=-bTpp8PQSog  Utilizamos uma caixa bem bonita, para chamar a atenção das crianças, afinal de contas, elas batalharam muito por este momento! Avisei que o pirata tinha deixado muitos presentes dentro da caixa. O primeiro deles, era um livro! Sim, um livro é um grande tesouro que nos ensina muitas coisas e nos faz viajar para muitos lugares através da imaginação! Quem tem um livro, tem um tesouro nas mãos e por isso temos que cuidar dele com respeito e carinho.   O livro escolhido para a hora do conto, foi o Sapo Bocarrão - Keith Faulkner   https://www.saraiva.com.br/o-sapo-bocarrao-368129.html   Após a hora do conto, avisei as crianças que haviam mais tesouros: O pirata e o sapo bocarrão haviam deixado um convite para que todos participassem de uma grande festa e todos ganhariam lanternas e fitilhos para dançarem. Neste momento, sugiro que o professor escolha músicas que as crianças gostem muito para que possam dançar bem animadas!   Após muitas danças, o fantoche de pirata pode aparecer para conversar com as crianças e parabenizá-las pelo dia das crianças!!!! Brincando as crianças vivenciaram muitas canções, histórias, timbres, o nome de muitos instrumentos musicais e perceberam o quanto o espírito de equipe /cooperação é importante! As crianças se divertiram muito e eu também!!!   É muito interessante fazer propostas que fujam da rotina nestas datas especiais!!!   DICAS EXTRAS:   A idade das crianças é o fator que mais influencia na duração de um caça ao tesouro.  Como as crianças partipantes da caça ao tesouro tinham idade entre 3 a 6 anos, a duração das propostas foi por volta de 45minutos a 1 hora. Com crianças de 2 anos, este tempo pode ser ainda menor; Utilizem nas pistas, instrumentos musicais que as crianças já tenham explorado anteriormente para facilitar o reconhecimento dos timbres. Mesmo assim, sugiro que relembre com as crianças qual é o instrumento musical, tocando para eles; Escolha instrumentos que façam um som forte. Eu escolhi triângulo, chocalho de metal, tambor, pandeiro e no final, na chegada ao tesouro, para trazer ainda mais encantamento, utilizamos o carrilhão; Antes de encarar o caminho para a chegada ao novo esconderijo, diga as crianças que é importante fazer muito silêncio para ouvir o som do instrumento solicitado. Detsa forma trabalharemos a importância do silêncio para uma escuta ativa Fale com entusiasmo para que as crianças embarquem na aventura com alegria; Deixe tudo organizado para evitar contratempos desnecessários; Para cantar as canções das propostas, utilizei um rádio portátil que facilitou muito o processo, devido a sua mobilidade (caixa de som com correia e bateria recarregável). Espero que tenham gostado da dica!!! Me mandem notícias se fizerem essa proposta! Esse caça ao tesouro pode ser utilizado no Dia das Crianças, Dia do Livro ou qualquer aula que você queira inovar com seus alunos! Dá trabalho, mas vale muito a pena! Me mandem notícias da proposta, se fizerem... E se você quer ampliar seu repertório na sala de aula, quero te convidar a conhecer meu curso online de 20 horas!!!   CONHEÇA MEU CURSO ONLINE "MUSICALIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL"- 20 HORAS Seguem informações sobre um dos meus cursos online. Você pode começar a estudar hoje mesmo e levar muitas novidades e recursos inovadores para seus alunos.  Curso On-Line do Cantinho da Música (20 horas):   - 100% online - Planejamento e organização de aulas (passo-a-passo) - Como musicalizar, educar e brincar em uma única ação? Prática de repertório e vídeos de muitas propostas - Jogos e brincadeiras na educação infantil - Módulo especial com estratégias e recursos funcionais que facilitarão o processo com crianças agitadas - Histórias cantadas, sonorizadas e dramatizadas - Teatro na aula de música - Desenvolvimento psicomotor na aula de música - Pesquisa sonora - Práticas instrumentais - Brincadeiras cantadas - Canções em MP3 - Apostila para impressão - Embasamento teórico de cada proposta - Acompanhamento e tira dúvidas via whatsapp - Certificado de 20 horas - Acesso à plataforma por 90 dias Dúvidas? Me adicione no whatsapp (11) 976476562   Para mais informações, clique aqui: CURSO ONLINE  -  Cantinho da Música    Sobre a autora: Débora Munhoz Barboni, leciona como professora de música desde 1999.  Atualmente trabalha no Colégio Visconde de Porto Seguro em São Paulo e na pós-graduação de Educação Musical, chamada CENSUPEG. Possui formação acadêmica em Piano, Artes e, Pós-Graduação em Educação Infantil e Psicopedagogia. Deu entrevistas para a revistas como: Pais&Filhos e Iberian Neurocience, além de escrever artigos para Nestlé e sites como Pediatra Online. Ministra diversas palestras e cursos de formação para professores da educação infantil e fundamental I (sempre abordando a temática da importância musical no desenvolvimento integral da criança desde cedo). Possui uma página no Facebook, um site próprio e um canal no YouTube chamados “Cantinho da Música” e cursos online. É autora de materiais sobre Musicalização infantil: CD-Vai começar 1, CD-Brincando e Aprendendo com a Música vol. 1 e 2, CD-Canções para Brincar, Guia Prático com músicas, partituras e orientação didáticas.    


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Publicado em: 19/08/2018

Aumentando o potencial das crianças através das brincadeiras cantadas

Aumentando o potencial das crianças através das brincadeiras cantadas   Pensar em criança, é pensar em movimento. Tudo é motivo para mexer o corpinho. Tudo tem que virar brincadeira para ser divertido. Como dizia o poeta Carlos Drummond de Andrade: “Brincar com a criança não é perder tempo, é ganhá-lo”. Nada é mais encantador para a criança do que brincar. Através desta linguagem ela se expressa, demonstra seus interesses, necessidades e se mobiliza para aprender e se desenvolver. Pensar em criança, também nos leva pensar em aprendizagem, pois a capacidade de aprender é muito maior quando somos bem jovens. Com os estudos avançados da Neurociência, hoje temos informações seguras, que a fase dos 0 a 6 anos são de extrema importância para o desenvolvimento infantil. É a fase de estruturação do Sistema Nervoso, onde comportamentos são aprendidos e consolidados.  As pesquisas mostram que a genética é importante, mas o ambiente no qual o indivíduo está inserido e suas interações, também contribuem e muito, nas habilidades e nos comportamentos que desenvolverá para seu futuro. Em uma entrevista à Revista Pais e Filhos, a neurocientista Elvira Souza Lima explica: “Música é a atividade artística mais completa. Pode ser um instrumento, palmas marcando um ritmo, um canto ou uma dança: o estímulo que vem com o aprendizado musical é mais completo do que ler e escrever. A música é campeã em ativar redes neuronais no cérebro. Uma criança que começa antes dos 7 anos a estudar música tem maiores possibilidades de os lados esquerdo e direito do cérebro se comunicarem melhor, desenvolvendo a atividade do pensamento”.  As crianças desde bem pequenas, demonstram um interesse natural pela música. De maneira geral, expressam suas emoções com maior facilidade através das canções do que pelas palavras. Mas para que a criança possa usufruir dos benefícios que a música oferece, é importante que seja oferecido a ela um repertório de canções e brincadeiras específicas à faixa etária, além de um espaço seguro e arejado, material sonoro rico e ao mesmo tempo, próprio para ser manipulado. Esse processo musical na primeira infância é chamado de musicalização infantil, que são propostas que tem como objetivo principal, contribuir com o desenvolvimento global da criança, onde ela terá a oportunidade de vivenciar a linguagem musical através de brincadeiras, jogos musicais, em um espaço de sensibilização, construindo seu próprio conhecimento, através de práticas e reflexões musicais. O objetivo principal do trabalho com a música na Educação Infantil, não é formar músicos, mas oferecer ferramentas que colaborem no desenvolvimento da criança de forma integral. Alguns acreditam que uma boa aula de música na primeira infância, tem que ter basicamente instrumentos musicais. Obviamente, oferecemos objetos e instrumentos sonoros nas aulas, mas essa é uma parte da aula. É importante que a criança tenha a oportunidade de vivenciar a música em suas diversas formas, seja cantando, dançando, dramatizando e se movimentando. Uma das atividades que sem dúvida mais interessam e mais promovem a aprendizagem nas aulas de música, são as brincadeiras cantadas, que são atividades ligadas ao movimento e representações. Quando utilizamos estas atividades nas aulas, estamos indo ao encontro das necessidades e interesses da criança, que é brincar e se movimentar. Sendo assim, ela terá foco e atenção nas atividades, terá prazer em repetir e assim, estará consolidando sua aprendizagem de forma prazerosa. Explorando seu corpo, através de movimentos, a criança é capaz de vivenciar os elementos musicais como ritmo, andamento, pulso, dentre outras habilidades essenciais para prática musical, contribuindo para o desenvolvimento psicomotor da criança, o que a auxiliará quando for utilizar e tocar um instrumento musical no futuro. Através de atividades coletivas, a criança vai formando sua identidade, aprende a se relacionar e a cooperar com os demais. Brincadeiras de roda com cantigas do folclore, por exemplo, são atividades que promovem um grande estímulo no cérebro, pois necessitam de diferentes coordenações. É necessário cantar, dançar, sincronizar o movimento para a roda girar no andamento adequado, prestar atenção nos comandos sugeridos durante a canção, além da parceria entre todos os amigos que estão brincando e se socializando. Desta forma, a criança exercita sua criatividade e imaginação, sua desinibição e aprende também a respeitar as regras do jogo e a cooperar, além de apresentar á criança valores culturais do seu meio. Como afirmavam duas grandes referências da educação musical Emile Jaques Dalcroze (1865-1950) e Carl Orff (1895-1982), a música deve ser aprendida pela prática e vivência corporal. Em seus métodos, eles sempre afirmaram que é através dos movimentos, interagindo em grupo, através de uma escuta ativa, que as crianças percebem a melodia, o fraseado, o ritmo e a forma da música, formando a chamada consciência rítmica, o que ajudará a criança no futuro a ser um adulto com facilidade para perceber e executar ritmos musicais. Quando vemos crianças brincando de roda, cantando e se divertindo, podemos ter a certeza também, que estão vivenciando a música de forma integrada, além de ser uma ferramenta poderosa para o professor identificar as facilidades e dificuldades de cada aluno e assim, poder estimular de forma adequada. A música é poderosa, envolvente e acima de tudo, deixa memórias boas e inesquecíveis. Quem não se lembra de sua infância brincando de roda? As memórias geralmente são tão positivas, que geralmente são as músicas que cantamos para nossos filhos quando são pequenos, para brincar com eles. Como pais, desejamos que nossos filhos se desenvolvam, mas acima de tudo queremos que cresçam felizes e com boas recordações em relação a sua infância. A vida é feita de momentos. Por isso devemos estar atentos as vivências que estamos oferecendo a nossas crianças. As brincadeiras cantadas são, sem dúvida, uma forma acessível, barata e poderosa para deixar memórias cheias de risos e divertimentos a seu filho, além de contribuir para que ele se desenvolva de forma plena e feliz. Não é toa que essas canções existem á centenas de anos, ultrapassando diversas gerações. É cultura, é aprendizado, é diversão!!!   Quer ficar sabendo de todas as NOTÍCIAS em primeira mão?!!! Se cadastre em nossa lista de email: https://www.cantinhodamusica.com.br/newsletters/cadastro Gostaria de aprender mais?!   Então acesse AGORA e confira nossos CURSOS ONLINE! CURSO ONLINE 1: + de 300 propostas - Musicalização Infantil e Técnica de Contação de histárias de 2 a 10 anos CURSO ONLINE 2: Musicalização na Educação Infantil   Sobre a autora: Débora Munhoz Barboni, leciona como professora de música desde 1999.  Atualmente trabalha no Colégio Visconde de Porto Seguro em São Paulo. Possui formação acadêmica em Artes e, Pós-Graduação em Educação Infantil e Psicopedagogia. Deu entrevistas para a revistas como: Pais&Filhos e Iberian Neurocience, além de escrever artigos para Nestlé e sites como Pediatra Online. Ministra diversas palestras e cursos de formação para professores da educação infantil e fundamental I (sempre abordando a temática da importância musical no desenvolvimento integral da criança desde cedo). Possui uma página no Facebook, um site próprio e um canal no YouTube chamados “Cantinho da Música” e cursos online. É autora de materiais sobre Musicalização infantil: CD-Vai começar 1, CD-Brincando e Aprendendo com a Música vol. 1 e 2, CD-Canções para Brincar, Guia Prático com músicas, partituras e orientação didáticas.


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Publicado em: 11/05/2018

​A IMPORTÂNCIA DA MÚSICA PARA A FORMAÇÃO INTEGRAL DA CRIANÇA NA PRIMEIRA INFÂNCIA

A IMPORTÂNCIA DA MÚSICA PARA A FORMAÇÃO INTEGRAL DA CRIANÇA NA PRIMEIRA INFÂNCIA A história da humanidade nos mostra que a música começa juntamente com a história do homem. Desde a pré-história, é bem provável que o homem observava os sons da natureza, dos animais e os imitava, buscando se comunicar e produzir atividades que se baseassem na organização dos sons. Existem registros de instrumentos musicais feitos 40.000 A.C, como a flauta de Divje Babe feita com um osso de animal e descoberta em uma caverna na Eslovênia. O homem já tentava criar suas próprias melodias e ritmos já na pré-história. Conforme dados antropológicos, as primeiras músicas foram utilizadas em rituais como nascimento, festas de casamento, funerais, rituais religiosos, etc. A música expandiu-se ao longo dos anos e atualmente, não há conhecimento de alguma civilização que não tenha sua própria música. A especialista argentina especializada em psicopedagógia musical Violeta Gainza (1988, p.22) destaca: “A música e o som, enquanto energia, estimulam o movimento interno e externo do homem; impulsionando a ação e promovendo nele uma multiplicidade de condutas de diferentes qualidades e graus”. A música se tornou uma linguagem universal que une as pessoas, que faz parte da identidade cultural de cada povo, uma forma de comunicar, de celebrar, é capaz de influenciar nossas emoções, imprimir fatos em nossa memória, nossos pensamentos e nos trazer sensações de bem-estar. O famoso filósofo da Grécia Antiga, Platão, em sua obra “República” disse: “Deixem-me compor as músicas de um país e não me preocuparei com quem faça suas leis”. Isso demonstra o quanto em sua visão, ele considerava a música poderosa para influenciar a sociedade.  A verdade, é que sem dúvida a música que escutamos fala muito sobre quem somos. Há muito tempo, pesquisadores estudam sobre a influência da música nas atividades cerebrais. Estudos comprovados, como a pesquisa realizada pela Universidade de Vermont nos EUA provaram que as crianças que estudavam música desde a infância apresentaram ganhos positivos e duradouros em relação ao desenvolvimento cerebral. Os estudos afirmaram que estudar música melhora as funções executivas do cérebro, responsáveis por habilidades como memória, controle de atenção, organização e planejamento do futuro. Isso acontece porque praticar música, como tocar um instrumento musical, envolve foco e disciplina, além de utilizar a coordenação das mãos, senso rítmico, estímulo visual e auditivo.  A música também ativa o neurotransmissor do prazer no cérebro, a dopamina. Isso ajuda a explicar porque a música sempre fez parte da vida das pessoas e é muito utilizada em festas, em filmes e pelo marketing. Além de contribuir para o bem-estar do ser humano, a música pode ajudar a melhorar o funcionamento do nosso cérebro, principalmente quando praticamos música com regularidade. A Neurociência comprova que o cérebro pode mudar sua própria estrutura, através dos pensamentos e atividades estimulantes. O cérebro é vulnerável às influências externas e pode ser exercitado como se fosse um músculo. O fato é que a música nos envolve em diversos níveis e através de sua prática, desenvolvemos habilidades motoras, cognitivas e linguísticas. Todos podem desenvolver a inteligência musical, desde que tenham contato com a música de forma agradável e pratique bastante. Isso foi comprovado pelo famoso psicólogo cognitivo educacional Howard Garden, em sua Teoria das Inteligências Multiplas. https://pt.wikipedia.org/wiki/Howard_Gardner A música pode fortalecer áreas importantes nos primeiros anos de vida, quando a neuroplasticidade (capacidade do cérebro de modificar sua estrutura e função através de experiências anteriores) é maior, mas é preciso salientar que a plasticidade continua na fase adulta. Nunca é tarde para praticar música. Ao aprender a tocar um instrumento musical por exemplo, estamos exercitando nossas habilidades mentais, refinando nossa capacidade de ouvir e desenvolvendo o controle motor fino, o que ajudará na firmeza de equilíbrio e na mobilidade. Ou seja, desenvolvendo essa nova habilidade, programaremos nosso cérebro para envelhecer em melhores condições. A música está acessível a todos, não importa a idade. Aliás, quanto antes começar, melhor. MÚSICA PARA ESTIMULAR AS HABILIDADES DA CRIANÇA As crianças desde bem pequenas, demonstram um interesse natural pela música. De maneira geral, expressam suas emoções com maior facilidade através da música do que pelas palavras. Através desta linguagem tão atraente, podemos utilizá-la como uma ferramenta poderosa para ampliação do desenvolvimento cognitivo, motor e emocional das crianças. O famoso epistemólogo suíço Jean Piaget em suas pesquisas sobre a construção do conhecimento pela criança, nos prova o quanto é necessário a afetividade para oferecer a energia e disposição para desejar aprender. Por outro lado, a inteligência fornece a estrutura da ação para a construção da aprendizagem. Ou seja, para que a criança queira aprender é necessário estar motivada, em um ambiente que favoreça seu desenvolvimento afetivo. A música geralmente atrai crianças de todas as idades, pois é uma linguagem que elas logo se identificam, visto que a partir do quinto mês de vida uterina, o bebê já entra em contato com o mundo sonoro e ao nascer, nos primeiros dias de vida, muitos já são acalentados e embalados ao som das cantigas de ninar, com grande carga de afeto ente o adulto e a criança. Edgar Willems, grande pioneiro da educação musical em sua metodologia, pontuava que o desenvolvimento da linguagem musical ocorre da mesma maneira que a linguagem materna. Todo conhecimento em seu método, deve partir da atividade prática, chegando à abstração do conhecimento teórico. Essas atividades têm como base a canção de todo o processo de manifestação musical. Antes de aprender a tocar um instrumento musical, é importante a prática musical do canto, pois quando cantamos, estamos desenvolvendo nossa percepção auditiva, nosso ouvido musical. De acordo com Elvira Drummond (2005) o canto é a mais completa forma de manifestação musical, visto que abraça os três elementos construtivos da linguagem: ritmo, melodia e harmonia. Segundo Willems, o ritmo está relacionado ao aspecto fisiológico do ser humano; a melodia ao afetivo e a harmonia, ao intelectual. Esse processo musical é chamado de musicalização infantil, que são propostas que tem como objetivo principal, contribuir com o desenvolvimento global da criança, onde ela terá a oportunidade de vivenciar a linguagem musical através de brincadeiras, jogos musicais, histórias,  em um espaço de sensibilização, onde ela poderá construir seu próprio conhecimento, através de práticas e reflexões musicais. A música globaliza naturalmente os aspectos do desenvolvimento infantil: afetivo/social, cognitivo/linguístico e psicomotor. Todos estes aspectos do desenvolvimento estão interligados e a aprendizagem só será possível se houver a maturação e organização neurológica. Para que isso aconteça, são necessários estímulos externos que são captados pelos nossos sentidos. Depois de transformados em impulsos eletroquímicos, os estímulos passam das células nervosas receptoras para o Sistema Nervoso Central, onde os impulsos são redirecionados para áreas distintas do cérebro, nas quais são decodificados e interpretados . Portanto, os estímulos externos que causam as chamadas percepções sensoriais são de extrema importância para o desenvolvimento, principalmente na infância. Quanto mais aprimorar suas percepções, mais estará desenvolvendo ampliando seu repertório de mundo e consequentemente,  a inteligência. Segundo Piaget: “a própria criança abre a porta para o mundo exterior”. Ou seja, conforme ela vai recebendo estímulos através de diversas experiência musicais, respeitando sempre os interesses e necessidades da criança, ela vai construindo seu conhecimento, de forma agradável. Ao proporcionar um espaço onde à criança possa se expressar e  interagir de forma lúdica, estaremos proporcionando condições para que a criança se sinta estimulada em querer se apropriar da linguagem musical. A música é um processo muito dinâmico porque envolve canto, audição, movimento, sons do corpo, melodia, ritmo, apreciação musical, ou seja, oferece muitas percepções sensoriais. Através de tantas atividades variadas, que oferecem estímulos com diferentes coordenações, estamos potencializando o desenvolvimento das crianças nas áreas afetivo-social, psicomotora e cognitivo- linguístico. Através de atividades coletivas, a criança vai formando sua identidade, aprende a se relacionar e a cooperar com os demais. Brincadeiras, rimas e cantigas de roda, por exemplo, são atividades que promovem um grande estímulo no cérebro, pois necessitam de diferentes coordenações. É necessário cantar, dançar, sincronizar o movimento para a roda girar no andamento adequado, prestar atenção nos comandos sugeridos durante a canção, além da parceria entre todos os amigos que estão brincando e se socializando. Desta forma, a criança exercita sua criatividade e imaginação, sua desinibição e aprende também a respeitar as regras do jogo e a cooperar, além de apresentar á criança valores culturais do seu meio. São atividades essenciais, inclusive para a aquisição da fala e preparam a criança para a escrita. A professora de música da Universidade Federal do Ceará, Elvira Drummond, destaca o espaço lúdico como propulsor da criação: “É, portanto, entre o real e o imaginário que o artista e a criança transitam em suas atividades, o que nos sugere o trocadilho: a arte é o brinquedo do artista e a brincadeira é a arte da criança”. As atividades de musicalização que exploram o universo sonoro também fazem parte da rotina, pois trabalham o foco, a atenção, a análise para os fenômenos sonoros, desenvolvendo a capacidade auditiva de analisar e selecionar sons diversos e contribuindo para o ajuste social da criança. Uma das estratégias são as histórias sonorizadas, onde podemos retratar sonoramente os ambientes familiares das crianças, como sons do campo, da praia, de instrumentos musicais, etc. O professor pode utilizar tanto a própria voz para fazer os sons, como também pode sonorizar com instrumentos musicais, objetos sonoros ou o próprio som do personagem previamente gravado em um cd. As crianças também podem fazer sonoplastia da história ou de uma canção, com os mesmos objetos, desenvolvendo assim a imaginação e pesquisa de diversos timbres (som que ouvimos) e através deste, os outros parâmetros da linguagem musical podem ser explorados em seguida, tornando para a criança o mundo sonoro rico e cheio de detalhes. A criança que ouve bem, terá facilidade para aprender em qualquer área e caso for aprender a tocar um instrumento musical, terá muito mais facilidade para entender uma partitura, pois já terá vivenciado as características próprias do som, através de brincadeiras e jogos musicais. O psicanalista e educador Rubens Alves sintetiza com maestria o que foi dito acima: “Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe contaria sobre os instrumentos que fazem a música. Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes".   MÚSICA PARA O DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR A neurocientista Viviane Louro,  em seu livro Fundamentos da aprendizagem musical da pessoa com deficiência afirma que: “Os princípios básicos da psicomotricidade estão implícitos em cada item da aprendizagem musical, seja teórica ou prática. Para que se possa tocar ao piano, serão necessárias firmes noções de espacialidade e temporalidade, bem como lateralizarão definida. Faltando qualquer desses pré-requisitos, o aluno enfrentará muitas dificuldades no aprendizado.” Nas aulas de musicalização, utilizando brincadeiras e canções próprias á faixa etária onde  o aluno terá a oportunidade de vivenciar o corpo corretamente, explorará o espaço ao redor, experimentará diferentes movimentos locomotores, o que contribuirá para o desenvolvimento natural das funções neuropsicomotoras. Instrumentos musicais também são muito utilizados nas aulas de música, seja em histórias onde estes são apresentados, trazidos pelos professores ou construídos por eles com materiais recicláveis, estimulando assim o interesse das crianças pelas pesquisas sonoras de diversos materiais e relacionando os princípios acústicos com os elementos fundamentais do som. Os mais utilizados na primeira infância, geralmente são os de pequena percussão (tambores, guizos, clavas, chocalhos...), pois são leves, fáceis de manusear e perfeitos para se trabalhar o desenvolvimento psicomotor. Essas atividades fazem com que a criança desenvolva sua habilidade motora e seu desenvolvimento rítmico, que tem papel fundamental na formação e equilíbrio do sistema nervoso. Ao praticar um movimento adaptado a um ritmo, a criança pratica diversas coordenações como dançar/cantar, cantar/fazer gestos, tocar/cantar, tocar/cantar/dançar, etc., desenvolvendo habilidades que auxiliarão a criança em diversas outras áreas, além da musical. É de extrema importância oferecer um currículo às crianças que tenha destaque em atividades que propiciem o desenvolvimento perceptivo-motor e sócio emocional como aspecto básico da linguagem nas diversas formas, pois com o avanço feminino sobre o mercado de trabalho, as crianças ficam cada vez mais cedo nas escolas e a família hoje, tem menos condições de suprir todas as necessidades da criança. A música pode ser considerada um agente facilitador do processo educacional. É essencial que o educador musical tenha  conhecimento dos princípios fundamentais da música como nível pedagógico e também estudo profundo sobre o desenvolvimento infantil, para que este possa oferecer a música de forma adequada, com graduação de estímulos, para beneficiar o bem-estar e o desenvolvimento dos alunos, inclusive para as crianças que possuem necessidades especiais. Portanto, as brincadeiras musicais são de suma importância para o desenvolvimento infantil e a partir das vivências musicais, o pensamento infantil vai se organizando e seu conhecimento vai se desenvolvendo. Por volta dos 4-5 anos, as crianças já são capazes de tocar arranjos mais elaborados, com divisão de naipes. Essa vivência é muito importante, pois ela aprende a esperar a sua vez, a vez do outro, tocar em grupo, se concentrar para tocar corretamente e vivenciam na prática, os elementos da linguagem musical que foram aprendidos anteriormente, através de brincadeiras e jogos musicais.   CONCLUSÕES FINAIS A educação musical comprovadamente traz muitos benefícios a longo prazo para a vida das pessoas, portanto é um elemento fundamental para um ser humano melhor, mais equilibrado em sua formação integral. De uma forma divertida, a criança desenvolverá diversas habilidades, auxiliará em sua desinibição e contribuirá para o aumento de sua sensibilidade e autoestima.  Acima de tudo, o eixo norteador da educação musical de qualidade, é desenvolver o gosto pela música, para que esta linguagem se torne companheira e amiga de todas as horas, aquela que se pode contar nos momentos mais difíceis e alegres do ser humano. É este o poder que a música tem!   REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:   NORMAN, Doidge. O cérebro que se transforma. Ed. Record, 2011 DRUMMOND, Elvira. A Tessitura estética dos Brinquedos cantados :Fortaleza, 1988 DRUMMOND, Elvira.  Colorindo sons: Fortaleza, 2005 ALMEIDA, Berenice de. Encontros musicais: São Paulo, 2009 BRITO, T. A Koellreutter Educador - O ser humano como objetivo da educação musical. São Paulo: Peirópolis, 2001 BRITO, T.A. Música na Educação Infantil: Propostas para a formação integral da criança. São Paulo: Peirópolis, 2003 BARRETO, Sidirley de Jesus. Psicomotricidade: educação e reeducação. 2. ed. Blumenau: Acadêmica, 2000. BRÉSCIA, Vera Lúcia Pessagno. Educação Musical: bases psicológicas e ação preventiva. São Paulo: Átomo, 2003. CAMPBELL, Linda; CAMPBELL, Bruce; DICKINSON, Dee . Ensino e Aprendizagem por meio das Inteligências Múltiplas. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2000. GAINZA, Violeta Hemsy de. Estudos de Psicopedagogia Musical. 3. ed. São Paulo: Summus, 1988. GARDNER, Howard. Inteligências Múltiplas: a teoria na prática. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995. GREGORI, Maria Lúcia P. Música e Yoga Transformando sua Vida. Rio de Janeiro: DP&A, 1997. SUZIGAN, Geraldo de Oliveira; SUZIGAN, Maria Lúcia Cruz: Educação Musical: um fator preponderante na construção do ser: São Paulo 1986 ALVES, Rubem. Quando eu era menino. Campinas-SP: Papirus, 2003 LOURO, Viviane. Fundamentos da aprendizagem musical da pessoa com deficiência: São Paulo, 2012 WEIGEL, Anna Maria Gonçalves. Brincando de Música: Experiências com Sons, Ritmos, Música e Movimentos na Pré-Escola. Porto Alegre: Kuarup, 1988. PIMENTA, D. C. O Desenvolvimento da Psicomotricidade- Educação Psicomotora e desenvolvimento. Módulo II. Curso de Pós-Graduação Latu Sensu. Instituto A Vez do Mestre, 2007. Quer ficar sabendo de todas as NOTÍCIAS em primeira mão?!!! Se cadastre em nossa lista de email: https://www.cantinhodamusica.com.br/newsletters/cadastro Gostaria de aprender mais?!   Então acesse AGORA e confira nossos CURSOS ONLINE! CURSO ONLINE 1: + de 300 propostas - Musicalização Infantil e Técnica de Contação de histárias de 2 a 10 anos CURSO ONLINE 2: Musicalização na Educação Infantil   Sobre a autora: Débora Munhoz Barboni, leciona como professora de música desde 1999.  Atualmente trabalha no Colégio Visconde de Porto Seguro em São Paulo. Possui formação acadêmica em Artes e, Pós-Graduação em Educação Infantil e Psicopedagogia. Deu entrevistas para a revistas como: Pais&Filhos e Iberian Neurocience, além de escrever artigos para Nestlé e sites como Pediatra Online. Ministra diversas palestras e cursos de formação para professores da educação infantil e fundamental I (sempre abordando a temática da importância musical no desenvolvimento integral da criança desde cedo). Possui uma página no Facebook, um site próprio e um canal no YouTube chamados “Cantinho da Música” e cursos online. É autora de materiais sobre Musicalização infantil: CD-Vai começar 1, CD-Brincando e Aprendendo com a Música vol. 1 e 2, CD-Canções para Brincar, Guia Prático com músicas, partituras e orientação didáticas.  


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Publicado em: 19/11/2017

Tudo o que você quis saber sobre MUSICALIZAÇÃO INFANTIL

Tudo o que você quis saber sobre MUSICALIZAÇÃO INFANTIL para bebês Hoje teremos um assunto que interessam à muitas famílias e educadores: musicalização infantil para bebês. Estudos mostram o quanto os bebês demonstram uma aptidão musical muito grande e o quanto eles se envolvem com as atividades propostas nas aulas, desenvolvendo habilidades cognitivas, motoras e emocionais através da música.  Selecionei 5 perguntas importantes sobre o assunto:   Musicalização para bebês   1. Porque apresentar a música para a criança desde cedo?   Porque a música tem o poder de atrair e captar a atenção necessária para que a criança queira interagir com as propostas, sejam elas com o objetivo de trazer um momento de afeto entre o adulto e a criança (desenvolvimento emocional) ou para estimular os aspectos cognitivos e motores. Estudos mostram que quando o bebê nasce ele já foi estimulado através dos sons (dentro da barriga da mãe), pois o sistema auditivo está apto para receber informações a partir do quinto mês de vida intrauterina. Nos primeiros meses de vida, as pessoas que cuidam do bebê, geralmente interagem com ele através da música, com brincadeiras e canções que também provavelmente foram significativas para estes adultos na infância, ou seja, estas interações entre o adulto e a criança possuem alto grau de afetividade. Desde muito cedo o bebê cria memórias positivas com essa linguagem. Existem especialistas renomados que comprovaram o poder da música, como o neurologista e neuropediatra Mauro Muszkat da Universidade Federal de São Paulo, que revelou em uma entrevista para o jornal O Estado de São Paulo, que estudos científicos mostram que crianças que praticam música desde cedo de forma contínua e prazerosa, desenvolvem habilidades que vão além das músicas, como maior concentração, aumento positivo da autoestima e desenvolvimento nas funções executivas cerebrais. É importante ter em mente, que o brincar não acontecerá automaticamente sem uma intermediação inicial de um educador, pai, mãe ou outra criança. As primeiras brincadeiras e jogos são construídos na relação com o outro e a criança se desenvolve e se expressa brincando. Na aula de música, a criança vivencia e trabalha diversas coordenações ao mesmo tempo. Cantam, tocam, dançam, ouvem música, brincam com os sons, dramatizam histórias e canções. Brincando com a música, a criança conhece melhor a si mesma, ao outro, os instrumentos musicais, amplia seu repertório de mundo e o ambiente que a cerca. A música também tem o poder de modular nossas emoções, inclusive nas crianças. Quando ouvimos músicas que gostamos, o nosso cérebro produz neurotransmissores (substância química que conduz transmissor de um neurônio para o outro no cérebro) como a dopamina, que traz aquela sensação de prazer e a serotonina, que traz bem-estar e relaxamento. Por isso é uma linguagem tão utilizada nas escolas, porque ela traz uma energia de alegria e entusiasmo que contagia a todos. Mas para que a criança possa usufruir de tantos benefícios, é importante que o professor ofereça um repertório de canções e brincadeiras específicas à faixa etária, além de um espaço seguro e arejado, material sonoro rico e ao mesmo tempo, próprio para ser manipulado sem oferecer perigo ao bebê. 2. A partir de qual idade posso levar meu bebê para as aulas de música?   Quanto antes à criança iniciar nas aulas de musicalização infantil com um especialista, melhor. É aconselhável principalmente a partir dos 8 meses, quando a criança já senta sem apoio e deve ser acompanhada pelo pai ou pela mãe. 3. Quais as atividades geralmente são desenvolvidas em uma aula de música para bebês?   As aulas de música com os bebês geralmente são em grupo, pois um dos objetivos é o desenvolvimento da socialização. Para começar, são utilizadas canções, histórias, jogos com elementos surpresas que tem como o objetivo trazer acolhimento  e para indicar que a aula vai começar de uma forma afetuosa, respeitosa e divertida .  Após a primeira proposta da aula, geralmente os bebês já ficam mais calmos e receptivos as atividades. Logo em seguida, são trabalhadas algumas canções que exploram diferentes interações, como por exemplo, as canções gestuais. Desta forma, o bebê vai aprendendo a relação do gesto e da fala e vai ampliando seu vocabulário e expressividade. Nestas canções, o professor pode utilizar recursos visuais que atraem ainda mais a atenção dos pequeninos, que captam o mundo através de seus sentidos. Pequenas histórias cantadas ou histórias sonorizadas explorando uma temática (explorando sons do corpo, da casa, dos animais e da rua), também podem ser utilizadas, pois estimulam a atenção, a concentração e a percepção auditiva, o chamado “ouvido musical”, que é desenvolvido principalmente até aos 6 anos. Atividades explorando movimentos locomotores (andar, pular, galopar, saltitar) acompanhando diversos andamentos da música (no colo de um adulto ou a própria criança explorando o espaço), brincadeiras de roda, também fazem parte das aulas, pois com o movimento, através de um repertório rico e diversificado, a criança brinca com seu corpo , desenvolve seus aspectos psicomotores e interioriza os ritmos de forma natural, desenvolvendo  a musicalidade, o vínculo afetivo com quem está dançando com ela , sua organização espaço-temporal e sua expressividade . Brincadeiras de colo, jogos musicais com parlendas (brincadeiras com as palavras), atividades em duplas são sempre um momento de diversão, onde a criança interage diretamente com outra criança , ou no  colo do adulto brincando com o som e com o ritmo. As crianças têm a oportunidade de acompanharem as canções com instrumentos musicais (chocalhos, tambores, clavas, sinos, etc.), vivenciando a pulsação e o senso rítmico, intensidade (tocar forte ou fraco), percepção ao estimulo sonoro e o silêncio, lateralidade , tônus, esquema corporal, praxia fina, estimulando as bases psicomotoras que são fundamentais para as futuras aprendizagens que virão, como ler e escrever, por exemplo. O canto (linguagem musical) sempre é a viga-mestra de todo o processo, contribuindo para melhorar a articulação de diversos sons da fala.  Existem também momentos de exploração livre de materiais, objetos sonoros com o objetivo de oferecer a criança o momento de pesquisar os sons livremente ,sem interevenção de um adulto, que observa atento com o objetivo de conhecer ainda mais seu aluno, seus interesses, necessidades, pensamentos e pesquisas. Depois de tanto estímulo e tantas atividades divertidas, as crianças necessitam de um momento de relaxamento, que pode ser uma história para trazer a calma, a escuta de sons relaxantes, ou uma propósta de relaxamento onde acompanhados por uma música apropriada, recebem carinho do adulto, com instrumentos de massagem ou com materiais sensoriais. Ou seja, em uma aula de geralmente 30-45  minutos, o bebê é estimulado com diversas atividades através de seus sentidos e de forma lúdica.  É importante enfatizar, que utilizamos a brincadeira porque é através dela que a criança se expressa, se comunica naturalmente e se interessa pelas propóstas, porém todos os tópicos da aula tem conteúdos com o objetivo de ajudar a criança a desenvolver sua inteligência musical e em seus aspectos motores, cognitivos e afetivos.  4. Hoje, a maioria das escolas apresentam aula de música no currículo escolar. Qual a vantagem de matricular a criança em uma escola de música?   Felizmente as escolas da Educação Infantil na sua grande maioria apresentam um currículo musical e isso é maravilhoso, pois a música tem este poder de trazer mais alegria, diversão, entusiasmo e muita aprendizagem através dela. A grande vantagem de também matricular a criança em uma escola de música, é que geralmente um familiar pode acompanhar essas aulas e acompanhar as reações, as interações e aprendizagens do bebê, além de seus progressos nas atividades propostas. Depois de cada aula, é comum os pais relatarem que seus filhos reproduzem as atividades em casa em alguns momentos. O familiar que vivenciou a aula poderá praticar as brincadeiras e repertórios de canções aprendidas, motivando seus filhos com a música desde cedo, de forma prazerosa e lúdica. 5. Quais os benefícios da música a longo prazo?   Quem vivencia música desde pequeno, através de experiências de qualidade, se torna um adulto mais seletivo, com maior discernimento para escolher seu repertório musical e isso é muito importante, porque cada música faz parte de uma cultura, que pode influenciar no comportamento e na vida das pessoas. Além disso, poderá utilizar essa linguagem de forma saudável para descarregar o stress do dia-a-dia. A música, como nos envolve em nossas emoções, na razão e no nosso corpo, estimula muitas áreas cerebrais, trazendo muitos benefícios inclusive às crianças especiais. A música faz bem para qualquer idade, então é bom que comecemos desde cedo, brincando e aprendendo, contribuindo assim para que a criança, além de desenvolver-se integralmente, tenha uma vida mais plena e feliz.     Veja na prática uma proposta para esta faixa etária:  https://www.cantinhodamusica.com.br/...../musicalizacao_para_bebes_roda_de_cancoes.html   Quer ficar sabendo de todas as NOTÍCIAS em primeira mão?!!! Se cadastre em nossa lista de email: https://www.cantinhodamusica.com.br/newsletters/cadastro Gostaria de aprender mais?!   Então acesse AGORA e confira nossos CURSOS ONLINE! CURSO ONLINE 1: + de 300 propostas - Musicalização Infantil e Técnica de Contação de histárias de 2 a 10 anos CURSO ONLINE 2: Musicalização na Educação Infantil   Sobre a autora: Débora Munhoz Barboni, leciona como professora de música desde 1999.  Atualmente trabalha no Colégio Visconde de Porto Seguro em São Paulo. Possui formação acadêmica em Artes e, Pós-Graduação em Educação Infantil e Psicopedagogia. Deu entrevistas para a revistas como: Pais&Filhos e Iberian Neurocience, além de escrever artigos para Nestlé e sites como Pediatra Online. Ministra diversas palestras e cursos de formação para professores da educação infantil e fundamental I (sempre abordando a temática da importância musical no desenvolvimento integral da criança desde cedo). Possui uma página no Facebook, um site próprio e um canal no YouTube chamados “Cantinho da Música” e cursos online. É autora de materiais sobre Musicalização infantil: CD-Vai começar 1, CD-Brincando e Aprendendo com a Música vol. 1 e 2, CD-Canções para Brincar, Guia Prático com músicas, partituras e orientação didáticas.    


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Publicado em: 22/10/2017

​História Interativa Folclórica - Lá no Pantano

História Interativa Folclórica   Lá no Pântano   Uma história bem contada sempre traz diversão e encantamento. Melhor ainda se as crianças puderem interagir com a história, pois este fato oportunizará a participação e integração dos alunos O professor ao escolher a história deve ter sempre claro qual é o objetivo (para que, e porquê) ? A quem vamos dirigir essa proposta? Utilizarei quais recursos? Depois de esclarecidos os objetivos, o grupo forma-se, incluindo pessoas que cantarão, manusearão os fantoches, tocarão instrumentos sonorizando em alguns momentos. Sempre leve em conta também a faixa etária para refletir sobre o que já são capazes de fazer. Geralmente conto a primeira vez a história sozinha, para que as crianças possam entender todo o enredo. O lugar da contação deve estar bem iluminado e perto dos espectadores. Os lugares fechados são os melhores para que as crianças possam se concentrar mais e ouvir melhor a voz do contador da história. Aliás, volume, entonação, clareza, dicção, são requisitos que fazem toda a diferença para trazer “vida” a história. Gosto muito de utilizar fantoches, recursos visuais, pois através deles podemos dar animação, movimento e voz e podem ser utilizados para desenvolver a história ou dialogar com as crianças. Os bonecos são manejados com as mãos e estes se movimentam através dos movimentos de braço. Os fantoches devem se mover como se fossem atores, tendo coordenação, ritmo, escondendo, aparecendo, levantando, subindo, conforme o enredo. Sempre reflita sobre o tema da história, o enredo, o ambiente, os personagens, as cenas e os recursos que você irá utilizar. Quero compartilhar com vocês, uma história que faz o maior sucesso com as crianças de todas as idades. Elas podem interagir tocando, cantando, sonorizando com a voz os sons da história, etc. Se você quer receber mais dicas de como trabalhar a história "Lá no Pantano" clique neste link CLIQUE AQUI, e receba o material exclusivo deste video. Com isso voce também fará parte da minha lista de e-mails, receberá brindes, dicas e saberá em primeira mão sobre os lançamento do meu curso online e outras novidades. Tenho varios cursos online, clique aqui: Musicalização Infantil e contação de histórias para crianças de 2 a 8 anos. Neste curso prático onde você vivenciará propostas com o objetivo de ajudar a criança em seu desenvolvimento cognitivo, emocional e motor, através da música e das histórias. Possui um módulo especial e prático também sobre música e psicomotricidade, além de módulos com conteúdo inéditos e exclusivos para cada faixa etária. O curso dispõe de mp3, material de apoio, embasamento teórico das atividades, dicas com fotos dos recursos visuais utilizados, partituras das canções e histórias. Vamos agora assistir a história!   CLIQUE AQUI E RECEBA O MATERIAL EXCLUSIVO DESSE VÍDEO: CLIQUE AQUI Se gostou, curta, compartilhe e deixe seu comentário. Essa atitude me incentiva muito a produzir material para vocês, curtidores do Cantinho da Música. Fanpage: https://www.facebook...homusicalprofDebora/ Site: https://www.cantinhodamusica.com.br Canal: https://www.youtube....93e4IvBDdy0iIvX2yp-g Prof. Débora Munhoz Barboni Formação em Arte com ênfase em Musica, Pós Graduação em Educação Infantil e Psicopedagogia.


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Publicado em: 22/10/2017

Histórias utilizando as mãos para crianças pequenas

A criança é um ser em pleno desenvolvimento. Tudo que ela vivência hoje, fará diferença na forma como ela enxergará o mundo amanhã. A Neurociências (conjunto de ciências que estudam como podemos aprender de forma mais eficaz) cita a primeira infância como a “fase de ouro”, onde o cérebro aprende e apreende em uma velocidade fantástica. Porém essa aprendizagem é uma construção. A criança percorre etapas que devem ser respeitadas e trazem pré-requisitos que a capacitam para lidar com situações, conflitos, aprender novas habilidades, etc. Porém para aprender, é preciso querer e as histórias são ferramentas poderosas para trazer a motivação e ajudar a criança no seu desenvolvimento. Com crianças de 1 a 3 anos, as narrativas devem ser curtas, pois as crianças nesta fase não possuem uma concentração tão longa e ao mesmo tempo não compreendem um enredo muito complexo. Os assuntos mais interessantes são cenas cotidianas da criança, como família, elementos da natureza como a chuva, o sol, animais como cachorrinho, pintinho, etc. Histórias utilizando dedinhos são simples porém muito ricas para esta faixa etária, pois possuem um enredo com começo, meio e fim, tem compreensão bem fácil, trabalha a musicalidade da nossa fala com rimas e melodias e permite com que a criança memorize, e conte a narrativa utilizando os gestos, que é o precursor da fala. Logo, brincando a criança amplia seu vocabulário de uma forma natural, amplia sua concentração, além de ampliar seu contato afetivo com o contador, que pode ser o pai, a mãe, o avô, a babá, a professora, etc. Muitas vezes queremos estimular as crianças com muitos brinquedos, porém temos que levar em conta que para a criança menos é mais. O importante é fornecer o estímulo adequado, de acordo com os interesses e necessidades da criança pequena. Se prepare para repetir muitas vezes a mesma história, pois a criança gosta de ouvir e pede para contarmos muitas vezes. Repetir histórias, proporciona novas vivências e permite com que ela entenda o todo com uma dimensão especial. Antes de começar, crie um clima para o momento. Desligue celular, TV e dedique um tempo exclusivo para a criança. Você se surpreenderá ao ver depois da contação de histórias, a mesma criança recontando para suas bonecas e para seus amiguinhos. As histórias de mãos têm essas vantagens:   São fáceis de memorizar Só precisam de mãos Podem ser contadas em qualquer lugar Auxiliam o pensamento da criança na medida que ela interage seguindo a narrativa com os gestos Seguem 4 exemplos de histórias de mãos para você utilizar com sua criança, ainda hoje, se quiser: Tommy Seu José e seu Mané Dois Passarinhos Pom Pom Pom quem será?!   Quer ficar sabendo de todas as notícias em primeira mão?!!! Se cadastre e receba brindes exclusivos se cadastrando em nossa lista de email: https://www.cantinhodamusica.com.br/newsletters/cadastro  


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Publicado em: 22/04/2017

Como manter sua Saúde Vocal? (Entrevista com Andréa Costalima Guimarães)

1. A voz é sem dúvida uma das principais ferramentas de trabalho do professor. Quando perdemos a voz, fica muito difícil de realizar nosso trabalho. Como podemos evitar a rouquidão?   Os principais hábitos nocivos à boa voz, que põem em risco a sua saúde são: Pigarrear ou “raspar a garganta”, tossir, gritar, competição sonora (falar mais alto quando há barulho), poluição, ingestão de álcool, uso de fumo e drogas, “receitas milagrosas para cura de rouquidão” (conhaque com mel, comer cebola, bala de gengibre, de hortelã...). Para se preservar a voz, pequenos hábitos fazem diferença como: cuidar da saúde - evitar resfriados, gripes, alergias e todo tipo de doença que comprometa o aparelho vocal, pois o uso da voz num período de convalescença provoca sobrecarga ao trato vocal. O melhor é prevenir contra qualquer infortúnio físico: alimentando-se corretamente (dieta equilibrada, com vitaminas e sais minerais), praticar exercício físico, ingerir muita água, dormir bem. Beber água é de fundamental importância, pois uma hidratação correta (8 copos de água no mínimo, por dia) permite boa flexibilidade e vibração das pregas vocais. O sono descansa as pregas vocais e esse repouso é necessário para que a voz se “refaça”.     2. O que é saúde vocal?   Para se ter uma boa saúde vocal, algumas normas devem ser seguidas por todos, em especial por aqueles usam mais a voz ou que tem predisposição a adquirir alterações vocais. Uma voz saudável possui aspecto limpo e claro, emitida sem esforço e agradável ao ouvinte. A saúde vocal permite ao indivíduo variar quanto a frequência, qualidade, modulação e intensidade, de acordo com o contexto da comunicação.     3. O muco (secreção na garganta) incomoda muito tanto ao falante quanto ao cantante. Como ele é formado e como evitá-lo?   A produção de muco é uma defesa do organismo contra antígenos, impedindo-os de entrar no corpo através dos orifícios naturais. Geralmente ele é formado quando algo está em desequilíbrio na saúde como: atuação de vírus e bactérias, cansaço e sobrecarga física. A melhor maneira de evitá-los é cuidar da saúde, evitar baixa de imunidade, repouso restaurador e manter-se muito hidratado. Pigarrear é nocivo, provocando efeito rebote. Para limpar a secreção beba muita água e mantenha as vias respiratórias higienizadas com soro fisiológico.     4. É verdade que existem alimentos que podem evitar a rouquidão?   Não. Nenhum alimento evita a rouquidão. Existem alimentos que favorecem a saúde vocal como a maçã, que é rica em antioxidantes, combatendo os radicais livres e favorecendo a restauração das celulas, evitando envelhecimento precoce. A maçã ainda possui ação adstringente, ajudando na higienização da garganta.     5. Muitos dizem que a maçã e o gengibre auxiliam na saúde vocal. Até onde estes alimentos contribuem com nossa voz?   A maçã como já foi dito é uma fruta completa, auxilia toda a saúde do organismo. O gengibre tem ação anti-inflamatória, descongestionante e é termogênico (eleva a temperatura). Pensando em saúde o gengibre é ótimo, porém não há relação comprovada do uso do gengibre para a saúde vocal.     6. Andréa, nos ensine 5 hábitos que todo educador deve adotar para melhorar sua saúde vocal.   As cinco premissas são: hidratar, aquecer, alongar, tonificar e repousar. Uma voz com esses hábitos dificilmente tem algum problema.     7. Agora na prática: Vamos aprender exercícios para fazer antes das aulas para evitar a rouquidão: Alogamento: • Deve-se alongar o corpo em todas as direções, em especial a área do pescoço e face. • Estique a língua (sentindo alongar a base da língua). • Bocejar.   Aquecimento: • Vibração de língua (ou lábios) subindo a escala, começando dos tons médios (região natural de fala).   Desaquecimento (este para o final da aula): • Vibração de língua (ou lábios) descendo a escala, começando dos tons agudos.   Segue um vídeo com exercícios práticos para aquecimento vocal e trabalhar sua voz:  


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Publicado em: 05/04/2017

Escuta Ativa na Educação Musical

Todos os dias, somos bombardeados por sons vindos de todos os cantos. Só não ouve quem apresenta um problema auditivo, mas e o escutar? Quando estamos falando sobre o “escutar” estamos refletindo sobre o ato de ouvir com atenção, compreender a informação internamente. Um dos objetivos da educação musical é proporcionar a criança vivências onde ela poderá escutar ativamente , onde ela se envolverá com a canção ou a música instrumental gradativamente, levando-a à identificação dos elementos da música de uma forma lúdica de modo que ela desenvolva afeição pelo estilo musical apresentado e possa construir boas memórias, o que fará toda a diferença no futuro gosto musical dela, além de ampliar seu padrão musical cerebral. Precisamos fazer primeiro com que ela escute atentamente essa música e perceba nela suas características – se é alegre, triste, rápida, lenta, quais instrumentos a executam, quantas partes tem, etc. Essa escuta dirigida deve ser ativa, pois a criança demonstra muito interesse por movimento. Portanto, o professor observando estes interesses, poderá aproveitá-los nas suas aulas. A criança pode em determinadas partes da música bater palmas, bater os pés, girar o corpo, fazer uma grande roda com os amigos, ou seja, fazer movimentos que correspondam a estrutura da música. O professor como facilitador de experiências sugerirá ideias, porém deve dar a oportunidade para que o aluno também seja protagonista de sua aprendizagem, sugerindo movimentos , se expressando livremente em alguns momentos, para que ele participe de tal maneira, que a música se torne lúdica e assim ele se aproprie dela. Essa pesquisa musical ampliará o desenvolvimento integral desta criança e fará com que seu ouvido seja ativo diante de qualquer estilo musical. Para que este objetivo seja concretizado, temos que pensar que a educação musical é um processo gradativo, construído e que oferece diversas propostas. Em uma aula, as crianças vivenciam a música através de movimentos, em outra ela poderá desenhar ouvindo a mesma música, em outro momento podemos fazer uma brincadeira com instrumentos musicais utilizando a música, ou seja , o professor deve proporcionar atividades diversificadas para que tudo se torne divertido e rico de estímulos. Segue um vídeo com alguma ideias para serem aplicadas na Sonata em C (Mozart). Link do Vídeo: https://www.cantinho...s/.......mozart.html Trabalhamos uma produção sonora com bolinhas, explorando a iniciativa de gestos e movimentos corporais, reagindo ao discurso sonoro "Sonata em C, W.A.Mozart - primeiro movimento". Se quer mais artigos com vídeos práticos como este, curta e compartilhe para ajudar na divulgação e para que eu perceba seu interesse neste tipo de formato. Para mais informações sobre cursos presenciais, clique aqui: Link do curso: https://www.cantinho...nda/.....8_anos.html   Prof. Débora Munhoz Barboni Formação em Arte com ênfase em Musica, Pós Graduação em Educação Infantil e Psicopedagogia.


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Publicado em: 02/04/2017

Musica e autismo, uma dupla que dá certo

O autismo é um universo desconhecido por muitas pessoas. É um transtorno que desafia a ciência, por ser complexo, ter causa desconhecida, diferentes graus que apresentam tanto crianças que não conseguem falar, quanto outras que apresentam habilidades extraordinárias. Geralmente, quando os pais descobrem que tem um filho autista, se sentem bem confusos e temerosos, principalmente em relação ao grau do transtorno. Os estudos mostram que a rede de neurônios que coordenam no cérebro a comunicação e os contatos sociais, são organizados de uma forma diferente em autistas. O transtorno afeta quase todos os aspectos do comportamento humano: a fala, o interesse por amizades e vida social, os movimentos do corpo, as emoções e interações. O autismo deve ser diagnosticado precocemente, por meio de testes de comportamentos e questionários respondidos pelos pais. Sabemos que a plasticidade cerebral (estrutura cerebral que é capaz de se modificar de acordo com os estímulos recebidos) é muito intensa dos 0 à 6 anos. Nesta fase inicial, o tratamento apresenta melhores resultados. Depois disso, as deficiências são agravadas, portanto, é essencial buscar ajuda caso a família perceba índicos de autismo no seu filho, que são eles:    •  Atrasos na fala;    •  Olhar distante. Muitas vezes não responde quando é chamado pelo nome;    •  Não interage a estímulos afetivos como um olhar, um abraço ou um sorriso.    •  Atitude ausente;    •  Quando bebezinho, não estica os braços para ser tirado do berço. Muitas vezes para chamar atenção prefere fazer movimentos repetitivos;    •  Brinca de forma sistemática, não lúdica. Ex: Em vez de interagir com o boneco (mundo da imaginação), prefere alinha-lo a outros brinquedos, enfileirando-os;    •  Na presença de outras crianças se isola, por falta de interesse. Ao perceber estes indícios, os pais devem procurar ajuda de um especialista, pois só ele poderá dar o diagnóstico. O tratamento do autismo é multidisciplinar (envolvendo psicólogas, psicopedagogos, terapeutas comportamentais, etc) e deve ser iniciado o mais rápido possível, pois o autismo traz uma série de fatores aliados. É importante a união e colaboração de todos que tem contato com a criança autista, principalmente da família, além de muita paciência e amor pela criança durante o processo, que muitas vezes, dependendo do grau do transtorno, é lento. Respeitar o tempo e o limite da criança é muito importante, mas sem deixar de trabalhar as dificuldades. É importante ensinar a criança autista, que para um relacionamento funcionar, são necessários pequenos gestos de gentileza (contato visual, cumprimentar as pessoas, conversar,etc.). Indivíduos autistas não possuem estas habilidades, mas é algo que pode ser aprendido, apesar de para eles, não ser algo natural e prazeroso. Apesar de ser um transtorno incurável, as pesquisas mostram que existem muitos autistas que por terem boa assistência durante a infância, cresceram, se desenvolveram muito bem e muitos inclusive apresentaram inteligência superior em certas áreas, se destacando no mercado de trabalho. O fato de pensar de uma forma muito lógica, faz com que muitos autistas tenham muita facilidade em matemática e em música. Aliás, cada vez mais estudos apontam a música como ferramenta poderosa para desenvolver habilidades, inclusive em crianças autistas. Somos estimulados através dos sons (matéria-prima da música), desde o quinto mês de vida intra-uterina, quando nosso sistema auditivo está apto para receber informações. A música é interessante para a criança desde sempre e isso é maravilhoso, porque a motivação (vontade e interesse em querer aprender o conteúdo) é essencial para a construção da aprendizagem. Os pais dos autistas geralmente recebem orientações, para que estejam atentos aos interesses do seu filho, porque ao descobri-los, poderão utiliza-los como links para desenvolver diversas habilidades. A música é sem dúvida uma destas pontes, que atraem a atenção da criança autista e que é uma facilitadora de aprendizagens. Estudos de ressonância magnética funcional, apontam que a música causa um efeito único em pessoas autistas, principalmente como intervenção terapêutica. A música, quando utilizada de forma adequada, é capaz de relaxar, trazer sensação de bem-estar, o que pode auxiliar de forma natural, no tratamento em conjunto com outras terapias. Outro fato importante, é que pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista), apesar de terem grande dificuldade em perceber sentimentos nas expressões faciais, são capazes de perceber sentimentos de alegria e tristeza em uma peça musical, ou seja, os sentimentos de uma peça musical torna-se mais claro para um sujeito com TEA do que a visualização de expressões faciais. A música tem o poder de ser uma facilitadora de comunicação, mas para que o autista seja realmente beneficiado, com resultados à longo prazo, é necessário que a música seja utilizada de acordo com os interesses da criança, com um professor que realmente conheça as especificidades do transtorno e que saiba utilizar técnicas de musicoterapia (terapia alternativa que utiliza a música como ferramenta para desenvolver habilidades e objetivos pré-estabelecidos no indivíduo). Nas aulas, são utilizadas atividades que promovem um vínculo de respeito e confiança entre o aluno e o professor, que planeja as interações de acordo com a maturação biológica do aluno. O espaço onde as aulas acontecem deve ser seguro, livre de distrações e o material oferecido não deve oferecer qualquer perigo. Nas aulas de música para autistas, as atividades são diversificadas, com metas bem definidas. Os exercícios são lúdicos, com diversos objetivos, como socializar a criança (através de brincadeiras de roda, brincadeiras em dupla onde o contato visual é estimulado e valorizado), desenvolver sua psicomotricidade (através de jogos psicomotores, pedagógicos, canções utilizando sons do corpo, manuseando instrumentos musicais), a linguagem (através de jogos cênicos, contação e organização de histórias cantadas com figuras associadas, jogos de tabuleiro), dentre outros. Brincando, a criança associa gestos e movimentos a conceitos musicais mais abstratos, aprende regras sociais, aumenta sua expressividade e descobre o mundo de forma agradável. Além disso, descobrimos através das brincadeiras, os interesses e necessidades individuais da criança, o que é de suma importância, pois através destas descobertas, as pessoas que interagem com o autista poderão utilizar estes interesses como temas para desenvolver conteúdos específicos. Exemplo: muitos autistas demonstram interesse por animais, dinossauros, outros preferem carrinhos, trens, etc. O professor geralmente percebe estes interesses e utiliza nas aulas, pois a motivação é essencial para a construção da aprendizagem de diversos conteúdos. A música é uma arte extremamente acessível a todas as classes sociais. As famílias também podem estimular seus filhos em casa através da música. Existem músicas sobre qualquer tema, para trabalhar diversos conteúdos. É necessário, porém, muita pesquisa, dedicação e muita observação por parte da família em relação à criança, no sentido de descobrir os interesses dela, para fazer com que ela se interesse em interagir com as propostas. Se a criança gosta de pular, procure músicas que estimulem os movimentos corporais. Se a criança demonstra interesse por instrumentos musicais, compre tamborzinhos, clavas, chocalhos e toque com ele, acompanhando diversos estilos musicais. Se ele gosta de brincar com a bola, ligue o som com uma música que ele gosta e brinque de bola com ele olhando nos olhos e toda vez que ele olhar nos seus olhos, comemore com muita animação. Sabemos o quanto é difícil para o autista o contato visual, portanto, devemos criar atividades que estimulem o desenvolvimento desta habilidade. Brincar com a música, é muito mais do que diversão. É uma linguagem essencial, onde a criança aprende a se expressar melhor e descobrir o mundo. Ela pode ser a ferramenta que fará grande diferença no desenvolvimento e na qualidade de vida da criança autista. A música está disponível a todos e é muito poderosa. Que tal experimentar?   Quer ficar sabendo de todas as NOTÍCIAS em primeira mão?!!! Se cadastre em nossa lista de email: https://www.cantinhodamusica.com.br/newsletters/cadastro Gostaria de aprender mais?!   Então acesse AGORA e confira nossos CURSOS ONLINE! CURSO ONLINE 1: + de 300 propostas - Musicalização Infantil e Técnica de Contação de histárias de 2 a 10 anos CURSO ONLINE 2: 46 propostas - Musicalização na Educação Infantil   Sobre a autora: Débora Munhoz Barboni, leciona como professora de música desde 1999.  Atualmente trabalha no Colégio Visconde de Porto Seguro em São Paulo. Possui formação acadêmica em Artes e, Pós-Graduação em Educação Infantil e Psicopedagogia. Deu entrevistas para a revistas como: Pais&Filhos e Iberian Neurocience, além de escrever artigos para Nestlé e sites como Pediatra Online. Ministra diversas palestras e cursos de formação para professores da educação infantil e fundamental I (sempre abordando a temática da importância musical no desenvolvimento integral da criança desde cedo). Possui uma página no Facebook, um site próprio e um canal no YouTube chamados “Cantinho da Música” e cursos online. Ministra cursos presencias de formação para professores da educação infantil e fundamental. É autora de materiais sobre Musicalização infantil: CD-Vai começar 1, CD-Brincando e Aprendendo com a Música vol. 1 e 2, CD-Canções para Brincar, Guia Prático com músicas, partituras e orientação didáticas.  


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Publicado em: 19/03/2017

Como trabalhar a Páscoa com as crianças

Hoje vamos falar sobre um dos posts mais pedidos por vocês curtidores do Cantinho da Música: "Como trabalhar a Páscoa com as crianças" Analisando o perfil das pessoas que curtem a página, noto que tenho muitos seguidores que são professores de sala de aula, pais e educadores musicais também. Portanto, escrevi este post pensando com carinho em todos vocês, com propostas que todos vocês irão gostar de fazer com suas crianças em casa ou em sala de aula (de acordo com os interesse de cada uma). Em relação a abordagem da temática na escola, alguns fatos devem ser levados em conta. Acredito que primeiramente, o contexto do colégio deve obviamente ser analisado, ou seja, se é um colégio religioso ou laico, pois isso fará toda a diferença no tipo de postura que a escola assumirá diante desta comemoração. Como professora de música e educadora, acredito que a Pascoa é uma oportunidade de enfatizar com meus alunos a importância do compartilhar. Muito mais importante do que ganhar ovos, é o sentido de partilha e solidariedade. Vamos conhecer algumas curiosidades históricas. Os historiadores encontram provas que demonstram que a páscoa já era comemorada há milhares de anos por civilizações antigas, sempre com o objetivo de comemorar uma passagem. Os europeus comemoravam a chegada da primavera, os judeus comemoravam a festa da colheita (para agradecer o alimento e bênçãos recebidas) e mais tarde para comemorar o fim da escravidão do Egito. Os cristãos comemoram a Ressurreição de Cristo; ou seja, a páscoa é uma data para comemorarmos uma transformação boa, a vida (por isso o ovo a representa), a chegada de algo melhor que está por vir.... o estar e comemorar juntos. A Páscoa é comemorada no mundo de diversas formas. Veja este artigo: http://nomadesdigita...a-pascoa-pelo-mundo/ Em relação ao trabalho na sala de aula utilizando a páscoa como temática. Segue um artigo bem interessante que achei: http://educarparacre...-escola-624397.shtml Para enfatizar a importância de compartilhar entre as pessoas, segue um vídeo que preparei com muito carinho para vocês cantarem com suas crianças. É uma história cantada que faz parte do meu CD "Vai começar". Ela se chama "Bolo de Cenoura" (autoria: Débora Munhoz Barboni e Carla Calabria). Para adquiri-lo, clique aqui: Para assistir este vídeo clique na figura acima. (Caso não seja possível cole este link em seu navegador: https://www.cantinho...olo_de_cenoura.html) Depois de contar a história, sugiro uma roda de conversa com as crianças para identificar os conhecimentos já adquiridos sobre a temática. Algumas sugestões de perguntas:     1. Como sua família comemora a páscoa?     2. Como podemos ajudar os outros?     3. A Páscoa é o único dia que devemos compartilhar? Aliás, vamos trabalhar o "compartilhar" na prática? Que tal propor a produção do bolo de cenoura para ser partilhado entre todos? O professor poderá trabalhar a escrita da receita, dialogar sobre pesos e medidas de cada ingrediente e juntos fazerem o bolo. Sugestão de atividade antes da culinária: CAÇA AO TESOURO Uma sugestão divertida é fazer uma caça ao tesouro com as crianças. Conforme elas desvendam as pistas, um ingrediente do bolo deve ser encontrado. Exemplo de pistas que podem ser propostas (você pode também utilizar desafios musicais se preferir): http://www.tempojunt...o.com/.....pequenas/ (para crianças da educação infantil) http://www.tempojunt...o.com......criancas/ (para crianças do ensino fundamental) Depois, de encontrarem todos os ingredientes, chegou a hora de construir e depois comer o bolo juntos!!! Certamente será um dia divertido que pode ser feito na escola, em casa, entre os amiguinhos, etc. Um dia onde passaremos um tempo de qualidade juntos, cantando, brincando, ampliando os conhecimentos, desenvolvendo a amizade e compartilhando. E este é o objetivo da pascoa. Feliz pascoa!!! Prof. Débora Munhoz Barboni


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Publicado em: 11/02/2017

Como trabalhar marchinhas de carnaval em sala de aula? ( Dicas Práticas )

Ó Abre alas que eu quero passar!!! É impossível ouvir essa música e não sentir alegria ou vontade de dançar; e foi essa a intenção que Chiquinha Gonzaga teve ao compor sua primeira Marcha Carnavalesca, há 118 anos atrás para o cordão carnavalesco Rosas de Ouro. É uma marchinha animada que passa de geração em geração e deixam as crianças motivadas a dançarem, cantarem e se divertirem nos “bailinhos de carnaval”. Aliás, o carnaval (essa festa popular) é uma boa oportunidade para contextualizar e apresentar às crianças este gênero musical que faz parte das comemorações carnavalescas: As marchinhas de Carnaval. Muitas possuem letras inocentes, arranjos animados e foram feitas por grandes compositores da época, como é o caso de Chiquinha Gonzaga. Uma sugestão para iniciar o projeto é fazer uma roda de conversa com as crianças, onde o professor perguntará o que é o carnaval, quais são as atrações, etc. O professor pode apresentar fichas com fotos de máscaras, trio elétrico, fantasias, confetes e serpentinas para apresentar ás crianças alguns itens carnavalescos. Pergunte aos alunos se eles sabem cantar alguma música tocada em carnaval (proponha uma pesquisa em casa com os pais, sobre quais músicas eles gostam de ouvir no carnaval). Anote o que as crianças falam e depois mostre uma marchinha (ex.: Ó abre alas - Chiquinha Gonzaga). Informe que a MARCHINHA é um gênero musical feito para facilitar o desenvolvimento dos desfiles e no caso do “Abre Alas”, Chiquinha Gonzaga ao ouvir os ensaios do cordão (Escola de Samba) da Rosas de Ouro, resolveu compor no piano uma canção que trouxesse bastante alegria no momento que a escola desfilasse. Os cordões eram geralmente constituídos por pessoas sem poder aquisitivo para possuir instrumentos musicais, a não ser os de percussão e liderados por capoeiristas, onde cantavam juntos apenas estribilhos e quadrinhas soltas, com ritmo batucado. Era tudo muito simples e Chiquinha Gonzaga resolveu trazer mais “cor” para o momento do desfile através de sua música. Ó Abre Alas de Chiquinha Gonzaga, foi a primeira marcha feita para o Carnaval e desde então, a música carnavalesca foi ocupando cada vez mais seu espaço. Para saber mais sobre Chiquinha Gonzaga, clique neste link: http://chiquinhagonz...ga.com/wp/biografia/ É muito interessante neste momento, trabalhar além da letra da canção, a história do compositor que a criou. Indico a coleção “Crianças Famosas” (Callis Editora), que nos ensina de uma forma prática e lúdica, a história do artista desde criança, o que é muito interessante para fazer a criança se identificar e gostar do personagem. Segue o link: https://chiquinhagon...as-por-edinha-diniz/ Você não precisa contar a história inteira do compositor em uma única aula! Trabalhe aos poucos, para que as crianças acompanhem o passo-a-passo. Sempre esteja atento ao interesse da criança. Tenha essa sensibilidade de parar e mudar quando necessário. Ouça novamente com as crianças a música escolhida (ex.: Ó Abre alas), comente sobre a letra da canção e peça para as crianças desenharem o que mais lhe chamou a atenção. Em uma outra aula, cante novamente com as crianças, e faça uma dramatização, utilizando os elementos que foram contados na história. Que tal criarem juntos uma coreografia coletiva para a marchinha? Em uma outra aula, proponha uma brincadeira: Passe a bola. A brincadeira é simples: Ao som da marchinha escolhida, as crianças sentadas em roda passarão a bola para o amigo enquanto ouvir a canção tocada no rádio. Quando a música parar, a criança que estiver com a bola deverá lembrar de algum item carnavalesco (ex.: máscaras, música, fitilhos, etc.). Outra brincadeira que trabalha a criatividade é o “Siga o mestre”. Faça uma fila com crianças que marcharão ao som de uma música. Ao ouvir o apito, quem está na frente deverá criar um movimento que deve ser imitado por todos. Depois, a criança que criou o movimento irá se encaminhar ao final da fila para a brincadeira recomeçar. Agora, quem estiver em primeiro lugar da fila deverá criar o próximo movimento. Que tal gravar as crianças cantando e depois todos ouvirem juntos? Depois disso, o professor pode sugerir que cada uma construa um chocalho para depois tocarem juntos acompanhando diversas marchinhas de carnaval, no “grande baile”, que será o fechamento do projeto. O chocalho pode conter pedacinhos de EVA coloridos de tamanhos diferentes e arroz, por exemplo. Na minha página do facebook “Cantinho da Música” existe um vídeo feito pelo professor Marcos L. Souza onde ele nos ensinou o passo-a-passo para a construção de um chocalho. Em uma outra aula, entregue os chocalhos para todos tocarem e cantarem juntos ao som das marchinhas. Depois do momento “exploração”, subdivida o grupo em dois e combine o momento que um dos grupos irá cantar e o outro realizar as “pontuações sonoras” com os instrumentos. Depois inverta os papéis para que todos possam ter a oportunidade de cantar e de tocar juntos. Com os maiores, criem juntos um arranjo coletivo para a marchinha escolhida. O professor pode contextualizar com vídeos e apresentar não só a marchinha escolhida “Ó abre alas”, como também outras marchinhas carnavalescas. Ex. de vídeo: https://www.youtube..../watch?v=k9mxcYOFt4A Aproveite para conversar com os alunos sobre os instrumentos musicais presentes nos arranjos dos vídeos. Com as crianças do Ensino fundamental, o professor pode sugerir que cada aluno crie uma paródia com a marchinha escolhida e com um tema que a criança goste; que pode ser brincadeira, futebol, família, etc. Faça uma exposição das paródias criadas pelos alunos no dia do fechamento do projeto (Grande Baile). Se for possível, organize um portfólio com fotos documentando todas as etapas do projeto para que as crianças levem para casa todo registro das atividades. Para o grande dia (Grande Baile), todos poderão trazer fantasias, máscaras confeccionadas, chocalhos e muita alegria para dançarem juntos e cantarem marchinhas carnavalescas. Outras brincadeiras que podem ser feitas no dia do “ Grande Baile” para tornar tudo mais divertido são: “Siga o chefe”, “Corre Cotia”, brincadeiras de roda, dança das cadeiras, etc. O importante é promover atividades lúdicas que estimulem a compreensão da festa como cultura brasileira e, ao mesmo tempo, promover a socialização e a diversão entre as crianças nestas primeiras semanas de aula. Notem que todas as atividades não acontecem na mesma aula. É um processo gradual, construído de acordo com os interesses da criança e de forma lúdica. Desta forma, desenvolvemos o canto, a concentração, criatividade, prática de conjunto, conhecimento da história da cultura brasileira, conhecimento de instrumentos musicais e compositores brasileiros como Chiquinha Gonzaga, compreensão de texto, etc. Espero que este artigo tenha lhe ajudado! Deixe nos comentários, sua opinião sobre as atividades propostas neste artigo, e como você costuma comemorar o carnaval com seus alunos e/ou filhos. Aproveite também para dar sugestões sobre outros temas de seu interesse no site “Cantinho da Música”, e não esqueça de fazer seu cadastro para receber notícias, promoções e ter acesso exclusivo a área de downloads através do link: https://www.cantinho...br/novo-usuario.html E para terminar, seguem outras sugestões de marchinhas interessantes para que pesquise e trabalhe com suas crianças: 1. Allah-la-ô (Haroldo Lobo- Nassara) 2. Me dá um dinheiro aí (Ivan Ferreira- Homero Ferreira) 3. Mamãe eu quero (Vicente de Paula e Jararaca) 4. A Jardineira (Benedito Lacerda) 5. Cidade Maravilhosa (André Filho)   Prof. Débora Munhoz Barboni Prof. de Música www.cantinhodamusica.com.br


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