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Publicado em: 28/09/2019

Como melhorar a comunicação com seu aluno

Como melhorar a comunicação com seu aluno É frustrante preparar uma aula com todo o empenho e perceber que seus alunos não se engajaram com o conteúdo que você preparou. Para um contexto ser realmente significativo, temos que escolher estratégias, utilizar recursos, linkar as propostas de forma coerente e ter uma boa comunicação com os alunos. Neste artigo, quero compartilhar dicas práticas de como você professor, pode melhorar a comunicação com os alunos.   Na nossa vida, a comunicação acontece o tempo todo. A cada momento, estamos transmitindo mensagens para as pessoas, seja no trabalho, com a família, com os amigos e com nossos alunos. Temos que ter em mente, o contexto é tão importante quanto o conteúdo.   As estratégias, a forma que o professor se comunica com seu aluno, é de fundamental importância para tornar o contexto mais relevante, quando estamos ensinando um conteúdo. Portanto, a boa comunicação, é fundamental para um bom relacionamento com nossos alunos se desejamos que eles aprendam o conteúdo que precisamos ensinar.   Primeiro ponto importante a ser levado em conta, é que todos nós podemos aprimorar nossa comunicação, todos somos capazes, basta esforço, observação e treino.   Isso me faz lembrar de uma história que ouvi, sobre o pianista Arthur Moreira Lima: Uma pessoa chegou até ele após ouvi-lo tocar e disse:  Eu daria a vida para tocar como você E ele respondeu: Mas foi exatamente isso que eu fiz, dediquei minha vida para meus estudos de piano. Ou seja, por trás de um mestre, sempre há muito estudo, treino, observação e dedicação. Tenha sempre em mente, que você professor é um líder que influencia seus alunos, para o bem ou para o mal. É através da sua postura, os caminhos escolhidos para ensinar, que você fará seu aluno se interessar pelo conteúdo ou odiá-lo. Pude vivenciar na prática este conceito aos meus 14 anos. Eu que sempre odiei matemática, nesta idade (primeiro ano do Ensino Médio), passei a olhar a matéria com outros olhos e a me interessar pelo conteúdo que a professora passava, e claro, terminei o ano com excelentes notas. Tenho certeza que boa parte desta mudança, se deu pela postura da professora Claúdia, que era uma professora alegre, disposta a nos ajudar e que tinha uma excelente didática. Ela reforçava com elogios sinceros os comportamentos positivos que eu demonstrava, e eu a observava com muita admiração. Muitos anos se passaram, nunca mais a vi. Porém, quando penso em professores que fizeram diferença na minha vida, ela foi uma delas!   Daí vem a pergunta: Você gostaria de ser lembrado desta forma por seus alunos? Bem, se você está lendo este artigo, é porque provavelmente gosta do meu trabalho, então quero compartilhar com você, dicas práticas que eu acho relevante para que eu e você possamos cada vez melhorar nossa comunicação com nossos alunos:   1. Observe os melhores, para aprender com eles.  Sempre procurei observar atentamente (de modo detalhado), as pessoas que eu admirava. É como diz o famoso ditado: “O sucesso deixa pistas”. Portanto, busque inspirações de pessoas que você percebe que são bons comunicadores, bons professores. Não se esqueça, porém, de ser você mesmo! Isso quer dizer que você precisa conhecer a si mesmo, para descobrir suas habilidades, deficiências para ser alguém melhor.  Não é mudar sua essência, mas buscar inspirações para melhorar aspectos da sua comunicação (gestos, expressões, entonação da voz, etc). 2. Busque conhecimento prático   Nasce um professor, nasce um aprendiz. Se sabemos que a criança precisa repetir para aprender, como professor, precisamos trazer diferentes abordagens para o trabalho de um conteúdo, para que a criança se sinta motivada. Vamos ver alguns exemplos de professoras que aplicaram diversas técnicas no trabalho de uma mesma canção, em diferentes faixas etárias, com a música Dona Centopéia (Debora Munhoz Barboni), CD Vai começar.   Para adquirir o CD  Vai Começar - CLIQUE AQUI   As professoras Josiane e Daila (Centro Educacional Complementar Ewald Bruno Julius Kress), precisavam que seus alunos aprendessem a canção: Dona Centopéia. Ao invés de simplesmente colocar a música para as crianças ouvirem, elas trouxeram a canção “vestida de diversas brincadeiras”, utilizando expressão corporal, lenços, etc. Veja os vídeos abaixo:   Em fila, com lenços -  CLIQUE AQUI para assistir este vídeo                        Em roda -  CLIQUE AQUI para assistir este vídeo                                                 A professora Marilene Gomes, utilizou a mesma canção com bambolês - CLIQUE AQUI para assistir este vídeo A professora Rita de Cassia, utilizou molas - CLIQUE AQUI   Para adquirir o CD Vai Começar - CLIQUE AQUI   Porém, só poderemos ampliar nosso olhar criativo, se estudarmos, portanto, buscar conhecimento prático, irá trazer desenvoltura e técnicas para encantar seus alunos. Além disso, cada proposta tem que ter um objetivo específico. Vamos pensar nos conteúdos trabalhados acima? Noção de fraseado, noção de pulsação, coordenação, canto, desenvolvimento psicomotor, concentração, observação, sociabilização, expressão corporal, expressão teatral.   Uma canção também pode ser utilizada para sensibilizar seus alunos para trabalhar outros conteúdos, por exemplo: qual é o estilo musical da música Centopéia? Baião! É um ritmo brasileiro. Quais os instrumentos utilizados? Quais são os músicos brasileiros mais conhecidos por tocarem este estilo? Quais são os materiais sonoros utilizados na canção? Exemplo: timbre de instrumentos, andamento da canção, dinâmica... Qual o caráter expressivo da canção, ou seja, qual o efeito que a música lhe passa, a partir dos materiais sonoros utilizados?   Qual é a forma da música (estruturação musical com as frases, com partes iguais, partes diferentes, seções, ostinatos, etc).   Quais outros animais do jardim existem? Como é o som deles? Vamos imitá-los corporalmente, com a voz, com movimentos? Obviamente, que para construir seu plano de aula, você precisa conhecer seu aluno, sua faixa etária, seu conhecimento prévio, para trabalhar os objetivos de aprendizagem de forma interessante.   3. Seja claro e objetivo   Na hora de passar uma tarefa na aula de música, na maioria das vezes, falar menos e fazer as crianças vivenciarem mais é sempre mais interessante. É como disse a frase célebre de Rubem Alves:   “Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe contaria sobre os instrumentos que fazem a música. Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes”.   4. Escute seus alunos   A maioria de nós, cresceu em uma época que o professor era considerado o “dono do saber”. Um bom aluno era aquele que ouvia sem questionar. Hoje, sabemos que a comunicação, é uma via de mão dupla. Eu falo, você escuta, interage e eu recebo a informação com respeito. Na sala de aula, não podemos passar a impressão que apenas nossa opinião importa, mesmo porque nossos alunos nos ensinam o tempo todo.   Lembre-se que a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) garante às crianças, 6 direitos: Conviver, brincar, participar, explorar, expressar, conhecer-se.   A BNCC reforça a visão da criança como protagonista em todos os contextos que ela faz parte: ela não apenas interage, mas cria e modifica a cultura e a sociedade. Parte-se do pressuposto de que a criança aprende por meio das experiências vividas no contexto escolar. O papel do professor é ser o mediador, que planeja com cuidado os espaços, materiais, propostas que vão captar a atenção do seu aluno para que ele alimente sua mente, e construa sua aprendizagem. 5. Conheça seus alunos   Como já foi dito no item 2, é fundamental conhecer seu aluno. Para construirmos um relacionamento com nossos alunos, precisamos conhecê-los, em relação as necessidades e interesses, para que desta forma você possa realmente ajuda-lo. Por isso, cada fala do seu aluno, lhe dá pistas sobre o que é importante para ele. Portanto, permita que seus alunos conversem com você. Você ficará surpreso de ver quantas coisas seus alunos têm a lhe ensinar. Comunicação é essencial e quanto mais ouvimos, mais nos desenvolvemos, tanto o professor quanto o aluno 6. Utilize histórias para transitar de uma atividade para outra   A aula de música possui muitos momentos focados na apreciação, criação, performance (fazer musical). Quando utilizamos uma pequena história para ligar as atividades, o contexto se torna mais significativo para a criança e é isso que buscamos: que a criança vivencie fortemente a proposta, para que realmente tudo faça sentido para ela. Jesus ensinava através de parábolas (histórias) para que as pessoas entendessem o que ele queria ensinar. Ele conseguia manter a atenção de uma multidão por longas horas, justamente por ele era um excelente contador de histórias. Quando aprimoramos nossas técnicas para contar histórias, estamos ampliando consideravelmente nosso poder de comunicação com nossos alunos. Todos podemos contar uma história de uma forma interessante. Novamente, tudo depende de treino, conhecimento prático, observar bons contadores e escolher uma história que você goste.   Veja uma proposta prática  Histórias do Folclore - CLIQUE AQUI   Mais algumas dicas: Quanto menor é a criança, mais importantes são os recursos visuais, sejam fantoches, dedoches, bichinhos de pelúcia, um objeto sonoro, bolinhas de sabão,etc. A criança bem pequena, ainda está construindo seu repertório de imagens. Por serem concretos, estes objetos promovem uma maior interação da criança com a história proposta. Muitas vezes, eu utilizo imagens reais e percebo que as crianças também demonstram interesse. Procure balancear, nem só figuras reais, nem só fantoches. Muitas vezes também, eu retiro todo o apoio visual e utilizo apenas a expressão de gestos, de mãos e funciona muito bem! Veja o exemplo abaixo Sr. José e Sr. Mané - CLIQUE AQUI Caixas surpresas com os objetos que aparecem na história são muito interessantes e criam momentos de suspense e mais emoção à história, contribuindo também para que a criança memorize a sequência dos fatos da narrativa. Conte histórias que você goste que te faça se sentir confortável e entusiasmado. Escolha narrativas na qual você se identifique de alguma forma. Não se esqueça da expressão gestual. Já dizia o famoso historiador e antropólogo Luís da Câmara Cascudo: “Com as mãos amarradas não há criatura vivente para contar uma história”. Seja expressivo tanto nos gestos, quanto na sua expressão vocal ao contar histórias para as crianças. Tente imaginar a situação, como é a vida e o sentimento deste personagem e dramatize, para que a criança se envolva, possa entender e a narrativa faça ainda mais sentido.   Vídeo: O Tambor do Tom - CLIQUE AQUI   7. Utilize jogos musicais na sua aula   Crianças demonstram muito interesse por desafios. Obviamente, estas propostas precisam trazer um certo grau de dificuldade, porém não podem ser impossíveis de concluir. Como saber qual proposta utilizar? Estudando sobre desenvolvimento infantil e conhecendo de perto seus alunos.   Segue um exemplo de Jogo Musical - CLIQUE AQUI Vejam quantos conceitos foram aprendidos através de um jogo (vídeo acima) e de uma história *(O tambor do Tom).  É o lúdico que encanta os alunos e os mobiliza a aprender.   8. De vez em quando, ministre sua aula fora da sala de aula     Que tal variar o espaço das suas aulas? Algumas vezes, acho interessante ministrar a aula em um ambiente diferente. Veja o passo a passo de um Caça ao Tesouro Musical que fiz com meus alunos na semana da criança. Foi um sucesso!   Caça ao Tesouro - CLIQUE AQUI 9. Não abandone as técnicas básicas de oratória Já diz o famoso livro: O corpo fala Pierre Weil e Roland Tompakow - “Não é apenas sua boca que fala, mas sim suas ações, expressões e movimentos. Sua expressão corporal é tão ou mais importante do que o que suas palavras”. Faça contato visual com seus alunos. Não importa se é um aluno particular, ou uma sala com 100 alunos, faça contato visual com todos, pois isso nos aproxima.   Evite ficar de braços cruzados, mãos no bolso. Evite também uma postura de arrogante, de “sabe tudo”. Use as emoções de acordo com a situação. Se você está contanto uma história triste, demonstre este sentimento através da sua voz, sua expressão corporal, seus gestos. Se é um momento alegre, demonstre isso também. Não tenha pressa. Respeite o ritmo dos seus alunos. Deixe-os aproveitar cada experiência e observe a resposta deles. Se perceber que estão entediados, não force, mude a proposta. Respire pausadamente durante seu discurso, durante a história, por exemplo. Não fale rápido demais, nem tão devagar.   10. Faça cursos de especialização  Apesar de estar muitos anos atuando na sala de aula, eu sempre estou fazendo cursos, lendo bons livros e invisto em materias que fazem toda a diferença nas minhas aulas. Aliás, sempre estou refletindo no meu planejamento, sobre o que posso melhorar. Sim, nasce um professor, nasce um aprendiz. Os cursos que faço, que me deixam mais satisfeitas, são aqueles que aliam a teoria à prática, que me fazem refletir, pensar e me fazem perceber que eu ainda tenho muito o que aprender e isso é maravilhoso! Para sua formação continuada, busque cursos que falem sobre desenvolvimento infantil, com embasamento teórico das atividades práticas, que trabalhem dentro das propostas ativas da educação. Isso te trará um aprofundamento muito superior e te fará um profissional de alta performance.   Caso você tenha interesse, tenho cursos online que atendem o mundo inteiro: cursos de 4h, 20h e 120 horas - CLIQUE AQUI.  Em cada um deles você receberá os vídeos com o passo a passo das propostas, o embasamento teórico de cada atividade, apostilas para impressão, as músicas em MP3 e Certificado. Se tiver dúvida, me chame no whatsapp: 11 97647-6562 Também tenho cursos presenciais. Consulte nossa agenda - CLIQUE AQUI Espero que tenham gostado das minhas dicas!!! Existem outros artigos, publicações e videos, basta acessar e conferir! Quero te convidar a participar de um dos meus Grupos de Estudos!  É gratuito e você receberá todas as notícias da página em primeira mão, além de brindes exclusivos. Quer saber como? Me adicione no whatsapp: 11 97647-6562   Até a próxima,   Débora Munhoz Barboni www.cantinhodamusica.com.br  


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Publicado em: 18/08/2019

Trabalhando o Folclore na Educação Infantil

Dia 22 de agosto, é o DIA DO FOLCLORE !!! Mais uma oportunidade que nós educadores temos para apresentar e trabalhar com nossos alunos,  a cultura  do nosso país. Ampliar o repertório cultural das crianças é tão importante, que é vista pela BNCC como uma das 10 competências fundamentais para o desenvolvimento integral dos nosso alunos.   1. O que a BNCC diz Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.   2. O que os alunos precisam desenvolver (desde a Educação Infantil até o fim do Ensino Médio)  - Fruição: vivenciar sua identidade, comunidade e cultura e demonstrar sentimento de pertencimento, por meio de experiências artísticas e explorando relações entre culturas, sociedades e as artes. - Expressão: expressar sentimentos, ideias, histórias e experiências por meio das artes. Documentar, compartilhar e analisar obras criativas. - Investigação e identidade cultural: reconhecer e discutir o significado de eventos e manifestações culturais e da influência da cultura na formação de grupos e identidades. - Consciência multicultural: desenvolver senso de identidade individual e cultural e demonstrar curiosidade, compreensão e respeito com diferentes culturas e visões de mundo.  - Respeito à diversidade cultural: experimentar diferentes vivências culturais e compreender a importância de valorizar identidades, tradições, manifestações, trocas e colaborações culturais diversas. - Mediação da diversidade cultural: reconhecer os desafios e benefícios de se viver e trabalhar em sociedades culturalmente diversas e explorar novas formas de reconciliar valores e perspectivas culturais diferentes ao abordar desafios em comum.   No dicionário, folclore é o conjunto de tradições e manifestações populares constituído por lendas, mitos, provérbios, danças e costumes que são passados de geração em geração. A palavra tem origem no inglês, em que "folclore" significa sabedoria popular. É importante salientar, que o folclore deve ser trabalhado o ano inteiro nas aulas de música, porque oferecem diversas possibilidades de interação e brincadeiras. Muitos, porém acreditam que é um trabalho que se resume às lendas.  Trabalhar com o folclore envolve música, danças, instrumentos musicais, parlendas, etc.   Cada família conhece músicas, brincadeiras que passaram de geração em geração, ou seja, são elementos da sua própria cultura. Por isso, é interessante fazer um projeto que a família possa contribuir enviando materiais relevantes, pois tudo isso torna o folclore mais concreto para a vida real da criança e não um tema distante e chato. Estes costumes que aconteceram e que ocorrem até hoje determinam os aspectos culturais da cultura brasileira.   Se pensarmos que o Brasil apresenta aspectos culturais que variam de região a região, vamos concluir que é impossível fazer um rico projeto voltado ao folclore, apenas em agosto. Trabalhar as manifestações culturais envolve também outras competências propostas pela BNCC, como conhecimento, pensamento científico, crítico e criativo, empatia, trabalho em equipe, etc.   Na Educação Infantil precisamos trabalhar os conteúdos escolhidos levando em conta as necessidades e interesses da faixa etária. Por isso, é muito interessante trabalhar nas aulas de música brincadeiras cantadas e cantigas de roda. São propostas que passam de geração em geração porque são fáceis de memorizar, geralmente contam pequenas historinhas, desenvolvem a oralidade, trabalham movimentos e interações. Muitas trazem para a sala de aula, uma carga afetiva positiva, pois os pais e avós muitas vezes cantam essas músicas para as crianças. Precisamos ter em mente, que na educação infantil, a criança se expressa por meio de seu corpo. Quando ela canta, bate palmas, bate os pés, brinca de roda, arrasta o corpo imitando um animal, ela está utilizando o seu corpo para trabalhar os aspectos psicomotores (emocionais, cognitivos e motores), fundamentais para seu desenvolvimento integral.   Através das brincadeiras cantadas, parlendas, brincos, histórias cantadas do folclore, as crianças desenvolver a oralidade e os aspectos psicomotores fundamentais para o seu desenvolvimento integral. Não podemos nos esquecer, que a criança tem direitos: Conhecer-se, expressar, explorar, brincar, participar, conviver. O folclore, com sua riqueza de interações e brincadeiras, nos ajuda a garantir estes direitos em nossas aulas com nossos alunos.     Uma forma  eficiente de trabalhar o folclore, é através de parlendas. Seguem alguns exemplos: 1. Dedo mindinho, Seu Vizinho, Pai de Todos, Fura Bolo, Mata Piolho  2. Roda, roda na mãozinha, para achar o coelhinho...vai subindo, vai subindo...achou!!!  3. Amanhã é domingo, pé de cachimbo, o cachimbo é de barro, bate no jarro, o jarro é de ouro, bate no touro, o touro é valente, bate na gente, a gente é fraca, caí no buraco, o buraco é funcho, acabou-se o mundo 4. 1, 2 feijão com arroz, 3, 4 feijões no prato, 5, 6 falar em inglês, 7, 8 comer biscoito, 9, 10 comer pastéis. Histórias utilizando dedinhos são simples, porém muito ricas para esta faixa etária, pois possuem um enredo com começo, meio e fim, tem compreensão bem fácil, trabalha a musicalidade da nossa fala com rimas, melodias ,permite  que a criança memorize e conte a narrativa utilizando os gestos, que é o precursor da fala. Logo, brincando a criança amplia seu vocabulário de uma forma natural, amplia sua concentração, além de ampliar seu contato afetivo com o contador, que pode ser o pai, a mãe, o avô, a babá, a professora, etc. Muitas vezes queremos estimular as crianças com muitos brinquedos, porém temos que levar em conta que para a criança menos é mais. O importante é fornecer o estímulo adequado, de acordo com os interesses e necessidades da criança pequena. Se prepare para repetir muitas vezes a mesma história, pois a criança gosta de ouvir e pede para contarmos muitas vezes. Repetir histórias, proporciona novas vivências e permite com que ela entenda o todo com uma dimensão especial. Antes de começar, crie um clima para o momento. Desligue celular, TV e dedique um tempo exclusivo para a criança. Você se surpreenderá ao ver depois da contação de histórias, a mesma criança recontando para suas bonecas e para seus amiguinhos. As histórias de mãos têm essas vantagens:  São fáceis de memorizar Só precisam de mãos Podem ser contadas em qualquer lugar Auxiliam o pensamento da criança na medida que ela interage seguindo a narrativa com os gestos Segue um exemplo de história de mãos do nosso folclore: Seu José e Seu Mané - CLIQUE AQUI Pom, pom, pom - CLIQUE AQUI   Muitas canções folclóricas são Histórias Cantadas. Vejam alguns exemplos e técnicas para trabalhá-las:   Seu Lobato - CLIQUE AQUI   Música com sinos - CLIQUE AQUI    História para integrar diversas propostas do folclore - CLIQUE AQUI   Existem várias possibilidades de repertório folclórico para a sala de aula para trabalharmos os elementos rítmicos com percussão corporal ou instrumentos musicais. Segue abaixo uma proposta:   Lá no pântano - CLIQUE AQUI   De olhos vermelhos - CLIQUE AQUI   3. Lendas Brasileiras Saci Pererê - Lendas Brasileiras ( Elaine Octaviani e Thais Aquino) - CLIQUE AQUI Boi Bumbá - Lendas Brasileiras ( Elaine Octaviani e Thais Aquino) - CLIQUE AQUI Atividades Musicais Folclóricas - Lendas Brasileiras ( Elaine Octaviani e Thais Aquino) - CLIQUE AQUI Trabalhar o folclore é resgatar, fazer chegar para as crianças este rico repertório de brincadeiras de rodas, festas, folguedos, parlendas, que são formas de expressão cultural e atividades educativas que possibilitam inúmeras propostas de trabalho musical para serem desenvolvidas.  Termino com a frase de Iris Costa Novaes, em seu livro “Brincando de roda”: “Em face das atuais condições de vida nas quais se torna cada vez mais difícil o brinquedo das crianças em grupo, cabe ao professor divulgar os brinquedos de roda folclóricos de nossa terra, mantendo viva uma tradição que pouco a pouco se extingue”. 4. Faça cursos de especialização  Apesar de estar muitos anos atuando na sala de aula, eu sempre estou fazendo cursos, lendo bons livros e invisto em materias que fazem toda a diferença nas minhas aulas. Aliás, sempre estou refletindo no meu planejamento, sobre o que posso melhorar. Sim, nasce um professor, nasce um aprendiz. Os cursos que faço, que me deixam mais satisfeitas, são aqueles que aliam a teoria à prática, que me fazem refletir, pensar e me fazem perceber que eu ainda tenho muito o que aprender e isso é maravilhoso! Para sua formação continuada, busque cursos que falem sobre desenvolvimento infantil, com embasamento teórico das atividades práticas, que trabalhem dentro das propostas ativas da educação. Isso te trará um aprofundamento muito superior e te fará um profissional de alta performance.   Caso você tenha interesse, tenho cursos online que atendem o mundo inteiro: cursos de 4h, 20h e 120 horas - CLIQUE AQUI. Em cada um deles você receberá os vídeos com o passo a passo das propostas, o embasamento teórico de cada atividade, apostilas para impressão, as músicas em MP3 e Certificado. Se tiver dúvida, me chame no whatsapp: 11 97647-6562 Também tenho cursos presenciais. Consulte nossa agenda - CLIQUE AQUI Espero que tenham gostado das minhas dicas!!! Existem outros artigos, publicações e videos, basta acessar e conferir! Quero te convidar a participar de um dos meus Grupos de Estudos!  É gratuito e você receberá todas as notícias da página em primeira mão, além de brindes exclusivos. Quer saber como? Me adicione no whatsapp: 11 97647-6562   Até a próxima,   Débora Munhoz Barboni www.cantinhodamusica.com.br


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Publicado em: 17/08/2019

Estratégicas fundamentais para professores da Educação Infantil

Ser professor na Educação Infantil é sentir uma energia maravilhosa e pura que vem das crianças, que nos enxergam como mestres que sabem tudo. São crianças geralmente muito afetuosas, carinhosas, gostam de abraçar, beijar, fazer carinho no cabelo, etc. Costumam inclusive reproduzir a aula em casa, nas brincadeiras de faz-de-conta. Muitas famílias me relatam essa cena e eu fico muito feliz e grata, pois sou professora e isso demonstra que minha aula afetou a criança positivamente. Cada faixa etária tem seus desafios, suas especificidades, que devem ser levadas em conta, no momento de escolher as propostas, recursos, espaço, rotina, tempo de aula, etc.   Hoje quero compartilhar estratégias que podem te ajudar a interagir de forma mais satisfatória na Educação Infantil. Pegue seu caderninho para anotar:   1. A Rotina é fundamental  A rotina traz bem-estar e segurança para a criança. Essa rotina deve ter uma intencionalidade em cada ação, levando em conta o plano de aula preparado, a duração de tempo da aula, a faixa etária das crianças, etc. Nesta rotina, devem ter momentos onde a criança possa se expressar, se movimentar, explorar e brincar livremente. Também devem ter momentos onde a atenção e o silêncio são valorizados. Porém a criança só irá se concentrar, se a proposta estiver de acordo com os interesses dela. Essa organização, porém, não pode ser rígida, pois na educação infantil, é comum surgirem situações inusitadas. Planejamento, organização e flexibilidade são fundamentais!!!   2. Propostas de acolhida integram e trazem bem-estar  Sempre eu início minha aula com uma roda de canções. Neste momento, temos canções de acolhida, que utilizam gestos, socialização, elementos surpresas, etc.   Para saber Dicas de Repertório na prática - CLIQUE AQUI   3. Faça um aquecimento em pé para energizar  Na educação infantil, o lúdico é fundamental em todos os momentos. O prazer e a estratégia , que você sabe que seu aluno demonstra interesse, precisa permear todos os momentos de sua rotina. Para aquecer o corpo, as músicas com movimentos dirigidos ajudam a tornar tudo muito divertido!   Criança precisa de movimento, por isso, incluir propostas que estimulem os aspectos psicomotores são de suma importância, em todas as faixas etárias e principalmente na educação infantil. Segue uma proposta com a paródia: “Preste Atenção” (Débora Munhoz Barboni), que está no meu CD - Canções para Brincar vol.1 ( faixa 8 ). Para adquirir o CD - Canções para Brincar - vol.1 com esta canção – CLIQUE AQUI   As propostas foram enviadas pelas professoras Josiane Silva Reiner, Daila Cristina Gauche Martins. Vejam que a mesma música sugere várias brincadeiras diferentes      "Preste Atenção" - Coreografia - CLIQUE AQUI      "Preste Atenção" - com Caixa - CLIQUE AQUI     4. Novamente: Criança é movimento  Brincadeiras em roda sempre fazem parte da minha rotina de aula, que são propostas ligadas ao movimento e representações. Quando utilizamos estas atividades nas aulas, estamos indo ao encontro das necessidades e interesses da criança, que é brincar, interagir e se movimentar. Sendo assim, ela terá foco e atenção nas atividades, terá prazer em repetir e assim, estará consolidando sua aprendizagem de forma prazerosa. Explorando seu corpo, através de movimentos, a criança é capaz de vivenciar os elementos musicais como ritmo, andamento, pulso, dentre outras habilidades essenciais para a prática musical, contribuindo para o desenvolvimento psicomotor da criança, o que a auxiliará quando for utilizar e tocar um instrumento musical no futuro. Através de atividades coletivas, a criança vai formando sua identidade, aprende a se relacionar e a cooperar com os demais. Brincadeiras de roda com cantigas do folclore, por exemplo, são atividades que promovem um grande estímulo no cérebro, pois necessitam de diferentes coordenações. É necessário cantar, dançar, sincronizar o movimento para a roda girar no andamento adequado, prestar atenção nos comandos sugeridos durante a canção, além da parceria entre todos os amigos que estão brincando e se socializando. Desta forma, a criança exercita sua criatividade e imaginação, sua desinibição e aprende também a respeitar as regras do jogo e a cooperar, além de apresentar à criança valores culturais do seu meio. Vejam uma proposta na prática. A música se chama: “Vai Começar“ (Debora Munhoz Barboni) , faixa 1 e está no meu CD - Vai Começar vol.1. Proposta maravilhosa realizada pelas professoras Josiane Silva Reiner, Daila Cristina Gauche Martins.  Essa atividade é muito interessanre para ligar uma atividade de movimento com uma história. Observem que a música pede para as crianças terminarem a canção, sentadas, o que prepara/conduz para o momento da história. Para adquirir o CD - Vai Começar vol.1 com esta canção – CLIQUE AQUI      "Vai Começar" - em Roda - CLIQUE AQUI      "Vai Começar" - com Bambolês - CLIQUE AQUI    Segue outra opção para crianças das séries iniciais do fundamental (2 a 3 anos)    "Vai Começar" - crianças de 2 a 3 anos - CLIQUE AQUI   Obs.: Vejam que a mesma música foi utilizada em diferentes faixas etárias, porém com estratégias diferentes.    5. A importância do cuidar e educar Até pouco tempo atrás, a Educação Infantil era vista como um ambiente assistencialista, ou seja, um lugar onde as crianças eram alimentadas, tinham a rotina de sono, banho, etc. Hoje com os avanços da Neurociência, sabemos cientificamente que a Educação Infantil é considerada uma das etapas mais importantes da vida escolar do seu humano. Tudo que a criança desta faixa etária vivência, fará toda a diferença no adulto que ela será no futuro. Portanto, o cuidado hoje não se resume apenas no sentido assistencialista (que é fundamental). O cuidar faz referência ao olhar observador do professor que conhece seu aluno e prepara as propostas cuidadosamente de acordo com os interesses e necessidades desta criança, para que ela tenha vontade de interagir. É o cuidado que temos ao escolher os materiais , repertório, preparar o espaço, etc para que assim possamos proporcionar um ambiente de aprendizagem , onde a criança possa ser educada, brincando, interagindo, alimentando sua mente.   6. Utilize histórias para transitar de uma atividade para outra A aula de música possui muitos momentos focados na apreciação, criação, performance (fazer musical). Quando utilizamos uma pequena história para ligar as atividades, o contexto se torna mais significativo para a criança e é isso que buscamos: que a criança vivencie fortemente a proposta, para que realmente tudo faça sentido para ela   Segue um exemplo de História Cantada. Para assitir,  CLIQUE AQUI   Para adquirir o CD - Canções para Brincar - vol.1 com esta canção – CLIQUE AQUI 7. Atenção e Concentração Crianças na educação infantil são agitadas por natureza. Quanto menor ela é, menor sua concentração, principalmente em momentos dirigidos. Portanto, quando perceber que seu aluno se desconcentrou, ao invés de gritar, trabalhe com uma canção ou brincadeira com elementos surpresa. Exemplo: "Atenção, concentração, vamos agora falar o nome de instrumento..." Veja um exemplo neste video da Musicalização Divertida - CLIQUE AQUI     8. Inclua no final da aula, um momento de relaxamento   Momentos de relaxamentos desaceleram, trazem bem-estar e ajuda a criança em seu autoconhecimento. Pode ser uma história de mãos, uma canção que sugere movimentos relaxantes, yoga, um relaxamento guiado pelo professor com música de fundo, etc. 9. Faça cursos de especialização  Apesar de estar muitos anos atuando na sala de aula, eu sempre estou fazendo cursos, lendo bons livros e invisto em materias que fazem toda a diferença nas minhas aulas. Aliás, sempre estou refletindo no meu planejamento, sobre o que posso melhorar. Sim, nasce um professor, nasce um aprendiz. Os cursos que faço, que me deixam mais satisfeitas, são aqueles que aliam a teoria à prática, que me fazem refletir, pensar e me fazem perceber que eu ainda tenho muito o que aprender e isso é maravilhoso! Para sua formação continuada, busque cursos que falem sobre desenvolvimento infantil, com embasamento teórico das atividades práticas, que trabalhem dentro das propostas ativas da educação. Isso te trará um aprofundamento muito superior e te fará um profissional de alta performance.   Caso você tenha interesse, tenho cursos online que atendem o mundo inteiro: cursos de 4h, 20h e 120 horas - CLIQUE AQUI. Em cada um deles você receberá os vídeos com o passo a passo das propostas, o embasamento teórico de cada atividade, apostilas para impressão, as músicas em MP3 e Certificado. Se tiver dúvida, me chame no whatsapp: 11 97647-6562 Também tenho cursos presenciais. Consulte nossa agenda - CLIQUE AQUI Espero que tenham gostado das minhas dicas!!! Existem outros artigos, publicações e videos, basta acessar e conferir! Quero te convidar a participar de um dos meus Grupos de Estudos!  É gratuito e você receberá todas as notícias da página em primeira mão, além de brindes exclusivos. Quer saber como? Me adicione no whatsapp: 11 97647-6562   Até a próxima,   Débora Munhoz Barboni www.cantinhodamusica.com.br  


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Publicado em: 30/07/2019

10 ​Dicas para novos professores de música

10 Dicas para novos professores de música   O artigo de hoje foi escrito para você, que é um novo professor de música e está cheio de dúvidas. Lembro do meu primeiro dia de aula com as crianças. Era uma mistura de alegria, ansiedade e nervoso. Resolvi compartilhar com você, dicas que eu gostaria de ter aprendido naquela época, quando comecei a dar aula para as crianças.  1. Planejamento e organização são extremamente importantes  Sim! Quanto mais você se organizar para este dia, menos problemas terá. Pense na faixa etária, escolha as atividades cuidadosamente, organize os materiais e antes de sair para a escola confira tudo novamente. Chegue antes do horário para organizar os materiais, os instrumentos, enfim, reflita sobre os materiais que serão utilizados e prepare o espaço com cuidado. Se for utilizar um CD, recomendo que já o grave na sequência da aula que planejou. Assim você não terá que ficar interrompendo a aula para trocar de CD. Se vai tocar um instrumento que precisa estar afinado, teste o mesmo antes da aula começar. É como diz um famoso ditado: “Sua disciplina é sua liberdade”      2. Seja flexível  Apesar do planejamento ser fundamental, se prepare para imprevistos. A atividade que você achou que seria perfeita, pode não dar certo. É importante que você tenha “cartas na manga”, ou seja, leve sempre mais propostas do que normalmente voce daria em sua aula, assim, caso haja qualquer imprevisto, o mesmo será facilmente contornado e/ou substituido por outra proposta. Apesar de certos comportamentos, interesses e necessidades geralmente serem típicos de cada faixa etária, cada criança tem suas singularidades. A flexibilidade surge naturalmente, conforme você estuda e pratica com seus alunos. É como dirigir! Lembro que quando comecei a dirigir, parecia que seria impossível eu conversar e dirigir, pois eu tinha que pensar em cada comando. Hoje é tão fácil! Repetição e reforço sempre ajudam, por isso, não desista se nos primeiros dias lhe parece difícil ter essa flexibilidade. É a prática do dia-a-dia que irá produzir em voce essa desenvoltura e naturalidade.   3. Sua postura conta muito!  Já vi professores que eram muito competentes, porém tinham uma postura muito carrancuda! Já deixavam as crianças amedrontadas ao entrarem na sala pelo simples motivo de estarem de “cara fechada”. Sorria para seus alunos desde o primeiro momento! Eles se sentirão felizes e você também! Durante a aula, demonstre uma postura firme e positiva, incentivando e valorizando o lado bom de cada aluno.   4. Estude sobre desenvolvimento infantil  Quando começamos a dar aula, queremos colecionar atividades. Isso é muito legal e importante, mas porque essa proposta é importante para seu aluno? Aquela atividade fará alguma diferença na vida dele, seja nos aspectos motores, cognitivos ou afetivos? Para ser um educador de alta performance, você precisa saber quem é seu aluno, as necessidades e interesses da faixa etária que ele pertence. Estudar sobre desenvolvimento infantil, te levará a outro patamar, sem dúvida, tanto para planejar, quanto para executar aulas de qualidade.   5. Segure a ansiedade  Um dos maiores desafios para mim, naquela época quando comecei, era segurar a ansiedade. Quando iniciei as aulas de piano da minha filha, por exemplo, queria ensinar “o caminho das pedras”, queria ser objetiva. Porém o tempo me ensinou, que o que é “caminho das pedras” para mim, pode não ser para ela. Que cada criança é singular. É preciso ter muita repetição variando as abordagens, paciência para ensinar e aprender. Gosto muito da frase clássica de Rubem Alves:  “Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe contaria sobre os instrumentos que fazem a música. Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes.” É preciso encantar, cativar e isso não acontece quando estamos ansiosos, e com pressa para ensinar. Por isso, mais uma vez, planejamento e flexibilidade é fundamental.   6. Escute e faça perguntas  Este é outro desafio que no começo, para mim, foi difícil: deixar o aluno descobrir as repostas, permitir que ele interaja, vivencie e construa suas próprias percepções. A criança só terá essa oportunidade, se nós permitirmos que ela experimente sem pré-conceitos, nos diversos campos de experiência. Por isso, escute seus alunos e faça perguntas ao invés de dar respostas prontas. Deixe a criança ser a protagonista de sua aprendizagem. Lembre-se dos 6 direitos de aprendizagem que ela possui pela BNCC: Conhecer-se, Expressar, Brincar, Participar, Explorar, Conviver.   7. Saiba: Crianças fazem barulho, se movimentam bastante e isso é normal!  Lembro das minhas primeiras aulas e dos meus pensamentos. Eu preparava a aula com todo carinho e as crianças começavam a interagir com o assunto conversando. Aquilo me frustrava, porque eu achava que a criança aprendia quando estava quietinha, me observando. O tempo me ensinou que é justamente ao contrário. Criança aprende através do seu corpo, através do movimento. Podemos sensibiliza-la ao conteúdo que queremos ensinar através de uma história, por exemplo. A aula não pode ser quietinha o tempo todo. A criança precisa ser a protagonista, que interage, que vivencia, que questiona e que percebe que através das suas indagações receberá respostas. E assim, se tornará uma pessoa com pensamento científico, crítico e criativo. Ela é a estrela e nós professores, mediadores de sua aprendizagem.   8. O professor deve ser o mediador  A BNCC reforça a visão da criança como protagonista em todos os contextos que ela faz parte: ela não apenas interage, mas cria e modifica a cultura e a sociedade. Parte-se do pressuposto de que a criança aprende por meio das experiências vividas no contexto escolar. O papel do professor é ser o mediador, que planeja com cuidado os espaços, materiais, propostas que vão captar a atenção do seu aluno para que ele alimente sua mente, e construa sua aprendizagem.   9. Pesquise, pesquise, pesquise  Quando comecei a dar aulas, em 1999, não tinha a facilidade de hoje para conseguir ter acesso a materiais de musicalização. Atualmente, basta digitar no google: “Atividades de Musicalização” e você terá acesso a muito material para estudar. Isso é bom e ruim. O lado bom é que você pode aprender muitas atividades desta forma. A parte ruim, é você se tornar um colecionador de atividades, sem um plano de ensino. Uma aula que faz diferença na vida das crianças, faz parte de um plano de ensino, onde cada atividade possui conteúdos a serem trabalhados, com objetivos de aprendizagem, respeitando os direitos de aprendizagem da criança. Por isso, tenha bom senso, mas vá além. Como ir além? Veja o último e próximo tópico   10. Faça cursos de especialização  Apesar de estar muitos anos atuando na sala de aula, eu sempre estou fazendo cursos, lendo bons livros e invisto em materias que fazem toda a diferença nas minhas aulas. Aliás, sempre estou refletindo no meu planejamento, sobre o que posso melhorar. Sim, nasce um professor, nasce um aprendiz. Os cursos que faço, que me deixam mais satisfeitas, são aqueles que aliam a teoria à prática, que me fazem refletir, pensar e me fazem perceber que eu ainda tenho muito o que aprender e isso é maravilhoso! Para sua formação continuada, busque cursos que falem sobre desenvolvimento infantil, com embasamento teórico das atividades práticas, que trabalhem dentro das propostas ativas da educação. Isso te trará um aprofundamento muito superior e te fará um profissional de alta performance.   Caso você tenha interesse, tenho cursos online que atendem o mundo inteiro: cursos de 4h, 20h e 120 horas - CLIQUE AQUI. Em cada um deles você receberá os vídeos com o passo a passo das propostas, o embasamento teórico de cada atividade, apostilas para impressão, as músicas em MP3 e Certificado. Se tiver dúvida, me chame no whatsapp: 11 97647-6562 Também tenho cursos presenciais. Consulte nossa agenda - CLIQUE AQUI Boa sorte para você neste primeiro ano! Não desista! E venha visitar este site sempre quando precisar! Aqui vocês encontrarão artigos, vídeos práticos, etc.   Quer participar de um dos meus grupos de estudos gratuitos? Me adicione no whatsapp: 11 97647-6562   Até a próxima,   Débora Munhoz Barboni www.cantinhodamusica.com.br  


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