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Publicado em: 02/02/2019

8 DICAS PARA VOCÊ PLANEJAR UMA AULA ENCANTADORA

8 DICAS PARA VOCÊ PLANEJAR UMA AULA ENCANTADORA PARA SEUS ALUNOS, NA VOLTA ÁS AULAS   As férias estão chegando ao fim e em breve estaremos de volta com nossos alunos. A adaptação escolar é um período muito importante e fundamental.   Para quem não sabe, quando falamos de adaptação escolar, estamos citando o período em que a criança tem para integrar-se à escola. Para que a adaptação aconteça com sucesso, ela precisa acostumar-se com o ambiente educativo, socializar-se com os professores e colegas de classe e a rotina escolar.   Meus colegas de trabalho costumam dizer que seria bom se tivesse aula de música todos os dias na fase de adaptação, porque realmente a música é uma linguagem que quando utilizada com as técnicas corretas, tem o poder de trazer alegria, entusiasmo e de levar o aluno a querer participar, se integrar e aprender.   Quero compartilhar algumas dicas simples, porém fundamentais para você aplicar na sua prática pedagógica e que fará toda a diferença na motivação de seus alunos. Seguem também alguns vídeos com propostas práticas para aplicação nestes primeiros dias de aula.     1. Planejamento e Organização  Tudo começa no planejamento e reflexão. Existem algumas perguntas relevantes para nortear, clarear o pensamento e ações no momento de planejar: Quem são meus alunos? Eles possuem vivência escolar? Quais são os interesses e necessidades desta faixa etária? Como é o espaço físico onde acontecerá essa aula? Planejar envolve pesquisar, levantar os conteúdos que se quer trabalhar para preparar o material de ensino, levando em conta uma pergunta fundamental: Quais recursos terei disponível? A partir destas informações, escreva no papel as propostas, estratégias que irá utilizar para trabalhar os conteúdos, de acordo com os interesses de seus alunos. Nestes primeiros dias, o foco principal é prender a atenção das crianças, trazer bem-estar e trazer socialização entre todos (professor/aluno; entre os alunos) Então não se esqueça  DICA 1: Planejar é preciso! Tenha clareza em suas ações.     2. Organize os Materiais       A partir do planejamento e após a reflexão nos pontos citados, organize os materiais com cuidado, levando em conta a faixa etária das crianças.    Os bebês por exemplo, costumam explorar objetos com a boca, então é importante não levar nada que possa causar um acidente. Além dos materiais, se prepare para a aula. Se irá ministrar uma história, estude-a. Se for ensinar uma canção nova, memorize-a.   Um dia antes da aula, já deixe tudo organizado, para não correr risco de esquecer materiais. Como é desagradável preparar uma proposta e perceber no momento da aula que esqueceu um item fundamental para trabalhar a atividade! Por isso, organizar com calma os materiais, irá facilitar sua vida.   Chegue bem antes no horário marcado (pelo menos 1 hora antes, no primeiro dia). Organize os materiais na sala com cuidado, prepare o ambiente com capricho e cuidado estético. Este processo é um ato educativo que gera bem-estar psicológico para a criança e segurança por parte do professor, que ao iniciar sua aula, sabe que tudo está “sob controle”   "O espaço é visto como terceiro educador, como algo que, também, educa as crianças que o habitam. A fim de agir como educador esse ambiente necessita de flexibilidade, deve passar por modificações frequentes com a intenção de permanecer atualizado e sensível aos direitos das crianças de serem personagens principais na construção de seus conhecimentos. Um espaço vivo, um espaço repleto de paixão e entusiasmo, um espaço onde o educador pensa e interage sobre o ambiente de modo a imprimir ainda mais qualidade ao seu trabalho e à aprendizagem das crianças." Fabiane Vitiello  Convidei a maravilhosa professora Lucimara Lima para dar suas dicas para a volta ás aulas! Assistam o vídeo!           CLIQUE AQUI – Ateliê de Vivencias Musicais KALIMANI           Então, coloque em prática nossa  DICA 2:  Organize-se com calma! A  DICA 3 é importante, porém pouco utilizada! 3. Prepare sua voz, faça um Aquecimento Vocal   A voz é uma das maiores ferramentas do professor. Cuidar dela, é um investimento que fará toda a diferença em sua qualidade de vida e consequentemente, nas suas aulas. Quando eu fico rouca, sinto mais dificuldade em ministrar a aula e despertar o interesse dos meus alunos.       Segue um artigo que escrevi em parceria com a professora de canto Andrea Costalima, com hábitos de cuidado com a voz e vídeo com aquecimento fácil, porém eficiente para começar o dia com a voz preparada e para evitar lesões. CLIQUE AQUI – Artigo sobre Aquecimento Vocal Vídeo prático de aquecimento vocal:  CLIQUE AQUI – Vídeo sobre Aquecimento Vocal     Que tal praticar a  DICA 3  neste ano? Não se esqueça: Prepare sua voz!     4. A postura do Professor     Você planejou sua aula com cuidado, levando em conta os interesses e necessidades de seus alunos, escolheu e organizou os materiais cuidadosamente, aqueceu sua voz, bebeu água, e agora as crianças estão chegando em sua sala para aprender. Haja com bom humor! Precisamos nos esforçar para nos tornarmos intensa e emocionalmente envolvidos com nossos alunos. Isso fará toda a diferença na motivação deles. É como diz a frase:   “Crianças aprendem mais, quando percebem que o professor gosta delas”- Gordon Nelfeld   Costumo receber as crianças com uma música instrumental alegre, como por exemplo: “Primavera - As Quatro Estações de Vivaldi”. Com as crianças bem pequenas, fazer bolinhas de sabão enquanto elas entram espantam muitos chorinhos de crianças que estão com saudades dos familiares.   Cumprimentar os alunos e cantar uma canção de acolhida, pode fazer toda a diferença para trazer afetividade para este momento. Segue um exemplo de proposta feita pela professora Angélica Carvalho, do Colégio Vida Ativa. A atividade pode ser em pé ou sentado com a canção: “Seja bem-vindo amiguinho” do meu CD - Vai começar – vol. 1. CLIQUE AQUI: Assista o vídeo no facebook     Para adquirir este CD com esta canção, clique aqui: CD – VAI COMEÇAR - vol.1 ou adquira meu curso online (as propostas acompanham as canções), neste link:    CLIQUE AQUI – CURSO ONLINE     Outras sugestões práticas (Atividades de Socialização)    CLIQUE AQUI – O Gato TOM     CLIQUE AQUI – Atividade rítmica com graduação de estímulos     Vamos relembrar da DICA 4 ? Tenha bom humor! Faça contato visual! Escolha as palavras cuidadosamente! Observação: A mesma canção pode ser utilizada de diversas formas. Com crianças menores ou mais reservadas, muitas vezes cantar a canção acompanhadas de instrumentos musicais, pode surtir mais efeito do que iniciar a primeira aula, com uma brincadeira de roda, de mãos dadas, sugerindo um contato físico maior que as vezes ainda não é o momento.   Observe constantemente as atitudes, ações e atenção de seus alunos e altere seu estilo com regularidade, de acordo com a situação.   Nossa  DICA 5  será sobre a importância do professor ter flexibilidade! Muitas vezes planejamos a aula, porém algo pode sair errado. Isso costuma acontecer principalmente com as salas com bebês, onde os primeiros dias de aula são acompanhados de muito chorinho. Por isso, existem algumas estratégias simples para captar a atenção, curiosidade e trazer a calma das crianças novamente para o conteúdo.   5. Seja flexível Perceba a linguagem corporal dos seus alunos. Se você planejou uma canção de acolhida, porém muitas crianças entraram chorando na sala por causa da adaptação, mude a proposta. É um bom momento por exemplo, de trazer uma canção ou brincadeira conhecida. Gosto de geralmente trazer elementos surpresas para despertar a curiosidade e a atenção.   Uma proposta que faz o maior sucesso com as crianças, é a canção: “Caixa Surpresa” que também está no meu CD - Vai Começar vol. 1. Ela atrai a atenção desde bebês a crianças maiores e por ser uma canção que integra músicas conhecidas, traz boas memórias e recordações. Sempre insiro essa canção na volta ás aulas porque ela faz a criança se sentir em um território seguro, conhecido e que trará confiança e alegria entre vocês. O vídeo enviado pela professora Keila Lima, aconteceu na Creche Medalha Milagrosa e encantou os bebês.     CLIQUE AQUI – Vídeo Caixa Surpresa com bebês Vejam que a mesma canção pode ser utilizada com outras estratégias, como foi feito com a professora Rosangela Lambert, do Colégio Salesiano Santa Teresinha, no vídeo abaixo:     CLIQUE AQUI – Vídeo Caixa Surpresa com alunos maiores     Para adquirir este CD com esta canção, clique aqui: CD – VAI COMEÇAR - vol.1 ou adquira meu curso online (as propostas acompanham as canções), neste link:    CLIQUE AQUI – CURSO ONLINE   Então vamos revisar: DICA 5: Utilize atividades com elementos surpresa, de preferência com canções, brincadeiras que as crianças já conhecem. Trazer elementos conhecidos, inspira confiança, facilita o contato e a cooperação. Porém para despertar a curiosidade, sugiro que o professor leve também propostas inéditas!   6. Traga uma Atividade Inédita   Após utilizar uma proposta conhecida pelas crianças com elementos surpresas, é hora de despertar ainda mais a atenção do aluno com uma atividade. Acho muito interessante trabalhar neste momento com uma história interativa. Jesus ensinava através de histórias. Este é um grande indício de como essa ferramenta é poderosa para transferir conhecimento, para comunicar conteúdo de forma relevante. Histórias trazem identificação. Quanto mais a história estiver próxima da realidade das crianças, mais forte será o interesse.  Algumas dicas para utilizar histórias na aula de música: Escolha histórias que tenha um tema interessante para seus alunos Associe os principais fatos com objetos e ações Destaque fatos através da música Trabalhe com elementos surpresas Deixe que a criança participe e interaja com o conto em alguns momentos Sensibilize através da dramatização Utilize sua voz e linguagem corporal de acordo com as cenas da história  Vamos vivenciar na prática, uma história cantada que criei, chamada: “O patinho e o passarinho”.              CLIQUE AQUI – A História do Patinho e do Passarinho Obs.: Essa canção oferece muitos desdobramentos. Conforme a faixa etária dos alunos, os desafios musicais podem ser explorados, como por exemplo, as crianças podem escolher um personagem e cada um dramatizar a história conforme o conto for acontecendo. Outros podem escolher sonorizar a história com objetos sonoros, com a voz e sons corporais. É o momento de deixar que seus alunos possam criar e serem protagonistas de sua própria aprendizagem. Novamente: Tudo dependerá da faixa etária, dos interesses e necessidades de seus alunos.   Então, não se esqueça: Leve para seus alunos propostas inéditas.   Se você quer se aprimorar na arte da musicalização e contação de histórias, não deixe de adquirir um dos meus cursos online do Cantinho da Música. Ele acompanha as canções, embasamento teórico e muito mais. Para saber mais CLIQUE AQUI (o Cantinho da Musica possui cursos de 4, 20 e 120 horas)   Dúvidas? Me adicione no WhatsApp: (11) 97647 6562 A DICA 7, é sobre a reflexão da construção das propostas escolhidas para a aula   7. Reflexão na construção das propostas escolhidas   Após muitas propostas interativas, que maximizaram a afetividade, o envolvimento e bem-estar, é hora de desacelerar...   Um relaxamento tem o poder de trazer as crianças a calma. O “pulo do gato”, é trazer uma proposta que faça link com a proposta anterior, pois essa atitude trará mais envolvimento.          CLIQUE AQUI – Relaxamento com Passarinho        Para revisar, nossa DICA 7 foi: Faça um relaxamento antes da aula terminar! 8. Incentive seus Alunos   Termine a aula pontuando com os alunos, a dedicação, o esforço e a participação de cada um. Reafirme o valor de seus alunos!   DICAS EXTRAS: Registre pontos que você achar relevante   Para aprimorar, é preciso refletir, ponderar e pensar. Algumas vezes você poderá se frustrar ao ver que a mesma atividade que fez o maior sucesso em uma sala, não foi tão interessante em outra. Tudo na vida é aprendizado. Refletir sobre as ações, estratégias escolhidas, método escolhido, etc, fará você desenvolver- se com muito mais clareza. Neste registro você perceberá que a flexibilidade também é sua melhor amiga, pois quando falamos de crianças, imprevistos sempre aparecem. Acima de tudo, não se cobre demais. Ser professor, é ser um eterno aprendiz e quanto mais você estudar e praticar com seus alunos, mas fácil será lidar com os imprevistos que podem surgir.   Espero que tenha gostado do artigo e que ele te ajude para que a adaptação com seus alunos seja um sucesso. Compartilhe nos grupos do whatsapp para ajudar seus amigos e auxiliar na divulgação e incentivo do meu trabalho.   Quer participar da minha lista VIP? Se cadastre e ganhe um e-book exclusivo – CLIQUE AQUI   Participe de um dos meus grupos do whatsapp. Nestes grupos, você receberá brindes inéditos, trocaremos informações e conteúdos e você poderá receber em primeira mão, todas as notícias do Cantinho da Música.   Me adicione no whatsapp para mais informações: (11) 97647 6562  Até a próxima, Prof. Débora Munhoz Barboni    


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Publicado em: 06/10/2018

Caça ao Tesouro Musical (passo-a-passo)

Caça ao Tesouro Musical Na semana da criança, na aula de música, gosto de planejar algo diferente para sair da rotina, que seja divertido e que trabalhe elementos musicais, canções e brincadeiras de uma forma lúdica. Neste ano, para a Educação Infantil, decidi criar um “Caça ao Tesouro” musical. Para preparar um caça ao tesouro você precisa refletir sobre os interesses de seus alunos, o espaço que você tem disponível, os materiais que serão necessários, as pistas que irão levar as crianças ao grande prêmio e o que será o tesouro. Tudo deve ser planejado com antecedência para que as crianças se divirtam e para que a aventura neste jogo seja um sucesso.  Tenha em mente que na caça ao tesouro, as crianças precisam encontrar o tesouro e, para isso, vão precisar decifrar pistas. Essas pistas podem ser mais fáceis ou difíceis conforme a faixa etária e devem ser interativas, para captar a atenção da criança do começo ao fim. Como sou professora de música, foquei as pistas e tarefas em elementos musicais simples, porém do conhecimento do universo dos meus alunos nas aulas e do interesse deles.   Um ponto muito importante a ser levado em conta, é o espaço físico que você tem disponível para fazer o caça ao tesouro. Em quais locais você deixará as pistas? Onde estará o tesouro? No meu caso, no colégio que eu trabalho, temos uma fazendinha para as crianças, que tem uma lagoa cheia de bichinhos. É uma paisagem que "alimenta os olhos" de tão linda!!! Então pensei em fazer o fechamento do encontro do tesouro neste lugar maravilhoso.    Vou compartilhar as propostas e pistas que escolhi para levar as crianças ao tesouro, mas não se esqueça: minha intenção aqui não é passar “receita de bolo”. Leve em conta os interesses de seus alunos, o ambiente, materiais que você tem disponível, propostas que tenham sentido para seus alunos e crie sua caça ao tesouro.   As crianças foram recebidas pelo fantoche “Aninha” que disse que aquela era uma semana muito especial (semana das crianças) e que um pirata tinha deixado um tesouro de presente para as crianças em algum lugar do colégio. Os convites: (fechado e aberto) Após a leitura do convite, as crianças aceitaram o desafio de encontrar o tesouro. Para isso teriam que encarar desafios (pistas) até chegar ao tesouro. Através destas pistas e tarefas, os jogadores avançam de esconderijo em esconderijo, até o encontro final com o tesouro.     O formato escolhido para levar as crianças ao tesouro, foram pistas. Cada pista foi a figura de um instrumento musical que as crianças já conheciam das aulas de música. Após mostrar a pista, toquei um tambor para que eles relembrassem o nome e o timbre do instrumento. A missão era se guiar pela direção do som de outro tambor que seria tocado em um local que nos levaria a outra pista. Enquanto fomos procurar pelo som do instrumento musical, uma auxiliar foi até o local seguinte que iríamos e começou a tocar o tambor. Quanto mais perto do local onde estava a próxima pista, mais forte era o som do instrumento musical que eles tinham que encontrar (neste caso, o tambor).   Ao adivinharem o local da próxima pista, as crianças encontram um espaço que preparei e onde eles tinham que cumprir uma tarefa: identificar canções tocadas no xilofone e acompanhar tocando os chocalhos de tampinhas. Após cumprirem a primeira tarefa, receberam a outra pista: encontrar o som do triângulo que estava tocando no próximo local onde estaria a próxima pista. Vejam o próximo espaço que preparei para as crianças neste terceiro momento: Utilizei um fantoche de sapo que conversou com as crianças e disse que o pirata tinha entregado a pista do próximo local (cada vez mais próximo do tesouro), porém antes ele queria contar sua história e gostaria que as crianças participassem. Vejam a história interativa que utilizei: Obs.: Se no caça ao tesouro tiverem muitas crianças, sugiro que ao invés de entregar as clavas para as crianças, o professor toque as clavas e peça para as crianças baterem palmas. Após mais uma tarefa cumprida, uma nova missão: Identificar o som do chocalho de metal! Após caminharem até o som do instrumento, encontraram mais um espaço planejado com a temática “passarinhos”. Deixei muitos instrumentos variados no chão para que eles escolhessem e tocassem livremente, com a canção: “Dois passarinhos”. Vejam a proposta aqui: Clique na forto a assista o Video - Dois Passarinhos   Próximo desafio: Encontrar o som do pandeiro! Após encontrarem o som do pandeiro (caminho sonoro), chegamos no espaço com a temática: fundo do mar! Avisei as crianças que o tesouro estava pertíssimo, que aquele era o último desafio! Piratas passam muito tempo em alto mar e por isso a última tarefa estava naquele espaço que fazia referência ao mar.   Muitos materiais que fazem timbres que nos remetem ás ondas do mar foram utilizados, além de bolinha de guizos. Trabalhamos a canção “Peixinhos lá do mar” (faz parte do meu curso online de 20 horas) e criamos uma paisagem sonora com os recursos que foram disponibilizados.  Cenário do fundo do mar: Conchinhas no fundo do mar:   Após muitas brincadeiras, canções e experiências com os sons e instrumentos musicais, avisei as crianças que o grande momento havia chegado. Para trazer um ambiente de suspense, liguei a música do tema do filme de Indiana Jones e caminhamos ao momento mais esperado: a descoberta do tesouro!!!  https://www.youtube.com/watch?v=-bTpp8PQSog  Utilizamos uma caixa bem bonita, para chamar a atenção das crianças, afinal de contas, elas batalharam muito por este momento! Avisei que o pirata tinha deixado muitos presentes dentro da caixa. O primeiro deles, era um livro! Sim, um livro é um grande tesouro que nos ensina muitas coisas e nos faz viajar para muitos lugares através da imaginação! Quem tem um livro, tem um tesouro nas mãos e por isso temos que cuidar dele com respeito e carinho.   O livro escolhido para a hora do conto, foi o Sapo Bocarrão - Keith Faulkner   https://www.saraiva.com.br/o-sapo-bocarrao-368129.html   Após a hora do conto, avisei as crianças que haviam mais tesouros: O pirata e o sapo bocarrão haviam deixado um convite para que todos participassem de uma grande festa e todos ganhariam lanternas e fitilhos para dançarem. Neste momento, sugiro que o professor escolha músicas que as crianças gostem muito para que possam dançar bem animadas!   Após muitas danças, o fantoche de pirata pode aparecer para conversar com as crianças e parabenizá-las pelo dia das crianças!!!! Brincando as crianças vivenciaram muitas canções, histórias, timbres, o nome de muitos instrumentos musicais e perceberam o quanto o espírito de equipe /cooperação é importante! As crianças se divertiram muito e eu também!!!   É muito interessante fazer propostas que fujam da rotina nestas datas especiais!!!   DICAS EXTRAS:   A idade das crianças é o fator que mais influencia na duração de um caça ao tesouro.  Como as crianças partipantes da caça ao tesouro tinham idade entre 3 a 6 anos, a duração das propostas foi por volta de 45minutos a 1 hora. Com crianças de 2 anos, este tempo pode ser ainda menor; Utilizem nas pistas, instrumentos musicais que as crianças já tenham explorado anteriormente para facilitar o reconhecimento dos timbres. Mesmo assim, sugiro que relembre com as crianças qual é o instrumento musical, tocando para eles; Escolha instrumentos que façam um som forte. Eu escolhi triângulo, chocalho de metal, tambor, pandeiro e no final, na chegada ao tesouro, para trazer ainda mais encantamento, utilizamos o carrilhão; Antes de encarar o caminho para a chegada ao novo esconderijo, diga as crianças que é importante fazer muito silêncio para ouvir o som do instrumento solicitado. Detsa forma trabalharemos a importância do silêncio para uma escuta ativa Fale com entusiasmo para que as crianças embarquem na aventura com alegria; Deixe tudo organizado para evitar contratempos desnecessários; Para cantar as canções das propostas, utilizei um rádio portátil que facilitou muito o processo, devido a sua mobilidade (caixa de som com correia e bateria recarregável). Espero que tenham gostado da dica!!! Me mandem notícias se fizerem essa proposta! Esse caça ao tesouro pode ser utilizado no Dia das Crianças, Dia do Livro ou qualquer aula que você queira inovar com seus alunos! Dá trabalho, mas vale muito a pena! Me mandem notícias da proposta, se fizerem... E se você quer ampliar seu repertório na sala de aula, quero te convidar a conhecer meu curso online de 20 horas!!!   CONHEÇA MEU CURSO ONLINE "MUSICALIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL"- 20 HORAS Seguem informações sobre um dos meus cursos online. Você pode começar a estudar hoje mesmo e levar muitas novidades e recursos inovadores para seus alunos.  Curso On-Line do Cantinho da Música (20 horas):   - 100% online - Planejamento e organização de aulas (passo-a-passo) - Como musicalizar, educar e brincar em uma única ação? Prática de repertório e vídeos de muitas propostas - Jogos e brincadeiras na educação infantil - Módulo especial com estratégias e recursos funcionais que facilitarão o processo com crianças agitadas - Histórias cantadas, sonorizadas e dramatizadas - Teatro na aula de música - Desenvolvimento psicomotor na aula de música - Pesquisa sonora - Práticas instrumentais - Brincadeiras cantadas - Canções em MP3 - Apostila para impressão - Embasamento teórico de cada proposta - Acompanhamento e tira dúvidas via whatsapp - Certificado de 20 horas - Acesso à plataforma por 90 dias Dúvidas? Me adicione no whatsapp (11) 976476562   Para mais informações, clique aqui: CURSO ONLINE  -  Cantinho da Música    Sobre a autora: Débora Munhoz Barboni, leciona como professora de música desde 1999.  Atualmente trabalha no Colégio Visconde de Porto Seguro em São Paulo e na pós-graduação de Educação Musical, chamada CENSUPEG. Possui formação acadêmica em Piano, Artes e, Pós-Graduação em Educação Infantil e Psicopedagogia. Deu entrevistas para a revistas como: Pais&Filhos e Iberian Neurocience, além de escrever artigos para Nestlé e sites como Pediatra Online. Ministra diversas palestras e cursos de formação para professores da educação infantil e fundamental I (sempre abordando a temática da importância musical no desenvolvimento integral da criança desde cedo). Possui uma página no Facebook, um site próprio e um canal no YouTube chamados “Cantinho da Música” e cursos online. É autora de materiais sobre Musicalização infantil: CD-Vai começar 1, CD-Brincando e Aprendendo com a Música vol. 1 e 2, CD-Canções para Brincar, Guia Prático com músicas, partituras e orientação didáticas.    


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Publicado em: 19/08/2018

Aumentando o potencial das crianças através das brincadeiras cantadas

Aumentando o potencial das crianças através das brincadeiras cantadas   Pensar em criança, é pensar em movimento. Tudo é motivo para mexer o corpinho. Tudo tem que virar brincadeira para ser divertido. Como dizia o poeta Carlos Drummond de Andrade: “Brincar com a criança não é perder tempo, é ganhá-lo”. Nada é mais encantador para a criança do que brincar. Através desta linguagem ela se expressa, demonstra seus interesses, necessidades e se mobiliza para aprender e se desenvolver. Pensar em criança, também nos leva pensar em aprendizagem, pois a capacidade de aprender é muito maior quando somos bem jovens. Com os estudos avançados da Neurociência, hoje temos informações seguras, que a fase dos 0 a 6 anos são de extrema importância para o desenvolvimento infantil. É a fase de estruturação do Sistema Nervoso, onde comportamentos são aprendidos e consolidados.  As pesquisas mostram que a genética é importante, mas o ambiente no qual o indivíduo está inserido e suas interações, também contribuem e muito, nas habilidades e nos comportamentos que desenvolverá para seu futuro. Em uma entrevista à Revista Pais e Filhos, a neurocientista Elvira Souza Lima explica: “Música é a atividade artística mais completa. Pode ser um instrumento, palmas marcando um ritmo, um canto ou uma dança: o estímulo que vem com o aprendizado musical é mais completo do que ler e escrever. A música é campeã em ativar redes neuronais no cérebro. Uma criança que começa antes dos 7 anos a estudar música tem maiores possibilidades de os lados esquerdo e direito do cérebro se comunicarem melhor, desenvolvendo a atividade do pensamento”.  As crianças desde bem pequenas, demonstram um interesse natural pela música. De maneira geral, expressam suas emoções com maior facilidade através das canções do que pelas palavras. Mas para que a criança possa usufruir dos benefícios que a música oferece, é importante que seja oferecido a ela um repertório de canções e brincadeiras específicas à faixa etária, além de um espaço seguro e arejado, material sonoro rico e ao mesmo tempo, próprio para ser manipulado. Esse processo musical na primeira infância é chamado de musicalização infantil, que são propostas que tem como objetivo principal, contribuir com o desenvolvimento global da criança, onde ela terá a oportunidade de vivenciar a linguagem musical através de brincadeiras, jogos musicais, em um espaço de sensibilização, construindo seu próprio conhecimento, através de práticas e reflexões musicais. O objetivo principal do trabalho com a música na Educação Infantil, não é formar músicos, mas oferecer ferramentas que colaborem no desenvolvimento da criança de forma integral. Alguns acreditam que uma boa aula de música na primeira infância, tem que ter basicamente instrumentos musicais. Obviamente, oferecemos objetos e instrumentos sonoros nas aulas, mas essa é uma parte da aula. É importante que a criança tenha a oportunidade de vivenciar a música em suas diversas formas, seja cantando, dançando, dramatizando e se movimentando. Uma das atividades que sem dúvida mais interessam e mais promovem a aprendizagem nas aulas de música, são as brincadeiras cantadas, que são atividades ligadas ao movimento e representações. Quando utilizamos estas atividades nas aulas, estamos indo ao encontro das necessidades e interesses da criança, que é brincar e se movimentar. Sendo assim, ela terá foco e atenção nas atividades, terá prazer em repetir e assim, estará consolidando sua aprendizagem de forma prazerosa. Explorando seu corpo, através de movimentos, a criança é capaz de vivenciar os elementos musicais como ritmo, andamento, pulso, dentre outras habilidades essenciais para prática musical, contribuindo para o desenvolvimento psicomotor da criança, o que a auxiliará quando for utilizar e tocar um instrumento musical no futuro. Através de atividades coletivas, a criança vai formando sua identidade, aprende a se relacionar e a cooperar com os demais. Brincadeiras de roda com cantigas do folclore, por exemplo, são atividades que promovem um grande estímulo no cérebro, pois necessitam de diferentes coordenações. É necessário cantar, dançar, sincronizar o movimento para a roda girar no andamento adequado, prestar atenção nos comandos sugeridos durante a canção, além da parceria entre todos os amigos que estão brincando e se socializando. Desta forma, a criança exercita sua criatividade e imaginação, sua desinibição e aprende também a respeitar as regras do jogo e a cooperar, além de apresentar á criança valores culturais do seu meio. Como afirmavam duas grandes referências da educação musical Emile Jaques Dalcroze (1865-1950) e Carl Orff (1895-1982), a música deve ser aprendida pela prática e vivência corporal. Em seus métodos, eles sempre afirmaram que é através dos movimentos, interagindo em grupo, através de uma escuta ativa, que as crianças percebem a melodia, o fraseado, o ritmo e a forma da música, formando a chamada consciência rítmica, o que ajudará a criança no futuro a ser um adulto com facilidade para perceber e executar ritmos musicais. Quando vemos crianças brincando de roda, cantando e se divertindo, podemos ter a certeza também, que estão vivenciando a música de forma integrada, além de ser uma ferramenta poderosa para o professor identificar as facilidades e dificuldades de cada aluno e assim, poder estimular de forma adequada. A música é poderosa, envolvente e acima de tudo, deixa memórias boas e inesquecíveis. Quem não se lembra de sua infância brincando de roda? As memórias geralmente são tão positivas, que geralmente são as músicas que cantamos para nossos filhos quando são pequenos, para brincar com eles. Como pais, desejamos que nossos filhos se desenvolvam, mas acima de tudo queremos que cresçam felizes e com boas recordações em relação a sua infância. A vida é feita de momentos. Por isso devemos estar atentos as vivências que estamos oferecendo a nossas crianças. As brincadeiras cantadas são, sem dúvida, uma forma acessível, barata e poderosa para deixar memórias cheias de risos e divertimentos a seu filho, além de contribuir para que ele se desenvolva de forma plena e feliz. Não é toa que essas canções existem á centenas de anos, ultrapassando diversas gerações. É cultura, é aprendizado, é diversão!!!   Quer ficar sabendo de todas as NOTÍCIAS em primeira mão?!!! Se cadastre em nossa lista de email: https://www.cantinhodamusica.com.br/newsletters/cadastro Gostaria de aprender mais?!   Então acesse AGORA e confira nossos CURSOS ONLINE! CURSO ONLINE 1: + de 300 propostas - Musicalização Infantil e Técnica de Contação de histárias de 2 a 10 anos CURSO ONLINE 2: Musicalização na Educação Infantil   Sobre a autora: Débora Munhoz Barboni, leciona como professora de música desde 1999.  Atualmente trabalha no Colégio Visconde de Porto Seguro em São Paulo. Possui formação em piano, formação acadêmica em Artes e, Pós-Graduação em Educação Infantil e Psicopedagogia. Deu entrevistas para a revistas como: Pais&Filhos e Iberian Neurocience, além de escrever artigos para Nestlé e sites como Pediatra Online. Ministra diversas palestras e cursos de formação para professores da educação infantil e fundamental I (sempre abordando a temática da importância musical no desenvolvimento integral da criança desde cedo). Possui uma página no Facebook, um site próprio e um canal no YouTube chamados “Cantinho da Música” e cursos online. É autora de materiais sobre Musicalização infantil: CD-Vai começar 1, CD-Brincando e Aprendendo com a Música vol. 1 e 2, CD-Canções para Brincar, Guia Prático com músicas, partituras e orientação didáticas.


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Publicado em: 11/05/2018

​A IMPORTÂNCIA DA MÚSICA PARA A FORMAÇÃO INTEGRAL DA CRIANÇA NA PRIMEIRA INFÂNCIA

A IMPORTÂNCIA DA MÚSICA PARA A FORMAÇÃO INTEGRAL DA CRIANÇA NA PRIMEIRA INFÂNCIA A história da humanidade nos mostra que a música começa juntamente com a história do homem. Desde a pré-história, é bem provável que o homem observava os sons da natureza, dos animais e os imitava, buscando se comunicar e produzir atividades que se baseassem na organização dos sons. Existem registros de instrumentos musicais feitos 40.000 A.C, como a flauta de Divje Babe feita com um osso de animal e descoberta em uma caverna na Eslovênia. O homem já tentava criar suas próprias melodias e ritmos já na pré-história. Conforme dados antropológicos, as primeiras músicas foram utilizadas em rituais como nascimento, festas de casamento, funerais, rituais religiosos, etc. A música expandiu-se ao longo dos anos e atualmente, não há conhecimento de alguma civilização que não tenha sua própria música. A especialista argentina especializada em psicopedagógia musical Violeta Gainza (1988, p.22) destaca: “A música e o som, enquanto energia, estimulam o movimento interno e externo do homem; impulsionando a ação e promovendo nele uma multiplicidade de condutas de diferentes qualidades e graus”. A música se tornou uma linguagem universal que une as pessoas, que faz parte da identidade cultural de cada povo, uma forma de comunicar, de celebrar, é capaz de influenciar nossas emoções, imprimir fatos em nossa memória, nossos pensamentos e nos trazer sensações de bem-estar. O famoso filósofo da Grécia Antiga, Platão, em sua obra “República” disse: “Deixem-me compor as músicas de um país e não me preocuparei com quem faça suas leis”. Isso demonstra o quanto em sua visão, ele considerava a música poderosa para influenciar a sociedade.  A verdade, é que sem dúvida a música que escutamos fala muito sobre quem somos. Há muito tempo, pesquisadores estudam sobre a influência da música nas atividades cerebrais. Estudos comprovados, como a pesquisa realizada pela Universidade de Vermont nos EUA provaram que as crianças que estudavam música desde a infância apresentaram ganhos positivos e duradouros em relação ao desenvolvimento cerebral. Os estudos afirmaram que estudar música melhora as funções executivas do cérebro, responsáveis por habilidades como memória, controle de atenção, organização e planejamento do futuro. Isso acontece porque praticar música, como tocar um instrumento musical, envolve foco e disciplina, além de utilizar a coordenação das mãos, senso rítmico, estímulo visual e auditivo.  A música também ativa o neurotransmissor do prazer no cérebro, a dopamina. Isso ajuda a explicar porque a música sempre fez parte da vida das pessoas e é muito utilizada em festas, em filmes e pelo marketing. Além de contribuir para o bem-estar do ser humano, a música pode ajudar a melhorar o funcionamento do nosso cérebro, principalmente quando praticamos música com regularidade. A Neurociência comprova que o cérebro pode mudar sua própria estrutura, através dos pensamentos e atividades estimulantes. O cérebro é vulnerável às influências externas e pode ser exercitado como se fosse um músculo. O fato é que a música nos envolve em diversos níveis e através de sua prática, desenvolvemos habilidades motoras, cognitivas e linguísticas. Todos podem desenvolver a inteligência musical, desde que tenham contato com a música de forma agradável e pratique bastante. Isso foi comprovado pelo famoso psicólogo cognitivo educacional Howard Garden, em sua Teoria das Inteligências Multiplas. https://pt.wikipedia.org/wiki/Howard_Gardner A música pode fortalecer áreas importantes nos primeiros anos de vida, quando a neuroplasticidade (capacidade do cérebro de modificar sua estrutura e função através de experiências anteriores) é maior, mas é preciso salientar que a plasticidade continua na fase adulta. Nunca é tarde para praticar música. Ao aprender a tocar um instrumento musical por exemplo, estamos exercitando nossas habilidades mentais, refinando nossa capacidade de ouvir e desenvolvendo o controle motor fino, o que ajudará na firmeza de equilíbrio e na mobilidade. Ou seja, desenvolvendo essa nova habilidade, programaremos nosso cérebro para envelhecer em melhores condições. A música está acessível a todos, não importa a idade. Aliás, quanto antes começar, melhor. MÚSICA PARA ESTIMULAR AS HABILIDADES DA CRIANÇA As crianças desde bem pequenas, demonstram um interesse natural pela música. De maneira geral, expressam suas emoções com maior facilidade através da música do que pelas palavras. Através desta linguagem tão atraente, podemos utilizá-la como uma ferramenta poderosa para ampliação do desenvolvimento cognitivo, motor e emocional das crianças. O famoso epistemólogo suíço Jean Piaget em suas pesquisas sobre a construção do conhecimento pela criança, nos prova o quanto é necessário a afetividade para oferecer a energia e disposição para desejar aprender. Por outro lado, a inteligência fornece a estrutura da ação para a construção da aprendizagem. Ou seja, para que a criança queira aprender é necessário estar motivada, em um ambiente que favoreça seu desenvolvimento afetivo. A música geralmente atrai crianças de todas as idades, pois é uma linguagem que elas logo se identificam, visto que a partir do quinto mês de vida uterina, o bebê já entra em contato com o mundo sonoro e ao nascer, nos primeiros dias de vida, muitos já são acalentados e embalados ao som das cantigas de ninar, com grande carga de afeto ente o adulto e a criança. Edgar Willems, grande pioneiro da educação musical em sua metodologia, pontuava que o desenvolvimento da linguagem musical ocorre da mesma maneira que a linguagem materna. Todo conhecimento em seu método, deve partir da atividade prática, chegando à abstração do conhecimento teórico. Essas atividades têm como base a canção de todo o processo de manifestação musical. Antes de aprender a tocar um instrumento musical, é importante a prática musical do canto, pois quando cantamos, estamos desenvolvendo nossa percepção auditiva, nosso ouvido musical. De acordo com Elvira Drummond (2005) o canto é a mais completa forma de manifestação musical, visto que abraça os três elementos construtivos da linguagem: ritmo, melodia e harmonia. Segundo Willems, o ritmo está relacionado ao aspecto fisiológico do ser humano; a melodia ao afetivo e a harmonia, ao intelectual. Esse processo musical é chamado de musicalização infantil, que são propostas que tem como objetivo principal, contribuir com o desenvolvimento global da criança, onde ela terá a oportunidade de vivenciar a linguagem musical através de brincadeiras, jogos musicais, histórias,  em um espaço de sensibilização, onde ela poderá construir seu próprio conhecimento, através de práticas e reflexões musicais. A música globaliza naturalmente os aspectos do desenvolvimento infantil: afetivo/social, cognitivo/linguístico e psicomotor. Todos estes aspectos do desenvolvimento estão interligados e a aprendizagem só será possível se houver a maturação e organização neurológica. Para que isso aconteça, são necessários estímulos externos que são captados pelos nossos sentidos. Depois de transformados em impulsos eletroquímicos, os estímulos passam das células nervosas receptoras para o Sistema Nervoso Central, onde os impulsos são redirecionados para áreas distintas do cérebro, nas quais são decodificados e interpretados . Portanto, os estímulos externos que causam as chamadas percepções sensoriais são de extrema importância para o desenvolvimento, principalmente na infância. Quanto mais aprimorar suas percepções, mais estará desenvolvendo ampliando seu repertório de mundo e consequentemente,  a inteligência. Segundo Piaget: “a própria criança abre a porta para o mundo exterior”. Ou seja, conforme ela vai recebendo estímulos através de diversas experiência musicais, respeitando sempre os interesses e necessidades da criança, ela vai construindo seu conhecimento, de forma agradável. Ao proporcionar um espaço onde à criança possa se expressar e  interagir de forma lúdica, estaremos proporcionando condições para que a criança se sinta estimulada em querer se apropriar da linguagem musical. A música é um processo muito dinâmico porque envolve canto, audição, movimento, sons do corpo, melodia, ritmo, apreciação musical, ou seja, oferece muitas percepções sensoriais. Através de tantas atividades variadas, que oferecem estímulos com diferentes coordenações, estamos potencializando o desenvolvimento das crianças nas áreas afetivo-social, psicomotora e cognitivo- linguístico. Através de atividades coletivas, a criança vai formando sua identidade, aprende a se relacionar e a cooperar com os demais. Brincadeiras, rimas e cantigas de roda, por exemplo, são atividades que promovem um grande estímulo no cérebro, pois necessitam de diferentes coordenações. É necessário cantar, dançar, sincronizar o movimento para a roda girar no andamento adequado, prestar atenção nos comandos sugeridos durante a canção, além da parceria entre todos os amigos que estão brincando e se socializando. Desta forma, a criança exercita sua criatividade e imaginação, sua desinibição e aprende também a respeitar as regras do jogo e a cooperar, além de apresentar á criança valores culturais do seu meio. São atividades essenciais, inclusive para a aquisição da fala e preparam a criança para a escrita. A professora de música da Universidade Federal do Ceará, Elvira Drummond, destaca o espaço lúdico como propulsor da criação: “É, portanto, entre o real e o imaginário que o artista e a criança transitam em suas atividades, o que nos sugere o trocadilho: a arte é o brinquedo do artista e a brincadeira é a arte da criança”. As atividades de musicalização que exploram o universo sonoro também fazem parte da rotina, pois trabalham o foco, a atenção, a análise para os fenômenos sonoros, desenvolvendo a capacidade auditiva de analisar e selecionar sons diversos e contribuindo para o ajuste social da criança. Uma das estratégias são as histórias sonorizadas, onde podemos retratar sonoramente os ambientes familiares das crianças, como sons do campo, da praia, de instrumentos musicais, etc. O professor pode utilizar tanto a própria voz para fazer os sons, como também pode sonorizar com instrumentos musicais, objetos sonoros ou o próprio som do personagem previamente gravado em um cd. As crianças também podem fazer sonoplastia da história ou de uma canção, com os mesmos objetos, desenvolvendo assim a imaginação e pesquisa de diversos timbres (som que ouvimos) e através deste, os outros parâmetros da linguagem musical podem ser explorados em seguida, tornando para a criança o mundo sonoro rico e cheio de detalhes. A criança que ouve bem, terá facilidade para aprender em qualquer área e caso for aprender a tocar um instrumento musical, terá muito mais facilidade para entender uma partitura, pois já terá vivenciado as características próprias do som, através de brincadeiras e jogos musicais. O psicanalista e educador Rubens Alves sintetiza com maestria o que foi dito acima: “Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe contaria sobre os instrumentos que fazem a música. Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes".   MÚSICA PARA O DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR A neurocientista Viviane Louro,  em seu livro Fundamentos da aprendizagem musical da pessoa com deficiência afirma que: “Os princípios básicos da psicomotricidade estão implícitos em cada item da aprendizagem musical, seja teórica ou prática. Para que se possa tocar ao piano, serão necessárias firmes noções de espacialidade e temporalidade, bem como lateralizarão definida. Faltando qualquer desses pré-requisitos, o aluno enfrentará muitas dificuldades no aprendizado.” Nas aulas de musicalização, utilizando brincadeiras e canções próprias á faixa etária onde  o aluno terá a oportunidade de vivenciar o corpo corretamente, explorará o espaço ao redor, experimentará diferentes movimentos locomotores, o que contribuirá para o desenvolvimento natural das funções neuropsicomotoras. Instrumentos musicais também são muito utilizados nas aulas de música, seja em histórias onde estes são apresentados, trazidos pelos professores ou construídos por eles com materiais recicláveis, estimulando assim o interesse das crianças pelas pesquisas sonoras de diversos materiais e relacionando os princípios acústicos com os elementos fundamentais do som. Os mais utilizados na primeira infância, geralmente são os de pequena percussão (tambores, guizos, clavas, chocalhos...), pois são leves, fáceis de manusear e perfeitos para se trabalhar o desenvolvimento psicomotor. Essas atividades fazem com que a criança desenvolva sua habilidade motora e seu desenvolvimento rítmico, que tem papel fundamental na formação e equilíbrio do sistema nervoso. Ao praticar um movimento adaptado a um ritmo, a criança pratica diversas coordenações como dançar/cantar, cantar/fazer gestos, tocar/cantar, tocar/cantar/dançar, etc., desenvolvendo habilidades que auxiliarão a criança em diversas outras áreas, além da musical. É de extrema importância oferecer um currículo às crianças que tenha destaque em atividades que propiciem o desenvolvimento perceptivo-motor e sócio emocional como aspecto básico da linguagem nas diversas formas, pois com o avanço feminino sobre o mercado de trabalho, as crianças ficam cada vez mais cedo nas escolas e a família hoje, tem menos condições de suprir todas as necessidades da criança. A música pode ser considerada um agente facilitador do processo educacional. É essencial que o educador musical tenha  conhecimento dos princípios fundamentais da música como nível pedagógico e também estudo profundo sobre o desenvolvimento infantil, para que este possa oferecer a música de forma adequada, com graduação de estímulos, para beneficiar o bem-estar e o desenvolvimento dos alunos, inclusive para as crianças que possuem necessidades especiais. Portanto, as brincadeiras musicais são de suma importância para o desenvolvimento infantil e a partir das vivências musicais, o pensamento infantil vai se organizando e seu conhecimento vai se desenvolvendo. Por volta dos 4-5 anos, as crianças já são capazes de tocar arranjos mais elaborados, com divisão de naipes. Essa vivência é muito importante, pois ela aprende a esperar a sua vez, a vez do outro, tocar em grupo, se concentrar para tocar corretamente e vivenciam na prática, os elementos da linguagem musical que foram aprendidos anteriormente, através de brincadeiras e jogos musicais.   CONCLUSÕES FINAIS A educação musical comprovadamente traz muitos benefícios a longo prazo para a vida das pessoas, portanto é um elemento fundamental para um ser humano melhor, mais equilibrado em sua formação integral. De uma forma divertida, a criança desenvolverá diversas habilidades, auxiliará em sua desinibição e contribuirá para o aumento de sua sensibilidade e autoestima.  Acima de tudo, o eixo norteador da educação musical de qualidade, é desenvolver o gosto pela música, para que esta linguagem se torne companheira e amiga de todas as horas, aquela que se pode contar nos momentos mais difíceis e alegres do ser humano. É este o poder que a música tem!   REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:   NORMAN, Doidge. O cérebro que se transforma. Ed. Record, 2011 DRUMMOND, Elvira. A Tessitura estética dos Brinquedos cantados :Fortaleza, 1988 DRUMMOND, Elvira.  Colorindo sons: Fortaleza, 2005 ALMEIDA, Berenice de. Encontros musicais: São Paulo, 2009 BRITO, T. A Koellreutter Educador - O ser humano como objetivo da educação musical. São Paulo: Peirópolis, 2001 BRITO, T.A. Música na Educação Infantil: Propostas para a formação integral da criança. São Paulo: Peirópolis, 2003 BARRETO, Sidirley de Jesus. Psicomotricidade: educação e reeducação. 2. ed. Blumenau: Acadêmica, 2000. BRÉSCIA, Vera Lúcia Pessagno. Educação Musical: bases psicológicas e ação preventiva. São Paulo: Átomo, 2003. CAMPBELL, Linda; CAMPBELL, Bruce; DICKINSON, Dee . Ensino e Aprendizagem por meio das Inteligências Múltiplas. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2000. GAINZA, Violeta Hemsy de. Estudos de Psicopedagogia Musical. 3. ed. São Paulo: Summus, 1988. GARDNER, Howard. Inteligências Múltiplas: a teoria na prática. 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CURSO ONLINE 1: + de 300 propostas - Musicalização Infantil e Técnica de Contação de histárias de 2 a 10 anos CURSO ONLINE 2: Musicalização na Educação Infantil   Sobre a autora: Débora Munhoz Barboni, leciona como professora de música desde 1999.  Atualmente trabalha no Colégio Visconde de Porto Seguro em São Paulo. Possui formação acadêmica em Artes e, Pós-Graduação em Educação Infantil e Psicopedagogia. Deu entrevistas para a revistas como: Pais&Filhos e Iberian Neurocience, além de escrever artigos para Nestlé e sites como Pediatra Online. Ministra diversas palestras e cursos de formação para professores da educação infantil e fundamental I (sempre abordando a temática da importância musical no desenvolvimento integral da criança desde cedo). Possui uma página no Facebook, um site próprio e um canal no YouTube chamados “Cantinho da Música” e cursos online. É autora de materiais sobre Musicalização infantil: CD-Vai começar 1, CD-Brincando e Aprendendo com a Música vol. 1 e 2, CD-Canções para Brincar, Guia Prático com músicas, partituras e orientação didáticas.  


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