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Publicado em: 11/03/2022

BNCC e suas relações com a Abordagem Reggio Emilia

BNCC e suas relações com a abordagem Reggio Emilia A BNCC é um documento que oferece diretrizes e eixos fundamentais para o desenvolvimento do currículo e do planejamento escolar. Uma das fontes de inspiração da BNCC é a Abordagem Reggio Emilia que é considerada por muitos especialistas uma das melhores do mundo. Paulo Fochi, um dos organizadores da BNCC, é um grande estudioso e admirador da Abordagem Reggio Emilia, como podemos perceber neste artigo: https://desafiosdaed...-brasil-paulo-fochi/ Vamos entender primeiramente o que é a BNCC na Educação Infantil e Reggio Emilia.   BNCC   A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento obrigatório que deve ser utilizado por todo o Brasil. A BNCC não é currículo, mas nos mostra o que é fundamental ter em mente no momento de planejar as aulas e o currículo. É um documento que nos oferece estruturas que embasam a construção de um currículo, com foco nas necessidades, interesses da criança e ajuda o professor ter foco e intencionalidade pedagógica nas suas ações. Vamos revisar alguns elementos norteadores da BNCC na Educação Infantil:   Diretrizes - CUIDAR E EDUCAR Eixos Norteadores - Brincadeiras e interações Grupos:     Bebês - 0 a 1 ano e 6 meses    Crianças bem pequenas - 1 ano e 7 meses a 3 anos e 11  meses    Crianças pequenas - 4 anos a 5 anos e 11 meses   Não podemos nos esquecer que a BNCC orienta o professor a ajudar os alunos a desenvolverem não apenas competências cognitivas, mas também sócio emocionais.    Saiba mais: https://sae.digital/base-nacional-comum-curricular-competencias   Uma das habilidades emocionais mais importantes para serem desenvolvidas na Educação Infantil é ajudar a criança a desenvolver a resiliência emocional. É fundamental que a criança aprenda por exemplo, a lidar com a frustração, que faz parte da vida em diversos momentos. O planejamento precisa estar alinhado com estes elementos acima e também com os Campos de Experiências.   Existem 5 campos de experiências.   - O Eu, O outro e Nós: o foco maior está em ajudar a criança no desenvolvimento da identidade, respeito ao próximo, autonomia - Corpo, gestos e movimentos: o foco maior está no trabalho com a psicomotricidade, repertório corporal através do lúdico - Traços, sons, cores e formas: Desenvolvimento da sensibilidade, criatividade através das artes - Escuta, fala, pensamento e imaginação: Foco no trabalho no estimulo da comunicação, escuta ativa e linguagem - Espaço, tempo, quantidades, relações e transformações: Foco em atividades investigativas, que exploram a pesquisa, a observação, a investigação, a manipulação Estes campos não são caixinhas fechadas, estão integrados entre si, porém ao decidirmos o tema central e o campo de experiência que focaremos, nossa intencionalidade pedagógica se torna mais clara e focada. Nos campos de experiências, a criança é a protagonista de sua aprendizagem e o professor é o facilitador, o veículo mediador do processo que oferece experiências significativas dentro de um contexto forte, para que a criança possa vivenciar, desenvolver habilidades para a vida real e ter seus direitos de aprendizagens garantidos. Os direitos de aprendizagem das crianças são: Explorar, Participar, Conhecer-se, Conviver, Brincar, Expressar.   Saiba mais sobre os Campos de experiências e os direitos de aprendizagens neste link: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/#infantil/os-campos-de-experiencias   Abordagem Reggio Emilia   Reggio Emilia é uma cidade pequena localizada na Itália. Em 1991, ficou mundialmente conhecida pelo trabalho de excelência que era realizado na Educação Infantil e que começou após o fim da Segunda Guerra Mundial.   Como surgiu a Abordagem?   A criança é feita de cem - Loris Malaguzzi (1920-1994)   A criança tem cem mãos cem pensamentos cem modos de pensar de jogar e de falar. Cem sempre cem modos de escutar de maravilhar e de amar.   Loris Malaguzzi (1920-1994) era um professor universitário que morava na cidade vizinha e ficou sabendo que muitos pais que moravam em Reggio Emilia se organizavam para montar um espaço para deixarem seus filhos durante o trabalho. Eram pessoas visionárias que já viam potencial nas crianças, e gostariam que seus filhos tivessem acesso a uma rotina que ia além do nível assistencialista (cuidados com alimentação e higiene). Malaguzzi achou interessante a proposta inovadora para a época, que foi logo após o fim da Segunda Guerra Mundial. Ele então decidiu acompanhar o processo de desenvolvimento da escola bem de perto, com foco na construção social e política local, que estava devastada pós-guerra. A Escola Inovadora começou a ficar muito conhecida na cidade e passou a ter cada vez mais adesão por parte das famílias. Este espaço pensado no coletivo, ficava em uma pequena vila na Itália chamada Vila Cella. O nome da escola era " 25 de Abril". Malaguzzi era um grande estudioso da Psicologia e da Pedagogia do Desenvolvimento e por falar vários idiomas, foi capaz de ter acesso e estudar profundamente a obra de grandes teóricos  como Piaget, Vygotsky , Montessori , Irmãs Agazzi dentre outros, que colaboraram para sua visão inovadora na construção de uma proposta educacional na Educação Infantil daquela  época, com foco no trabalho coletivo e colaborativo entre os pais, professores e crianças no processo de bem-estar e aprendizagem na escola para transformar a sociedade pós guerra a partir das crianças que seriam o futuro da nação. A iniciativa deu tão certo que a abordagem se tornou referência mundial em educação infantil e hoje engloba 40% das escolas da cidade. A rede Reggio Children é composta de 13 creches e 21 pré-escolas.   Alguns princípios da abordagem: O que a criança precisa para se desenvolver?   - Bem-estar - Criança é vista como potente para criar, participar e ser protagonista de sua aprendizagem - Abordagem baseada na lógica das próprias linguagens das crianças ("cem linguagens") - Tarefa prioritária do professor baseada na escuta e o reconhecimento das múltiplas potencialidades de cada criança - Foco na experiência/ saber fazer/desenvolvimento de habilidades:   As crianças participam de “laboratórios do fazer”, que combinam as tradicionais linguagens gráficas, pictóricas e de manipulação, e também da psicomotricidade, ligadas ao movimento, comunicação verbal e não-verbal, as linguagens icônicas, o pensamento lógico, científico, natural, discussões éticas, e manejo de ferramentas multimídia, sempre objetivando que a criança aprende “com todo corpo”, de forma fluída e permanentemente integrada.   Reggio Emilia hoje...   Mais de 60 anos se passaram e hoje a Rede Reggio Emilia é considerada grande referência para escolas do mundo inteiro servindo de inspiração para a construção dos pressupostos teóricos práticos que estão na BNCC, como já vimos no início deste artigo.  Um dos pontos fundamentais da Abordagem Reggio Emilia que foi utilizado na BNCC é que Malaguzzi orientou que a abordagem utilizada no espaço escolar na Educação Infantil deve ser baseada na lógica das próprias linguagens das crianças, que expressam seus sentimentos, pensamentos e desejos. Por isso o professor precisa ser um observador de seus alunos, para conhecê-los melhor, além de também estudar sobre desenvolvimento infantil. A visão que o professor tem da criança também é muito importante. Tanto na BNCC quanto na Abordagem Reggio Emilia, a criança é vista com um ser humano potente, capaz e protagonista de sua aprendizagem na escola. O papel do professor é o de mediador. BNCC e a Abordagem Reggio Emilia A BNCC inspirada em Reggio Emilia, utiliza essa perspectiva a partir das crianças, seus direitos e suas cem linguagens. A forma que o aluno se comunica e se conecta para aprender e se desenvolver são informações muito importantes no momento de planejarmos um contexto forte para promover a aprendizagem. Outro ponto importante em Reggio Emilia e que também se faz presente na BNCC é a importância dos registros feitos pelos professores, crianças e famílias no ambiente escolar, com foco em acompanhar o processo de aprendizagem do aluno em suas experiências significativas. Essas observações colaboram para que o planejamento se torne mais direcionado, reflexivo, significativo e personalizado para o aluno, que é considerado protagonista de sua aprendizagem e muito potente, por isso tem direitos de aprendizagens ativos, onde aprende através da experiência, através das brincadeiras e interações. Estes pressupostos teóricos são diferentes dos tradicionais, onde o professor conduz o tempo inteiro as atividades. Por isso para muitos professores, planejar de acordo com as diretrizes, eixos, pressupostos da BNCC é ainda um grande desafio. Quanto mais nos aprofundamos nos estudos voltados a Primeira Infância, Desenvolvimento Infantil, Psicologia do Desenvolvimento, mais perceberemos o quanto a Abordagem Reggio Emilia e a BNCC podem ajudar o professor a construir um currículo, planos de aula realmente significativos e de acordo com a cultura da infância para promover a aprendizagem integral (aspectos emocionais, motores e cognitivos) das crianças da Educação Infantil. Quero recomendar alguns links, caso você professor, queira se aprofundar mais no assunto:   Site da educadora Katherine Stravogiannis, que é grande referência no conhecimento da abordagem Reggio Emilia no Brasil: https://pedagogiaeinfancia.com.br/   Livro: “As cem linguagens da criança"- Carolyn Edwards, Leila Gandini, George Forman, Maria Carmem Silveira Barbosa Livro: “Diálogos com Reggio Emilia: Escutar, investigar e aprender"- Carla Rinaldi, Vania Cury   BNCC: http://basenacionalc...nalcomum.mec.gov.br/ Reggio Emilia: https://www.reggioch...w.reggiochildren.it/   E você? Já ouviu falar da Abordagem Reggio Emilia? Já utiliza os pressupostos teóricos utilizados por essa abordagem e pela BNCC no seu planejamento e construção de currículo?   Escreva nos comentários...   Quero te convidar a conhecer meu Instagram profissional, onde compartilho dicas de professor para professor: @debora.cantinhodamusica CLIQUE AQUI para entrar no meu grupo do WhatsApp Abraços musicais, Prof. Debora Munhoz Barboni      


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Publicado em: 30/01/2022

Técnicas para captar a atenção das crianças através da música na volta às aulas

Técnicas para captar a atenção das crianças através da música na volta às aulas Os primeiros 10 dias de aula são muito importantes e podem fazer diferença no ano escolar inteiro. O professor de alta performance se prepara para este momento através do planejamento, organização, porém tendo sempre ciência que imprevistos acontecem e que algumas crianças podem demorar mais tempo para se adaptarem. O foco do professor na adaptação escolar é promover um ambiente onde o aluno se sinta acolhido e que relacionamentos entre professor/aluno e aluno/ aluno sejam desenvolvidos. O objetivo deste artigo é compartilhar técnicas que podem ajudar a tornar este período mais leve e dinâmico com técnicas de musicalização e gerenciamento de sala. A música sem dúvida tem o poder de captar a atenção dos alunos de uma forma lúdica, porém é necessário muito critério na escolha do repertório, que deve vir ao encontro das necessidades / interesses dos alunos, assim como a faixa etária e em que processo de adaptação as crianças se encontram. Existem algumas perguntas relevantes para nortear, clarear o pensamento e ações no momento de planejar: Quem são meus alunos? Eles possuem vivência escolar? Quais são os interesses e necessidades desta faixa etária? Como é o espaço físico onde acontecerá essa aula? Planejar envolve pesquisar, levantar os conteúdos que se quer trabalhar para preparar o material de ensino, levando em conta uma pergunta fundamental: Quais recursos terei disponíveis? É importante neste período o professor investir sua energia no que ele tem controle. Vamos refletir um pouco sobre este aspecto: O que temos controle neste momento? Nossos pensamentos Currículo Planejamento das aulas, organização dos materiais (interessantes para a faixa etária e que não ofereçam perigo) do espaço e da sala de aula A forma que nós iremos receber as crianças, de preferência através de uma postura acolhedora e afetuosa O tempo de antecedência que você chegará na escola (chegue bem antes para poder organizar tudo com calma, beber água, respirar e se acalmar para receber as crianças e os pais) O que não temos controle? Pais Colegas de trabalho Crianças Quando o professor tem estes pontos acima em mente, tudo fica mais leve, afinal, não temos o poder de controlar tudo. Por isso a frase abaixo, contextualiza ainda mais os pontos acima refletidos: "Se não puder fazer tudo, faça tudo o que puder" Existem algumas estratégias simples, porém funcionais, que podem facilitar a vida do professor desde o primeiro dia de aula, com foco no que temos controle. Por exemplo: Não temos controle sobre a mente dos nossos alunos, mas podemos trazer atividades com temáticas que a faixa etária gosta, com brincadeiras que promovem a socialização / a integração das crianças, manipular a sala de uma forma que desperte a curiosidade, etc. Existem músicas que são brincadeiras interativas para diversas faixas etárias. Começar a aula com um aquecimento cantado por exemplo, já traz energia, alegria e entusiasmo para a volta ás aulas. Vamos imaginar que você professor, planejou sua aula com cuidado, levando em conta os interesses, necessidades de seus alunos, escolheu / organizou os materiais cuidadosamente, aqueceu sua voz, bebeu água, e agora as crianças estão chegando em sua sala para aprender. Haja com bom humor! Precisamos nos esforçar para nos tornarmos intensa e emocionalmente envolvidos com nossos alunos. Isso fará toda a diferença na motivação deles. É como diz a frase: “Crianças aprendem mais, quando percebem que o professor gosta delas”- Gordon Nelfeld Cumprimentar e se despedir dos alunos com alegria, receber as crianças com uma música instrumental alegre, como por exemplo: “Primavera - As Quatro Estações de Vivaldi”, fazem toda a diferença no clima entre as pessoas da sala. Com as crianças bem pequenas, fazer bolinhas de sabão enquanto elas entram, espantam muitos chorinhos de crianças que estão com saudades dos familiares. Outra estratégia simples, que cria conexão, é quando chamamos nosso aluno pelo seu nome. Existem muitas brincadeiras cantadas que podemos utilizar para acolher as crianças e que trabalham o nome delas. É visível como os alunos ficam felizes quando na brincadeira seu nome é citado. É o que desejamos: fazer com que nossas crianças se sintam valorizadas e importantes. Os detalhes fazem a diferença. A BNCC sugere 2 caminhos para alcançarmos o coração das crianças neste período: As brincadeiras e as interações A música na escola pode ser divertida, dinâmica e utilizada inclusive para captar a atenção das crianças que estão distraídas. Alguns exemplos de atividades que promovem a concentração: Ecos rítmicos Percussão corporal Canções, poemas, parlendas conhecidas das crianças com temáticas interessantes para a faixa etária Brincadeiras cantadas com desafios Histórias com elementos surpresas que se conectam com outras experiências, como dramatizações, paisagem sonora com instrumentos e objetos disponíveis, etc Algumas dicas para utilizar histórias na aula de música: Escolha histórias que tenham um tema interessante para seus alunos Associe os principais fatos com objetos e ações Destaque fatos através da música Trabalhe com elementos surpresas Deixe que a criança participe e interaja com o conto em alguns momentos Sensibilize através da dramatização Utilize sua voz e linguagem corporal de acordo com as cenas da história Canções de transição também facilitam o processo porque a criança vivencia a rotina, através dos comandos sugeridos pela letra da canção, inclusive fazendo a criança entender as regras e combinados de uma forma mais lúdica. A música tem o poder de acionar a dopamina (neurotransmissor do prazer) e ocitocina (chamado como o hormônio do amor e da conexão) quando ouvimos uma melodia que gostamos, por isso é uma linguagem tão poderosa, que acalma/ ou que anima, que traz motivação, alegria para o ambiente e por isso quando bem utilizada, certamente facilitará o processo de adaptação, não importa a idade. Cada interação é uma oportunidade para reforçar rotinas e também para promover a integração entre as crianças. Como professores, podemos incentivar a participação, mas jamais obrigar, senão quebraremos o encantamento tão importante para criarmos relacionamentos na sala de aula, que é um dos objetivos mais importantes da adaptação. É fundamental respeitar o tempo da criança. Termine a aula pontuando a dedicação, o esforço e a participação de cada um. Reafirme o valor de cada criança que participou da sua aula! O processo e o contexto são tão importantes quanto o conteúdo que desejamos trabalhar com nossos alunos. Proporcione às crianças diversas maneiras para que elas possam vivenciar a música através do corpo, dos gestos, dos movimentos, com os instrumentos, com a voz, etc. Lembre-se que a BNCC nos pede um trabalho que faça nossos alunos vivenciarem experiências significativas. Não se esqueça que apesar de existirem padrões esperados pela faixa etária, cada criança é única. Iremos conhecer nossos alunos no dia-a-dia e isso ajudará a nortear nosso planejamento e ações cada vez mais. Algumas sugestões: Ofereça variedade/ graduação de estímulos e observe o que mais cativa o interesse de cada aluno, levando em conta o tempo de concentração de cada faixa etária. Não tenha pressa no processo de conhecimento dos alunos. Evite inclusive montar a rotina com muitos momentos de transição, principalmente se a faixa etária é de crianças bem pequenas. Siga uma rotina mais estruturada, quando perceber que os alunos estão mais adaptados e confortáveis na escola. Forneça diferentes níveis de desafio com o mesmo conteúdo (de acordo com a faixa etária). Ofereça maneiras diferentes de demostrar o mesmo conhecimento ou habilidade. Não dê respostas prontas. Lembre-se que a criança tem direitos de aprendizagem: conhecer-se, brincar, participar, conviver, participar, explorar. Manipule o ambiente quando necessário para despertar a curiosidade das crianças. Deixe a criança ajudar e colaborar sempre que possível, desde o primeiro dia de aula, se ela já está adaptada.   Revisando alguns fundamentos citados: Voltando ao que refletimos no início do artigo, o momento de volta ás aulas é importantíssimo e por isso precisa ser bem planejado com muita dedicação. Mesmo assim, se prepare para imprevistos. Novamente: flexibilidade é fundamental e quanto mais preparado / experiente é o professor, mais fácil será superar estes desafios. Porém se acontecer de "não funcionar conforme o esperado", pergunte-se: - Como posso melhorar o que não deu tão certo? Não é momento de se comparar com o professor vizinho, pois isso apenas diminuirá sua energia, autoestima e foco para o que realmente é importante: seus alunos, necessidades / interesses deles e sua saúde mental. Cada criança é diferente, então quando temos em mente que não é uma competição e que o foco é os nossos alunos, tudo fica mais leve e nosso olhar é guiado para o que precisa ser feito: construir um relacionamento saudável com nossos alunos e fazê-los se sentirem bem. Atividades de relaxamento com canções que possuem melodia, andamentos e harmonias mais calmantes podem ser utilizadas também para momentos que queremos trazer um ambiente de paz para as crianças. Utilize a música de acordo com o "clima" que quer trazer para sua aula; alegria, paz, muita animação, concentração, etc. Os filmes utilizam essa técnica desde o ínicio: utilizar a música com um caráter expressivo que enfatize a cena para o público. Para aprimorar, é preciso refletir, ponderar e pensar. Algumas vezes você poderá se frustrar ao ver que a mesma atividade que fez o maior sucesso em uma sala, não foi tão interessante em outra. Tudo na vida é aprendizado. Refletir sobre as ações, estratégias escolhidas, fará você desenvolver- se com muito mais clareza. Por isso escreva suas impressões. Neste registro você perceberá que a flexibilidade (novamente) também é sua melhor amiga, pois quando falamos de crianças, imprevistos sempre aparecem. Acima de tudo, não se cobre demais. Ser professor, é ser um eterno aprendiz e quanto mais você estudar e praticar com seus alunos, mas fácil será lidar com os imprevistos que podem surgir.  Espero que tenha gostado do artigo e que a adaptação com seus alunos seja um sucesso!!! Quer um treinamento com TUDO PRONTINHO para facilitar sua vida na volta às aulas?  Conheça o TREINAMENTO COMPLETO (2 anos de acesso)!   “Musicalizando na volta ás aulas através das melhores brincadeiras e histórias”         CLIQUE AQUI          (Link com todas as informações)   Visite o site: www.cantinhodamusica.com.br Instagram: debora.cantinhodamusica   Que suas aulas sejam um sucesso!!!   Abraços musicais!!! Prof. Débora Munhoz Barboni  


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Publicado em: 11/08/2021

Quais critérios devemos levar em conta na escolha de repertório para nossas aulas?

Quais critérios devemos levar em conta na escolha de repertório para nossas aulas?   Essa é uma pergunta que muitos professores me fazem, e por isso resolvi escrever este artigo. Saber escolher um repertório a curto, médio e longo prazo, perceber o que mais funciona para cada faixa etária e para os seus alunos, saber adaptar, arranjar e até mesmo compor canções, são práticas recorrentes do professor de música que está na sala de aula.   Algumas perguntas norteadoras na escolha do repertório   Qual a faixa etária dos alunos? Que temas são interessantes para eles? Quais objetivos de aprendizagem quero trabalhar e quais canções, músicas que podem me ajudar a tornar este contexto, este caminho para aprendizagem, mais rico, funcional e lúdico? É importante levar em conta a tessitura vocal da criança (de maneira geral localizada entre a nota Dó 3 e Fá 4). A música “Como é grande o meu amor por você” de Roberto Carlos é linda, mas o tom escolhido pelo cantor possui uma tonalidade muito grave para uma criança cantar. Nestes momentos, é melhor que o professor faça uma adaptação, mude o tom, para que fique mais confortável para uma criança cantar, e seus ouvintes a ouvirem. O repertório precisa favorecer e ajudar a viabilizar o desenvolvimento vocal infantil. Respeitar a tessitura vocal infantil é muito importante! Por exemplo, muitas vezes, subir ½ tom faz toda a diferença para acomodar com naturalidade a voz infantil. O texto também deve ser apropriado para a faixa etária, com músicas onde a criança possa brincar. Isso torna o processo mais divertido, dinâmico, e incentiva a criança a querer repetir a música. Sabemos que a repetição é fundamental para a aprendizagem, por isso, alie este repertório com técnicas de musicalização, expressão corporal e brincadeiras musicais. Antes de mostrar a música para seus alunos, verifique se o vocabulário é adequado, acessível para a faixa etária de seus alunos (nada muito fácil, nem muito difícil). Analise os acentos fonéticos em relação à acentuação musical (se estão corretos), afinal o que levamos de repertório irá contribuir para a formação do gosto musical e a acuidade auditiva dos nossos alunos. É importante o professor estudar o repertório que irá apresentar para as crianças. Ao escolher a música, cante várias vezes, observando o fraseado, a melodia, a letra e depois a interpretação. De preferência, decore a letra da música! Estude o conteúdo do texto. Quando o professor está seguro sobre o que vai ensinar, tudo fica mais fácil. Na sala de aula, os repertórios mais utilizados são:   - Canções pedagógicas - Músicas de outras culturas - Músicas do folclore - Músicas brasileiras - Músicas eruditas - Histórias cantadas / sonorizadas - Parlendas, textos rítmicos, trava-línguas - Trabalho a vozes e cânones (crianças mais velhas) - Capella   Além de um bom repertório, o professor precisa sempre ter em mente os objetivos de aprendizagem dentro do currículo. Isso ajuda a trazer clareza e intencionalidade nas ações, de acordo com as necessidades e interesses dos alunos. Por exemplo, muitas vezes o objetivo do repertório é performático, envolve uma apresentação escolar. Outras vezes o objetivo é pedagógico, trabalhar conteúdos específicos. Outras vezes são determinados pela instituição a qual pertence. Exemplo: Hino do Colégio. Outro ponto fundamental, além da faixa etária é a vivência musical dos alunos. São iniciantes ou experientes? A partir destas informações, o professor escolherá as músicas e atividades pertinentes, com o grau de dificuldade que irá despertar o gosto dos alunos pela atividade. O professor deve levar um repertório diferente do que a criança já ouve normalmente em casa, para ampliar seu repertório. É importante variar os estilos e gêneros musicais que vamos apresentar! A criança que cresce em um ambiente musical, que canta em grupo, desenvolve sua percepção auditiva e afinação, podendo ampliar sua extensão vocal. Desenvolverá sua dicção, precisão rítmica, sua criatividade e expressão corporal, principalmente se as aulas oferecerem oportunidades para os alunos terem seus direitos de aprendizagem respeitados. Ou seja, atividades onde o aluno poderá explorar, participar, brincar, conviver, conhecer-se, expressar-se. Todos podem desenvolver a inteligência musical, basta um bom método, repetição, paciência com o processo e treino.   Procurando repertório para suas aulas? Conheça os CDs do Cantinho da Música neste link - CLIQUE AQUI  Não é à toa que o mestre Villa Lobos dizia: “Um povo que canta é um povo feliz”   Abraços musicais, Prof. Debora Munhoz Barboni  


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Publicado em: 11/04/2020

Como brincar em casa com nossas crianças durante o período de quarentena

  ​Como brincar em casa com nossas crianças utilizando a música e, ao mesmo tempo, ajudá-las em seu desenvolvimento durante este período de quarentena? Estamos passando por um momento difícil, histórico e cheio de desafios. Um deles, para quem tem filhos, é manter as crianças em casa, sem ter um "surto psicótico" (rsrs). É importante deixar claro, que não é necessário entreter a criança o tempo todo. Os momentos de "tédio" são muito importantes e nós adultos também temos muitas coisas a fazer. Porém, o dia é longo e se nos programarmos, dá tempo sim, para oferecer um tempo de qualidade aos nossos filhos, para que eles terminem essa quarentena (porque este momento vai passar) lembrando o quanto foi divertido ficar com o papai e a mamãe em casa. É engraçado e curioso como essas atividades tão simples marcam as crianças. As vezes quando pergunto para minha filha ou para um aluno: - O que você mais gosta de fazer com o papai, ou com a mamãe? A resposta sempre envolve brincadeiras.  Seguem algumas atividades para incluir durante a semana, na rotina da criança. Se gostar do artigo, compartilhe com os amigos!   Sugestões de Atividades 1. Histórias   Escolha histórias com temas nos quais é possível retratar o ambiente sonoro da cena. Histórias com animais estão entre as prediletas dos bebês e crianças da educação infantil, mas explore temáticas diferentes como sons do campo, da praia, da fazenda, diversificando as fontes sonoras, utilizando objetos do dia-a-dia e instrumentos musicais. As histórias devem ser bem curtas e objetivas, para não ficar cansativo aos pequeninos. Os sons do ambiente, quando contextualizados em uma história, tornam a experiência mais significativa e prazerosa. Imite, por exemplo, o som do patinho quando este aparecer, cante uma música que você conheça que seja curtinha sobre “pato”. Utilize gestos e expressões corporais, imite o som do pato nadando na lagoa, enfim, use a criatividade para revelar diferentes ambientes sonoros (do campo, da cidade, de objetos, etc.) através da história, treinando assim a percepção auditiva e a imaginação da criança. São atividades simples, porém eficientes, que oportunizam uma exposição sonora que irá introduzi-los no convívio social. Histórias interativas também são muito divertidas, veja logo abaixo!   Receita da massinha utilizada no vídeo acima: 2 copos de farinha de trigo 1/2 copo de sal 1 copo de água 1 colher de chá de óleo Corante alimentício Faça e utilize na história!    História de mãos:   Sr. José e Sr. Mané – CLIQUE AQUI Pom Pom Pom – CLIQUE AQUI     2. Canções com percussão corporal e danças   Existem muitas canções que podem ajudar seu filho a entender o significado das palavras e a conexão com as ações. Por exemplo, a música “Palma, palma, palma” induz a criança a bater palmas, “Cabeça, ombro, joelho e pé” explora o esquema corporal. Canções que estimulam a percussão corporal (bater palmas, pés, sons com a boca, etc), movimentos de correr, pular, andar, marchar não apenas trarão momentos divertidos entre vocês, como também contribuirão para o fortalecimento da musculatura, desenvolvimento do senso rítmico, da percepção e da coordenação motora do seu filho.   Atividade rítmica c/ sons do corpo e prática c/ xilofone – CLIQUE AQUI   A dança abaixo, estimula a expressão e o esquema corporal. Dançar alivia a ansiedade, por isso som na caixa!!!  Mestre de Roda – CLIQUE AQUI   Para adquirir a canção: Mestre de Roda (Debora Munhoz Barboni), clique no link abaixo. CD - Vai Começar vol. 1 – CLIQUE AQUI   3. Brincadeiras em dupla   Trabalhar com rimas, parlendas e brincadeiras infantis com as crianças são atividades indispensáveis, pois possibilitam que a criança tenha contato com a linguagem de forma lúdica e prazerosa. Um exemplo é a parlenda que brinca com os dedinhos (Dedo mindinho, seu vizinho, maior de todos, fura bolo, cata piolho...) que conta os dedinhos e que termina tocando o bebê e fazendo cócegas. Os pequenos demonstram entusiasmo com atividades assim. Brincadeiras de colo, como “Upa, upá cavalinho” são uma das brincadeiras favoritas dos bebês. O adulto pode cantar variando a velocidade da canção, ora mais rápida, ora mais devagar, para que brincando a criança perceba diferentes andamentos. Canções que brinquem de esconder e achar o bebê também estão entre as brincadeiras prediletas. Atividades em duplas, como serra-serra serrador, também são muito interessantes, pois fazem com que a criança vivencie a pulsação da música e ao mesmo tempo interagem de mãos dadas com quem está brincando com ela. São atividades simples e que atraem até os bebês mais pequeninos.   Atividade rítmica com copos – CLIQUE AQUI Para adquirir a canção: Jack in the box (Folclore Americano), clique no link abaixo. CD Canções para Brincar vol.2 – CLIQUE AQUI   Teatro de Fantoches:   A professora Tatiana gravou um vídeo fazendo teatrinho para seus filhos em casa, com a música: O palhacinho (Debora Munhoz Barboni). Além de trabalhar com elementos surpresas, é uma canção que enfatiza a altura do som (grave e agudo). Vejam o vídeo enviado pela querida professora Tati Camargo - CLIQUE AQUI para assistir.   Para adquirir a canção: Toc toc palhacinho (Débora Munhoz Barboni), clique no link abaixo. CD - Vai Começar vol. 1 – CLIQUE AQUI     Caixa Surpresa:   Uma proposta que faz o maior sucesso com as crianças, é a canção: “Caixa Surpresa” (Debora Munhoz Barboni) que também está no meu CD - Vai Começar vol. 1. Ela atrai a atenção desde bebês a crianças maiores e por ser uma canção que integra músicas conhecidas, traz boas memórias e recordações. Sempre insiro essa canção na volta ás aulas porque ela faz a criança se sentir em um território seguro, conhecido e que trará confiança e alegria entre vocês. O vídeo enviado pela professora Keila Lima, aconteceu na Creche Medalha Milagrosa e encantou os bebês. Essa proposta é encantadora para crianças até 6- 7 anos de idade Caixa Surpresa – prof. Keila – CLIQUE AQUI    Para adquirir a canção: Caixa Surpresa (Débora Munhoz Barboni), clique no link abaixo. CD - Vai Começar vol. 1 – CLIQUE AQUI       4. Repertório a utilizar   Além do repertório folclórico, atualmente temos uma infinidade de CDs produzidos por professores de música e compositores muito competentes, que muitas vezes lidam com esta faixa etária diariamente e fazem músicas especificas para interação entre pais e filhos. É importante ampliar o repertorio musical do seu filho oferecendo estilos variados, como música clássica, MPB, de outras culturas, etc. Pesquise, converse com um professor de música pedindo indicação de bons materiais e selecione um repertório de qualidade para a educação musical do seu filho.   Instrumentos Musicais   Apresentar instrumentos de percussão (chocalhos pequenos e leves, clavas, tambores) para que os bebês possam explorar ou acompanhar com canções, também desenvolvem a coordenação fina dos membros superiores, além de, estimular a fala e a percepção para os instrumentos musicais. Os mais adequados, são os da pequena percussão, pois são leves, tem um som curto e preciso, facilitando o trabalho do desenvolvimento da pulsação na música, que é o primeiro aspecto da rítmica a ser estimulada com crianças pequenas. Até os 2 anos principalmente, as crianças costumam levar tudo o que observam na boca (fase oral), portanto, é muito importante que os instrumentos e objetos utilizados na aula estejam limpos, não possam ser engolidos e não tragam risco ao bebê. Assistir um vídeo abraçadinho com seu filho em casa, também é uma ótima alternativa para essa quarentena. Seguem alguns exemplos de vídeos que gravei, utilizando instrumentos musicais:   Instrumentos Musicais para Bebês e Crianças pequenas – CLIQUE AQUI A Linda Rosa Juvenil - CLIQUE AQUI Caixa Surpresa com canções Folclóricas – CLIQUE AQUI Atividade de palmas com Seu Lobato – CLIQUE AQUI 5. Construa uma garrafa sensorial com sua criança!!! As crianças demonstram muito interesse em descobrir, explorar. Desta forma, ela constrói conceitos através da pesquisa, como protagonista, onde o adulto é o mediador que auxilia quando necessário (leve sempre em conta a faixa etária da criança). A garrafa sensorial é um objeto fácil de construir, que acalma a criança e a deixa concentrada para produzir.   Construindo Garrafas Sensoriais – CLIQUE AQUI 6. Relaxamento A história cantada abaixo, trabalha o esquema corporal e prepara a situação para um relaxamento. Assista o vídeo abaixo: Tommy (folclore americano). Pegue um bonequinho para ser o “Tommy” e encene para a criança (teatrinho). Depois deixe que ela seja a protagonista com o bonequinho ou sendo ela mesma o “Tommy” dramatizando de acordo com a letra da canção. Depois, convide a criança a deitar para receber a massagem. O uso de texturas diferentes, como lã, bolinhas de algodão, de madeira, bichinhos de látex, promovem um interesse especial no momento destinado às massagens, sempre conectadas à música. Pincéis com cerdas macias (pincéis de blush, por exemplo), quando passados em cima das sobrancelhas, ao redor do seu rostinho, o acalmam e o preparam para o sono. Os papéis podem ser trocados. Que tal agora o filhinho fazer massagem no pai / mãe?   História Cantada com Gestos – CLIQUE AQUI   Para adquirir a canção: Tommy (Folclore Americano), clique no link abaixo CD – Canções para Brincar vol.1 – CLIQUE AQUI   Cantar, dançar, brincar, é só começar! O mais importante é proporcionar a você e seu filho, momentos de prazer e diversão. Faça isso por ele e por você mesmo. Desta forma ele vai perceber como é divertido cantar e estar com você, e naturalmente, laços afetivos recheados de boas lembranças serão construídos, de uma forma natural e eficiente, no conforto da sua casa.   Depois disso voltará ao preço normal. Aproveite! Oferta nunca vista anteriormente no site!   Até a próxima,   Abraços musicais! Debora Munhoz Barboni  


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