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Publicado em: 06/08/2016

Como ajudar seu filho a escolher um instrumento musical

A música como auxiliadora no processo de vínculo afetivo entre pais e filhos Todo bom pai e toda mãe, tem o interesse de criar laços afetivos com seus filhos e melhorar suas relações com ele. Nos dia de hoje, tudo é muito corrido, trabalhamos demais, gastamos horas no trânsito e quando temos tempo com nossos filhos, estamos exaustos.  Apesar do cansaço e da falta de paciência nestes momentos, queremos que nossos filhos sintam que tem um lugar de apoio, de alegrias e que nos preocupamos verdadeiramente com eles. Uma solução fácil e que atrai crianças, jovens e adultos de todas as idades, é trazer a música cada vez mais presente para o convívio familiar. Quando uma criança começa a aprender a tocar um instrumento musical de seu interesse e é apoiada e incentivada pelos pais, sua autoestima aumenta, ela tem prazer em estudar e apresenta seu repertório também para receber incentivos verbais. Os pais que demonstram valorizar a prática musical acompanham todo o processo, desde a escolha do instrumento (o familiar pode sugerir, mas quem decide qual instrumento irá aprender, é a criança que irá praticá-lo), sua compra, o professor que irá ensiná-lo, até momentos separados na rotina para escutá-lo a se apresentar e elogiá-lo em sua prática por qualquer avanço que tenha feito. A criança então aprende desde cedo o valor da prática, da disciplina, do foco para obter resultados e tudo isso, dentro do lar, perto dos pais, que atentos observam os progressos, as frustrações, enfim, características da personalidade que aparecem nestes momentos que se tornam uma oportunidade para os pais ensinarem com amor, o valor da perseverança, de enfrentar o medo de errar e de lidar com a dificuldade. É necessário, porém, que os pais estejam dispostos a gastar um tempo por semana, para escutar seus filhos tocarem, por mais iniciantes que sejam. Podem chamar parentes próximos para assisti-los (os avós nestes momentos são os primeiros a adorarem a idéia), dar incentivos (um passeio preferido, por exemplo...), enfim, proporcionar momentos que façam com que a criança se sinta valorizada e apreciada por seus esforços e méritos, assim tudo isso reforça sua auto-estima e sua vontade em desejar aprender cada vez mais. É importante ressaltar, o quanto a pedagogia musical se evoluiu e hoje, as crianças aprendem um instrumento musical rapidamente, pois aprendem de forma lúdica, com brincadeiras e jogos e escolhendo músicas de seu agrado (o que facilita e muito para o envolvimento da criança em sua aprendizagem). Mas mesmo que seu filho venha desistir no meio do caminho, o contato com a música já foi capaz de acrescentar uma nova dimensão à sua personalidade, pois ele pôde experimentar uma nova cultura, uma nova linguagem, que estimulou sua inteligência de forma global. A música é uma linguagem universal e ao mesmo tempo um entretenimento que além de relaxar, tem o poder de estimular o cérebro (em outras áreas) e de unir pessoas. A música pode estreitar os laços entre você e seu filho (a), pode aumentar os assuntos em comum diminuindo as distâncias entre idades e faz com que tudo fique mais fácil e descomplicado. Mas como ajudar seu filho ou filha a escolher um instrumento musical? 1. O ideal, se ele (a) é pequeno (a) (até 7 anos) é que ele tenha passado por aulas de musicalização infantil, para que ele (a) vivencie os elementos da música e as possibilidades de brincadeiras para se expressar através dela, desenvolvendo assim, habilidades como coordenação motora, criatividade, concentração, imaginação, que irão facilitar e muito no processo de aprendizagem de um instrumento. Podemos dizer que, a musicalização infantil é a pré-escola da música. 2. Exponha a criança à música, ouça canções de qualidade no carro, em casa, leve seus filhos para assistirem shows que tenham instrumentos musicais. Leve-o (a) a uma loja de instrumentos, assista vídeos de shows com ele (a), enfim, demonstre entusiasmo sobre o assunto e converse com ele sobre a possibilidade de aprender a tocar um instrumento musical. Se concordar, pesquise escolas de preferência perto de casa, que ofereçam aulas lúdicas, e que também utilizem a musicalização (jogos e brincadeiras) para trabalhar os conteúdos necessários para a aprendizagem musical. 3. Ajude-o (a) a escolher o instrumento, levando em conta o tamanho do instrumento e a maturidade da criança. Converse com um professor de música, visite uma loja de instrumentos e experimente com seu filho (a). Dentre os mais solicitados estão o violão, a flauta doce e o piano. Se decidir comprar o instrumento, não há a necessidade de comprar um modelo caro. O importante é que seu filho possa praticar o que aprendeu na aula. Neste início de aprendizagem não é preciso algo muito sofisticado e caro. 4. Seu filho (a) pode demonstrar interesse em simplesmente cantar. A canção é uma forma de expressão completa, intervindo na ação, na razão e na emoção. A partir de 7-8 anos, as crianças podem participar de corais, onde terão contato com um repertório diversificado de canções, além de exercícios de musicalização e de voz, para ampliarem suas habilidades musicais. Esta é uma boa oportunidade para se refletir sobre o que fazer como pais que desejam trazer a alegria e o poderoso estímulo da música para seus lares, para que seus filhos cresçam mais saudáveis e felizes, em um ambiente incentivador, onde qualquer progresso e esforço são valorizados, produzindo auto-estima, pois este é um valioso combustível para uma pessoa emocionalmente saudável (e a música contribue e muito neste aspecto) em qualquer idade da vida.    


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Publicado em: 06/08/2016

Porque quem canta seus males espanta?

Imagine a cena: Você está cansado, entrou no seu carro depois de um dia cansativo e sabe que vai encarar um trânsito terrível. Quanto stress e desânimo! Porém, ao ligar o rádio, percebe que sua música preferida está tocando. Qual a sensação imediata? Provavelmente, de satisfação, de prazer, como se de repente, todo aquele terrível stress diminuísse drasticamente. Esse é o poder da música! Há muito tempo, pesquisadores estudam sobre a influência da música nas atividades cerebrais. Estudos comprovados mostram que pessoas que praticam música com prazer ou que ouvem músicas que gostam, fazem o cérebro produzir endorfinas e serotoninas, que atuam trazendo relaxamento, equilíbrio mental e emocional. A música também ativa o neurotransmissor do prazer no cérebro, à dopamina. Isso ajuda a explicar porque a música sempre fez parte da vida das pessoas e é muito utilizada em festas, em filmes e pelo marketing. Obviamente, para podermos usufruir deste benefício, temos que estar atentos ao repertório que escutamos. Há músicas que contribuem ainda mais para deixar o coração desanimado. Certas melodias nos remetem a situações desagradáveis e momentos não tão felizes, portanto, essas músicas devem ser evitadas, se o objetivo é utilizar a música como terapia para trazer mais ânimo para o dia-a-dia. Além de contribuir para o bem-estar do ser humano, a música pode ajudar a melhorar o funcionamento do nosso cérebro, principalmente quando praticamos música com regularidade. Pesquisas recentes nos mostram que o cérebro pode mudar sua própria estrutura, através dos pensamentos e atividades estimulantes. O cérebro é vulnerável às influências externas e pode ser exercitado como se fosse um músculo. O fato é que a música nos envolve em diversos níveis e através de sua prática, desenvolvemos habilidades motoras, cognitivas e lingüísticas. Todos podem desenvolver o talento musical, desde que tenham contato com a música de forma agradável e pratique bastante. A música pode fortalecer áreas importantes nos primeiros anos de vida, quando a neuroplasticidade (capacidade do cérebro de modificar sua estrutura e função através de experiências anteriores) é maior, mas é preciso salientar que a plasticidade continua na fase adulta. Nunca é tarde para praticar música. Ao aprender a tocar um instrumento musical, por exemplo, estamos exercitando nossas habilidades mentais, refinando nossa capacidade de ouvir e desenvolvendo o controle motor fino, o que ajudará na firmeza de equilíbrio e na mobilidade. Ou seja, desenvolvendo essa nova habilidade, programaremos nosso cérebro para envelhecer em melhores condições. A música está acessível á todos, não importa a idade. Aliás, quanto antes começar, melhor. Muitas famílias levam seus filhos desde bem pequenos para as aulas de musicalização infantil, pois desta forma aprenderão muitas brincadeiras musicais para praticar com seus filhos em casa, oferecendo assim, um tempo de qualidade, afeto e atenção exclusiva através da música, além de oferecer muito estímulo ao cérebro de maneira lúdica. A criança que tem contato com música de qualidade desde pequena, além de desenvolver o gosto pela música, será um adulto com maior sensibilidade, e utilizará a música para descarregar o stress do dia-a-dia de maneira saudável. Além disso, poderá se tornar um apreciador da boa música, pois conviveu desde pequeno com este repertório, com experiências agradáveis e provavelmente se identificará com pessoas do mesmo nível cultural. Para os adultos, segue a dica: cante sempre, seja sozinho, com amigos, em um show com artistas ou bandas que você goste, selecione suas músicas favoritas para ouvir durante o trânsito ou para fazer ginástica... enfim! Inclua mais a música na sua vida. Ou melhor, que tal aprender a tocar um instrumento musical para estimular seu cérebro com uma nova habilidade? A música sem dúvida pode trazer bem-estar, auto-estima e melhor qualidade de vida para todas as idades. Experimente trazer a música com mais intensidade para sua vida e da sua família. Certamente você perceberá que quem disse o famoso e antigo ditado: “Quem canta seus males espanta” estava totalmente certo e por isso este ditado é tão conhecido até hoje!    


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Publicado em: 06/08/2016

Desenvolvimento da fala em crianças de 0 a 3 anos através da Música e Literatura

Nada é mais encantador e gratificante do que perceber que seu filho está se desenvolvendo. Cada aprendizagem nova, por menor que seja sempre traz alegria para os pais, que ansiosos, esperam por cada nova resposta aos estímulos oferecidos. Um dos momentos mais esperados do desenvolvimento da criança é a fala, pois desta forma ela pode comunicar seus pensamentos e emoções. Os três primeiros anos de vida são os mais intensos para o desenvolvimento da fala e da linguagem que pode ser também através de sons e gestos. Falar exige grande esforço mental por parte do cérebro e leva um tempo para que este esteja maduro o bastante para desenvolver a linguagem oral e gestual. Pesquisas e estudos científicos nos mostram que crianças que crescem em ambientes ricos em estímulos levam o cérebro a se desenvolver mais rapidamente. O cérebro é vulnerável a influências externas e atividades estimulantes podem produzir mudanças em sua estrutura. Segundo estes estudos, a experiência modifica o cérebro. Portanto o adulto tem a função de ser um facilitador de experiências. Obviamente, cada criança tem seu tempo e desenvolvimento próprio, e temos que respeitar essa lei da natureza. Os pais devem estar atento ás etapas normais de desenvolvimento, mas de modo geral, as primeiras palavras surgem entre o 10º e 15º mês. Depois disso, o vocabulário cresce muito rápido.  Cada etapa do desenvolvimento da oralidade está interligada, portanto, se perceber que seu filho completou seu primeiro aniversário e não produz balbucios (repetições de sílabas), procure ajuda profissional o mais rápido possível, pois nesta fase, é muito mais fácil intervir e ajudar a criança, pois a plasticidade cerebral é muito intensa (principalmente nos primeiros três anos de vida). Um aspecto importante que devemos saber, é que para desenvolver a linguagem oral, a criança precisa ter um motivo e a intenção de se comunicar. Logo, ela precisa de pessoas para interagir. O adulto precisa conhecer a criança o bastante para saber assuntos de seu interesse, e a partir destas constatações, criar situações que motivem a criança em desejar responder e dialogar. Uma das ferramentas mais poderosas para desenvolver a fala, é sem dúvida a música. As crianças geralmente sentem muito prazer com a música, seja cantando, ouvindo, dançando, tocando instrumentos musicais. Através das canções, a criança melhora a pronúncia e sua percepção auditiva, tanto para escutar como para diferenciar sons, o que auxiliará o desenvolvimento da oralidade.   Estratégias Práticas   Podemos utilizar a música em casa, para estimular o bebê a falar e isso pode começar bem cedo. No final do primeiro mês de vida, o bebê já começa a vocalizar (fazer barulhinhos e sons com a voz). Você pode interagir com ele conversando, cantando e usando sua voz para acalmá-lo quando ele estiver agitado. Que tal ensinar para seu filho uma canção que foi significativa na sua infância? Você pode começar a ensiná-lo segurando suas mãozinhas, cantando, balançando seus braçinhos de acordo com o pulso da canção. Depois de algumas vezes, inicie, mas pare em algum momento, dando oportunidade para que ele continue; favorecendo assim, o aumento de seu vocabulário. Não se esqueça que a canção deve ser curta e com temas do universo infantil. Acima de tudo, respeite o tempo da criança, se ela não corresponder às expectativas. Tudo leva tempo, inclusive o início da linguagem falada. O bebê precisa ouvir vozes de pessoas que se comuniquem com ele e que o tratem com amor, respeito e carinho para desenvolver a fala de forma natural. Por volta de 8 meses, o bebê, por provavelmente, já conseguir se sentar sem apoio, já tem outra visão de mundo. Tudo que produz sons chamam a atenção dos pequenos e os estimulam a interagir. Procure fazer sons do corpo para que ele observe. Enquanto troca sua fralda, você pode cantar, brincar de estalar a língua e outros sons da boca. Toque CDs com diferentes estilos musicais e perceba qual o estimula mais. Você pode também apresentar chocalhos, tamborzinhos para que ele explore e toque acompanhando uma canção. Nesta idade, aulas de musicalização infantil farão toda a diferença no desenvolvimento do seu filho, pois um professor de música irá preparar atividades musicais variadas de acordo com a faixa etária e oferecerá uma vivência prazerosa com as palavras através da música. Geralmente essas aulas são em grupo e um adulto pode participar. Muitos pais que participam das aulas, se sentem mais confiantes para interagirem com seus filhos em casa, pois aprendem formas mais interessantes para apresentarem uma canção, brincarem e contarem uma história, por exemplo. Através das brincadeiras, percebemos os interesses individuais da criança e seu nível cognitivo. É importante salientar que o desenvolvimento da linguagem está ligado ao pensamento. Conforme a criança vai crescendo e se desenvolvendo, ela vai criando a capacidade de diferenciar-se dos outros e dos objetos em geral. Isso é muito importante, pois ela terá ferramentas cognitivas para que queira interagir de forma intencional. Ela então irá dirigir comportamentos intencionais a outras pessoas e imitará tudo o que lhe chama a atenção. Fique atento ás vocalizações do bebê e imite, variando ligeiramente as sílabas que ele balbucia, fazendo sons mais longos e mais curtos. Continue cantando, mas agora faça os gestos das canções, que devem ser simples e curtas. Os gestos estabelecem a comunicação entre o som e o movimento. Algumas canções que podem ser utilizadas, são as canções folclóricas como: “A janelinha fecha quando está chovendo”, “Fui morar numa casinha”, “Borboletinha”, etc. Represente para ela certas ações que são descritas nas músicas e motive-a a imitar. Quando a criança é capaz de imitar o adulto, ela demonstraum grande desenvolvimento, tanto em sua memória, quanto na sua expressividade que são itens indispensáveis para o desenvolvimento da linguagem. Conte histórias de forma curta e objetiva, com temas do universo do bebê e retrate o ambiente sonoro da cena. Você pode imitar os sons dos personagens, cantar uma música que represente a cena, representar cada personagem através de um instrumento musical, enfim, use sua criatividade! De forma gradual, através destas atividades, serão estabelecidas as conexões cerebrais que relacionam as palavras com o objeto, desenvolvendo a imaginação, memória, além de introduzi-lo no convívio social. Outro marco importante, e que mostra o amadurecimento da criança pequena, é o conceito de permanência dos objetos. Quando um objeto desaparece de seu campo de visão, o bebê vai procurá-lo. Para ele agora, o mundo continua existindo independente de estarmos vendo as coisas. Você pode estimular essa fase com atividades simples, como esconder um objeto sonoro que o bebê demonstre interesse para que ele ache e procure. Invente brincadeiras de esconder, pois o estimulará a fazer representações de imagens de certos acontecimentos. Um grande progresso rumo à linguagem verbal. A partir do primeiro ano, principalmente, o bebê observa e não só repete no momento que a ação é feita, como é capaz de representar mentalmente as ações de modelos.  Parlendas que favoreçam a coordenação da palavra falada e dos gestos como “Janela, janelinha, porta e campainha”, faz com que o bebê se envolva com a brincadeira e imite. Nesta fase, compre livros de figuras e palavras, leia poemas e cante para seu filho. Ele certamente irá memorizar e repetir em outros momentos, exercitando sua oralidade com naturalidade. Você pode fazer perguntas durante a leitura, instigando respostas. Por volta dos 2 anos, a criança pode também contar sua própria história através de ilustrações. Caso ela pronuncie de forma errada, evite confrontá-la; apenas repita a frase inteira corretamente, para que ela escute a forma correta de pronunciar o que ela elaborou em sua mente. O importante é que ela sinta liberdade para fazer perguntas e encontrar respostas. Festeje suas respostas sempre. Atividades utilizando bonecos que falam e cantam com a criança variando timbres da voz são muito interessantes, pois atraem a atenção e o interesse pela interação verbal. Massagens nomeando a parte do corpo, utilizando música, também oferecem estimulo, um tempo de qualidade e afeto. Existem hoje no mercado, músicas específicas para o estímulo do bebê em suas várias fases e para cada rotina, como para hora de vestir, de dormir, de comer. São canções realizadas por profissionais de música que lidam com essa faixa etária diariamente e conhecem suas reais necessidades. Com o tempo (por volta de 3 anos e até um pouco antes), surge o interesse pelas brincadeiras de faz-de–conta, a capacidade de representar coisas ou situações não presentes. A criança naturalmente começa a imitar ações rotineiras, depois ações de pessoas próximas, e através destas brincadeiras, os pequenos expõem seus sentimentos, frustrações e vontades. É interessante notar como a evolução da brincadeira e da linguagem caminham juntas. Uma auxilia no desenvolvimento da outra. As famílias podem trazer bonecos, objetos, elementos diversos para dramatizar histórias como a “Linda Rosa Juvenil”, por exemplo. Depois, a criança pode dramatizar com os fantoches para os adultos. Dramatizando, a criança se expressa com a linguagem verbal, gestual e facial, tornando a atividade mais complexa e desafiadora, além de iniciar a aprendizagem de normas sociais, pois é necessário esperar sua vez para interagir conforme a história vai acontecendo. Enfim, existem muitas possibilidades para estimular a oralidade do seu filho de uma forma divertida. É necessário porém, disposição, muita pesquisa, paciência e organização para o preparo das atividades. A infância passa muito rápido e acompanhar o desenvolvimento de nossos filhos, é maravilhoso! Brincando, se divertindo e aprendendo, seu filho perceberá como é bom estar ao seu lado, e assim, fortes laços familiares serão criados e fortalecidos em meio a um ambiente de afeto, deixando memórias positivas e preciosas entre vocês. E isso definitivamente não tem preço! Prof. Débora Munhoz Barboni Prof. de Música www.cantinhodamusica.com.br


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Publicado em: 06/08/2016

Estimulando os bebês em casa com a música – Parte 2

Todos os pais e mães têm o desejo de melhorar o relacionamento com seu filho e ao mesmo tempo estimular seus talentos e potencialidades. A música é sem dúvida, uma solução fácil e disponível para desenvolver  habilidades musicais e outras áreas também. No artigo anterior (Estimulando bebês em casa através da música- Parte 1), falamos sobre a importância de utilizar fantoches e dedoches nas histórias cantadas, pois possibilita uma maior interação da criança com a proposta sugerida.  As primeiras canções são simples, tendo os gestos um papel muito importante para estabelecer a comunicação entre o som e o movimento. Os gestos com bebês, não devem ser muito variados em uma mesma canção, evitando assim muito acúmulo de informações. A canção “Fui morar numa casinha”, por exemplo, atrai a atenção das crianças, por ter elementos surpresas, contar uma historinha e ao mesmo tempo ter uma parte gestual que pode ser explorada. A matéria-prima da música é o som, portanto, trabalhar com histórias sonorizadas são sempre um meio eficiente e divertido de promover a aprendizagem. Escolha histórias com temas na qual é possível retratar o ambiente sonoro da cena. Histórias com animais estão entre as prediletas dos bebês e crianças da educação infantil, mas explore temáticas diferentes como sons do campo, da praia, dos meios de transportes, diversificando as fontes sonoras, utilizando objetos do dia-a-dia e instrumentos musicais. As histórias devem ser bem sucintas, porém com muita expressividade, para não ficar cansativo aos pequeninos. Os sons do ambiente, quando contextualizados em uma história, tornam a experiência mais significativa e prazerosa. Imite, por exemplo, o som do patinho quando este aparecer, cante uma música que você conheça que seja curtinha sobre “pato”, utilize gestos e expressões corporais, imite o som do pato nadando na lagoa, enfim, use a criatividade para revelar diferentes ambientes sonoros através da história, treinando assim a percepção auditiva e a imaginação da criança. São atividades simples, porém eficientes, que oportunizam uma exposição sonora que irá introduzi-lo no convívio social. Observe também as canções que seu filho mais gosta de cantar e pense em formas diferentes de brincar. Todos os momentos podem se tornar educativos enquanto interagimos com o bebê que, assimila tudo o que vivencia. Durante o banho, por exemplo, é importante agir de forma afetiva, conversando com a criança, nomeando as partes do corpo, cantando, brincando com ela, utilizando bonecos de borracha, livrinhos próprios para serem utilizados no banho, com o objetivo de estimular a linguagem, o contato físico/afetivo e a memória musical. Existem hoje no mercado, CDs com repertórios específicos para essa faixa etária. É muito interessante conversar com um professor de música e pedir indicação de bons materiais. Temos excelentes profissionais que compuseram jogos cantados para estimular os bebês e brincar com os pequeninos. Muitos destes CDs acompanham livro ensinando as brincadeiras, tornando as experiências cotidianas mais ricas e prazerosas.  Não se esqueça que o ambiente musical no qual ele estiver inserido desde sua infância de uma forma prazerosa, irá afetar diretamente seu gosto musical no futuro e o repertório que terá prazer em prestigiar na fase adulta. Portanto, uma ajuda profissional fará toda a diferença. Apresentar instrumentos de percussão (chocalhos pequenos e leves, clavas, tambores) para que os bebês possam explorar ou acompanhar as canções, também desenvolve a coordenação fina dos membros superiores, além de, estimular a fala e a percepção para os instrumentos musicais. Os mais adequados, são os da pequena percussão, pois são leves, tem um som curto e preciso, facilitando o trabalho do desenvolvimento da pulsação na música, que é o primeiro aspecto da rítmica a ser estimulada com crianças pequenas. Até os 2 anos principalmente, as crianças costumam levar tudo o que pegam na boca (fase oral), portanto, é muito importante que os instrumentos e objetos utilizados na atividade estejam limpos, não possam ser engolidos e ofereçam segurança ao bebê. Explore tocando com músicas de diferentes estilos, toque seguindo o pulso musical seguindo o andamento da canção, toque mais forte, mais fraco, em cima, embaixo, etc. Os momentos que antecedem à hora de dormir, devem ser momentos prazerosos e a música também é uma grande facilitadora deste processo. As canções de ninar podem ser usadas para relaxar, tocar e trazer proximidade, além de fazer com que a criança de sinta amparada e cuidada de acordo com a letra da canção. A mamãe pode, por exemplo, escolher músicas de ninar que tenham uma melodia agradável e uma letra apropriada. Canções como “Boi da cara preta”, “Bicho papão”, foram canções feitas pelas mucamas na época da escravidão e que cuidavam muitas vezes dos filhos dos seus senhores sem a menor afetividade. Por serem curtas e terem andamento lento, foram passando de geração em geração, mas existem canções bem mais apropriadas para estimularem o sono do seu bebê do que estas, que se formos analisar a letra, mais parecem canções de terror. Um exemplo outro exemplo de atividade simples que acalmam os bebês e que proporcionam momentos agradáveis entre mãe e filho, é a massagem relaxante com fundo musical. A mamãe pode acariciar o corpinho do bebê lentamente, nomeando cada parte, o beijando, etc., enquanto o prepara para a hora de dormir. O uso de texturas diferentes, como lã, bolinhas de algodão, bichinhos de látex, promovem um interesse especial no momento destinado às massagens, sempre conectadas à música. Pincéis com cerdas macias (pincéis de blush, por exemplo), quando passados em cima das sobrancelhas e ao redor do seu rostinho, o acalmam e o preparam para o sono. As famílias certamente se beneficiam trazendo a música, sempre que possível, ao convívio familiar. Através dela, você pode expressar seu amor, ensinar conteúdos de forma lúdica e estreitar ainda mais os laços familiares. A música é terapêutica e é um canal muito importante para entrar em contato com seu filho de forma natural, além de prepará-lo para o mundo, reforçando sua auto-estima, sua sensibilidade e percepção auditiva, criando um ambiente mais feliz e agradável. Um verdadeiro presente de amor!   Prof. Débora Munhoz Barboni Prof. de Música www.cantinhodamusica.com.br


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